Morre aos 89 anos Jeanne Moreau, estrela do cinema francês

A atriz foi uma das mais importantes do cinema francês

A atriz foi uma das mais importantes do cinema francês

Maya Santana, 50emais

Não dava para não registrar aqui no 50emais a morte de uma das atrizes mais importantes do cinema francês, Jeanne Moreau. Para a minha geração, teve papel relevante. Assistimos a todos os grandes filmes dos quais participou. Íamos ao cinema só para vê-la, com aquela voz grave que encantou tantos diretores. Ela esteve no Brasil em 1973 para participar do filme Joana Francesa, escrito e dirigido por Cacá Diegues. Jeanne contracenou com outro ícone: Pierre Cardin. Beirando os 90 anos, ela foi encontrada morta em sua casa, em Paris.

Leia os detalhes neste artigo do G1:

Jeanne Moreau, uma das mais famosas atrizes do cinema francês, morreu aos 89 anos, informou seu agente nesta segunda-feira (31).
Ela atuou em mais de cem filmes em uma carreira que durou 65 anos. Também foi diretora, roteirista e cantora.

Jeanne foi estrela em filmes de consagrados cineastas como François Truffaut (“Jules e Jim”, clássico da nouvelle vague), Orson Welles (“O processo”, de 1962) , Michelangelo Antonioni (“A noite”, de 1961), Roger Vadim e Rainer Werner Fassbinder.

A atriz no filme Mata Hari, de 1964

A atriz no filme “Mata Hari, a Agente 21”, de 1964

Prêmios pela carreira
Jeanne Moreau nasceu em 23 de janeiro de 1928, em Paris. Começou no teatro, sendo uma das mais importantes atrizes da comédia francesa. Nos anos 50, passou aos filmes, incluindo “Ascensor para o Cadafalso” (1958), de Louis Malle.

Ganhou prêmios como o Bafta de melhor atriz estrangeira, por “viva Maria!” (1965) e “Jules et Jim” (1962). Também ganhou prêmios honorários por sua carreira nos festivais de Berlim, em 2000; de Cannes, em 2003; e Veneza, em 1992.

Além de atuar, dirigiu “Lumière” (1976) e “L’Adolescente” (1979).

Em "A Noiva estava de preto, de 1968

Em “A Noiva estava de preto, de 1968

Filme no Brasil
Ela também deixou sua marca no cinema brasileiro ao participar de “Joanna francesa”, de Cacá Diegues. No filme, Jeanne interpreta a dona de um prostíbulo em São Paulo que vai para Alagoas atrás de um cliente que morre de amores por ela.

A atriz viveu com Truffaut uma história de amor fora das telas. Em 2009, quando foi homenageada no Festival do Rio. Afirmou ao G1 que não tinha como impedir que os fãs a chamassem de “diva”, mas que isso não tinha influência na sua rotina.

“Não tenho como impedir que me chamem de diva. Esses títulos de ‘musa’, ‘estrela’, ‘lenda viva’ não têm nenhuma influência em minha rotina. Não tenho como fazer as pessoas calarem a boca, nem tento evitar que me chamem assim. Se sou merecedora de tudo isso? Não sei”, declarou.

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