10 dicas para cuidar da memória e mantê-la ativa por mais tempo

Quanto mais exercitamos a memória mais adiamos o seu declínio

Maya Santana, 50emais

Novamente falo de memória. Tenho quase fixação com esse assunto, porque a agonia do não lembrar é uma preocupação constante. Já contei que venho de uma família que tem memória ruim. Por isso estou sempre ligada em artigos que falam de como, com o avançar da idade, podemos manter nossa memória viva. No texto abaixo, assinado por Chloé Pinheiro, do Uol, há várias recomendações para adiar o máximo possível o declínio da memória. Vão desde a prática de ioga e meditação até atividades aeróbicas, como correr e nadar.

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Independente de Alzheimer e outras doenças que aparecem com o tempo, uma coisa é certa: o cérebro de todo mundo vai envelhecer e sofrer pelo menos um pouco com isso. “A partir dos 35 anos, nossa velocidade de processamento diminui, então algumas pessoas podem perceber já por volta dessa idade os primeiros sinais de esquecimento ou demora para se lembrar de alguma informação”, aponta Eduardo Mutarelli, neurologista e coordenador do Núcleo de Neurociência do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

A boa notícia é que esse processo pode ser adiado e até revertido em certa medida. O segredo parece estar em manter a mente ativa e estimulada. “O que acreditamos hoje é que, se usarmos táticas que desafiem a capacidade de resposta do cérebro, conseguimos deixá-lo mais ágil para se adaptar a essas alterações do envelhecimento”, expõe Cristoforo Scavone, bioquímico coordenador do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Veja táticas para deixar a memória nos trinques

1 – Faça ioga ou medite
Um estudo recente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein revelou que fazer yoga regularmente pode preservar áreas do cérebro relacionadas à memória. O trabalho analisou 42 idosas com os mesmo hábitos e condições de saúde e viu que, entre as adeptas, o córtex pré-frontal era mais espesso. “Essa é uma região nobre, relacionada a funções como a memória de trabalho, que guarda informações importantes em um curto espaço de tempo”, comenta Rui Afonso, pesquisador da instituição e autor principal da pesquisa.

As mulheres estudadas praticavam o hatha-yoga, modalidade que inclui também exercícios de respiração e meditação, há oito anos, pelo menos duas vezes por semana. Só a meditação, aliás, já tem ação protetora. ?As duas práticas exigem que haja um objeto de atenção, como a respiração, e a memória de trabalho é estimulada durante esse processo?, completa Afonso.

2 – Mexa-se
É uma das melhores maneiras de não sucumbir aos apagões. “A atividade física está associada a formação de novos neurônios e a uma melhora da resposta cardiovascular, o que também é importante para o cérebro, que depende do bom fluxo sanguíneo”, destaca Scavone. Além disso, o exercício regular pode aumentar o volume do hipocampo, área que armazena e processa as memórias. Clique aqui para ler mais.

Um comentário

  1. Devemos ler diariamente estas informações, muito interessantes, para sermos estimulados a prática dos exercícios físicos e mentais.

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