Cresce nº de casais de mais de 50 anos vivendo junto sem se casar

Karen Kanter e Stan Tobin, que moram juntos desde 2004 sem se casar

Os americanos Karen Kanter e Stan Tobin, que moram juntos desde 2004, não são casados

Maya Santana, 50emais

O fenômeno está sendo registrado nos Estados Unidos. Pesquisei, mas não consegui informações sobre a situação no Brasil. O que é certo é que mais e mais idosos no Brasil optam por morar sozinhos. Entre os americanos, não só cresce o número de velhos que fazem a opção por morar sós, mas também é cada dia maior o contingente dos que decidem deixar de lado as convenções do casamento e partm para viver juntos sem nenhum registro em cartório ou em igreja. O total de pessoas acima dos 50 que coabitam com um parceiro sem que sejam casados cresceu 75% de 2007 a 2016, segundo um relatório do Pew Research Center divulgado no mês passado, o maior aumento entre todas as faixas etárias, como mostra este artigo de Paula Span para o New York Times, publicado pelo Uol.

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De várias maneiras, a vida que Karen Kanter e Stan Tobin levam na Filadélfia parece muito típica. Os dois têm 75 anos e ficam felizes quando assistem juntos a filmes e peças de teatro, visitam seus filhos e netos e experimentam novos restaurantes (mas evitam sushi).

Tobin, contador com um pequeno escritório tributário, consegue tempo para se reunir com um grupo de amigos todos os meses. Professora de ensino médio aposentada, Kanter se divide entre grupo de amigos todos os meses. Professora de ensino médio aposentada, Kanter se divide entre grupos de leitura e apreciação de arte enquanto faz trabalhos voluntários e escreve um romance histórico.

Anos atrás, ele a apoiou durante um tratamento de câncer de mama bem sucedido. Ela vem alertando o companheiro sobre os quilos a mais, então ele voltou para as reuniões do Vigilantes do Peso.

Cuidadosos sobre os arranjos financeiros e legais, eles possuem juntos um apartamento perto do Museu de Arte e uma casa de campo no norte do estado de Nova York. Ela tem uma procuração dele para assuntos legais e de saúde e vice-versa.

“Nós nos amamos e queremos ficar juntos, e selamos um compromisso de nos mantermos unidos até que a morte nos separe”, diz Kanter.

Mas apesar de serem um casal desde 2002 e de compartilharem uma casa desde 2004, eles não são casados. Entre os idosos, esse tipo de relacionamento é cada vez mais comum.

O número de pessoas acima de 50 anos que coabitam com um parceiro sem que sejam casados cresceu 75% de 2007 a 2016, segundo um relatório do Pew Research Center divulgado no mês passado – o maior aumento entre todas as faixas etárias.

“Foi uma descoberta surpreendente. Normalmente achamos que coabitar é coisa de jovem”, afirma Renee Stepler, analista do Pew.

E a maioria é. Mas o número de pessoas morando juntas acima dos 50 anos subiu de 2,3 milhões para quatro milhões em uma década, segundo Stepler, e a quantidade daqueles acima dos 65 anos dobrou para cerca de 900 mil.

Os demógrafos estão prestando atenção a essa tendência. No encontro anual da Associação Americana de População em Chicago, no mês passado, em uma sessão sobre “novas parcerias” entre os adultos mais velhos, o palestrante Jonathan Vespa, do Escritório de Recenseamento dos Estados Unidos, citou o assunto diretamente em uma apresentação chamada “A Revolução Cinza nos Arranjos dos Lares”.

A tendência reflete em parte o grande número de integrantes da geração dos baby boomers, assim como um aumento em suas taxas de divórcio.

O chamado divórcio cinza praticamente dobrou entre as pessoas com mais de 50 anos desde os desde os anos 1990. O divórcio libera duas pessoas para novas parcerias, claro, enquanto perder um esposo deixa disponível apenas uma, e hoje em dia isso tende a acontecer mais tarde.

Mas as atitudes também mudaram. “As pessoas que se divorciaram têm uma visão mais ampla do que são as relações”, explica Deborah Carr, socióloga da Universidade Rutgers que foi presidente do painel da Associação de População.

“A ideia de casamento como o status ideal começa a desaparecer, e a felicidade pessoal se torna mais importante.” Clique aqui para ler mais.

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