Jack Nicholson chega aos 80 anos campeão de indicações ao Oscar

Desde 2010 sem fazer filme, ele prepara a sua volta triunfal

Desde 2010 sem fazer filme, Jack Nicholson prepara a sua volta triunfal

Maya Santana, 50emais

Jack Nicholson é um daqueles artistas que se transformam em mito ainda em vida. Ator, diretor e produtor, essa lenda do cinema completa neste sábado, 22 de abril, 80 anos de vida tumultuada e cheia de prêmios. Participou de mais de 70 filmes, transformando-se no ator indicado mais vezes para o Oscar. Foram 12 vezes, das quais levou três estatuetas. Trabalhou com todos os cineastas mais importantes da história recente do cinema, de Dennis Hooper a Roman Polanski, passando por Michelangelo Antonioni e Elia Kazan. O ator, pai de cinco filhos, com três mulheres, fez seu último filme em 2007, mas estará de volta às telas em breve, como informa este artigo do Uol.

Leia:

Um dos atores mais talentosos, ele trabalhou em mais de  70 filmes

Ator de enorme talento, ele trabalhou em mais de 70 filmes

Não há dúvidas: Jack Nicholson é um dos nomes mais importantes da história do cinema. Sem fazer um filme desde 2010, ele chega aos 80 anos preparando seu retorno de forma triunfal: como protagonista na versão em inglês da tragicomédia alemã “Toni Erdmann”. Dono de três Oscar, o ator segue como um representante da era de ouro dos astros hollywoodianos. Venha relembrar seus grandes personagens

Interpretando o personagem Oscar, no filme O Golpe do Baú

Interpretando o personagem Oscar, no filme O Golpe do Baú

“O Golpe do Baú” (1975) não tem muita relevância na carreira de Jack Nicholson, mas a comédia vale pelo papel excêntrico ao lado de outro grande astro do cinemão de Hollywood: Warren Beatty. Nicholson é Oscar, um interesseiro que aceita se casar com a mulher (Stockard Channing) do amigo (Beatty) para driblar uma lei: viajar com uma mulher de um estado para outro, algo ilegal nos anos 20 nos EUA.

 Como Randall Mc Murphy, de seu extraordinário Um Estranho no Ninho

Como Randall Mc Murphy, do extraordinário Um Estranho no Ninho

Considerado o momento alto da carreira de Nicholson, em “Um Estranho no Ninho” (1975) ele vive um criminoso que finge ter uma doença mental para sair da cadeia. Um papel desafiador em que ele se superou: algumas das reações do personagem eram filmadas por até dez minutos sem interrupção

Fazendo o papel de Henry Lloyd Moon, no filme Com a corda no pescoço

No papel de Henry Lloyd Moon, no filme Com a corda no pescoço

Jack Nicholson ajudou a definir o cinema norte-americano dos anos 1970 e 1980 e chegou a dirigir alguns filmes. Seu segundo trabalho como cineasta foi “Com a Corda no Pescoço” (1978), que foca na relação quase agressiva de um casal e não se leva muito a sério. O filme mostra uma versão mais leve do ator, mas sem deixar seu lado esquisito de lado

Com cara de louco, vivendo Jack Torrance em O Iluminado

Com cara de louco, vivendo Jack Torrance em O Iluminado

Impossível não reconhecer essa cena de “O Iluminado” (1980): Jack Nicholson com uma feição assustadora entre a porta quebrada com seu machado. Ao lado do diretor Stanley Kubrick e com um roteiro baseado na obra de Stephen King, só podia mesmo sair coisa boa. Nicholson e suas expressões imortalizaram esse clássico

No papel de Daryl Van Horne, em As Bruxas de Eastwick

No papel de Daryl Van Horne, em As Bruxas de Eastwick

O personagem de “As Bruxas de Eastwick” (1987) definitivamente não é um homem comum, começando pela maneira como chegou a Eastwick: por meio de um feitiço de três amigas que queriam o homem ideal. Mas a excentricidade de Daryl Van Horne vai além, porque o diretor George Miller dirigiu Nicholson no papel que provavelmente todo ator já quis viver: o diabo.

Coringa, papel que interpretou na versão de Batman de 1989

Coringa, papel que interpretou na versão de Batman de 1989

O vilão do Batman já foi vivido por muitos atores, mas o Coringa de Jack Nicholson em “Batman” (1989), de Tim Burton, é incomparável. Com uma performance bem rockstar, engraçado e psicótico ao mesmo tempo, Nicholson já disse que o que mais gostava no personagem era “seu senso de humor totalmente sem graça”. E admitiu que foi um de seus melhores papéis nas telas.

Como o aterrador Will Randall, em  Lobo, filme de 1996

Como o aterrador Will Randall, em Lobo, filme de 1994

Jack Nicholson estrelou o filme de terror “Lobo” (1994), de Mike Nichols, e mandou muito bem no papel de Will Randall, um homem que é despedido de seu emprego, mordido por um lobo e se torna agressivo o suficiente para recuperar o trabalho antigo e se vingar. Nicholson dominou toda a estranheza necessária para ser Randall

Interpretando  Harry Sanborn, no filme

Interpretando Harry Sanborn, no filme Alguém tem que ceder

Por mais que o personagem de Jack Nicholson em “Alguém Tem Que Ceder” (2003) pareça mais trivial, ele deu seu toque de excentricidade a Harry. O personagem é um homem com síndrome de Peter Pan que acaba se envolvendo com Erica (Diane Keaton) depois de ter um ataque cardíaco por causa do uso de estimulantes sexuais

Interpretando o personagem Dr. Buddy Rydell, em Tratamento de Choque

Interpretando o personagem Dr. Buddy Rydell, em Tratamento de Choque

Parece irônico, mas um dos filmes mais significativos de Jack Nicholson para a nova geração é com Adam Sandler: em “Tratamento de Choque” (2003), ele é um maníaco que se passa por especialista em tratamento de ira. O filme apresentou o ator ao público mais jovem.

Vivendo Edward, o velhinho de Antes de Partir, seu último filme

Vivendo Edward, o velhinho de Antes de Partir, seu último filme

Quem melhor do que Jack Nicholson para fazer um baita drama ter diversão na medida? Longe de viver um velhinho padrão, o Edward de “Antes de Partir” (2007) decidiu curtir a vida adoidado quando se viu perto da morte. Entregue ao papel, raspou até a cabeça quando foi preciso e sua experiência no hospital foi inspiração para o diretor Rob Reiner, que usou algumas cenas que nem estavam no script.

Um comentário

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos marcados com asterisco são obrigatórios. *

*