O que a maturidade traz de bom para você? Faça a sua lista

 “Tenho que agradecer sempre por estar viva. Tenho amigos demais que estão doentes ou morreram, e eu estou aqui. Está brincando? Não posso me queixar”

Merryl Streep, 68: “Tenho que agradecer sempre por estar viva. Tenho amigos demais que estão doentes ou morreram, e eu estou aqui. Não posso me queixar”

Maya Santana, 50emais

Ando refletindo muito sobre a maturidade, esta que é a última fase da existência. Sempre fui contra a expressão “melhor idade”. Na verdade, achava ridículo chamar esta etapa da vida de a melhor de todas. Mas o que tenho descoberto aos 66 anos é que em vários aspectos ela é realmente melhor. Por exemplo, nunca me senti tão livre. Nunca a opinião alheia sobre mim foi tão desimportante como agora. Nesta altura, praticamente só faço o que quero. E ficar sozinha comigo mesma nunca foi tão bom. Melhor idade? Não, não é. Também não é a pior, embora nesta faixa etária as doenças comecem a aparecer, a decadência física seja inevitável e, o pior, as perdas se sucedam. Mas, como diz a atriz Meryl Streep, temos que “abraçar” o nosso envelhecimento. Achei interessante este artigo de Viviane Bevilacqua, da revista Donna, no qual ela faz duas listas sobre o que ganhou e o que perdeu com a chegada da idade. Os ganhos na lista dela foram maiores.

Leia:

Juventude é tudo, dizem os comerciais de televisão, que insistem na ideia de que só é feliz quem consegue prolongar eternamente o corpo, o rosto e os desejos que tinha aos 20 anos de idade. Pois eu discordo veementemente. Acredito que a maturidade tenha muitas vantagens. Perde-se em beleza e viço, mas se ganha em sapiência e paz interior. Eu prefiro a segunda opção. O que mais se ganha ou se perde com o passar dos anos? Para “colocar na balança” escrevi a minha listinha. Faça a sua também.

O que se ganha com a maturidade

– Ficar em casa nas noites de sábado deixa de ser um sofrimento. Ver um filme no DVD ou ler um livro passa a ser um bom programa.

– Não sofremos mais porque não temos uma roupa nova para cada festa. Pelo contrário, passamos a entender que menos é mais.

– Paramos de nos preocupar com o que nossos namorados estão fazendo quando não estão conosco. Passamos a acreditar que as pessoas só ficam juntas se quiserem. Caso contrário, vai cada um para o seu lado.

– Entendemos que tudo passa, e que o sofrimento e a angústia fazem parte da vida de todos, assim como os momentos felizes, e que precisamos encará-los com serenidade.

– Os sonhos de consumo são outros. No meu caso, viagens, viagens, viagens… Bens materiais não são mais a meta. Muito melhor acumular experiências.

– Aprendemos que ninguém precisa ter uma turma grande para ser feliz. Bastam poucos e bons amigos.

– Aceitamos que quilos a mais não são o fim do mundo. Um bom prato de massa, um chocolate meio amargo ou uma taça de espumante confortam a alma.

– Adquirimos sabedoria para entender qual a hora de falar e a hora de ficar quieto. Saber ouvir e saber calar passam a ser grandes qualidades.

– Temos paciência para esperar que as coisas aconteçam.

– Paramos de planejar a longo prazo para viver o hoje, porque nos damos conta da finitude da vida.

– Valorizamos mais a companhia da família, até porque sabemos que ninguém é eterno.

O que se perde com a maturidade

– A beleza e o viço próprios da juventude.

– A saúde quase sempre perfeita.

– A coragem para arriscar-se em aventuras.

– Os sonhos, que são muitos e loucos.

– A esperança de mudar o mundo. Isso é o que mais me dói. Acreditava que minha geração mudaria isso que está aí – fome, guerras, revoluções, corrupções, descaso, abandono, terror. Mas só vejo piorar com o passar do tempo.

2 comentários

  1. acredito também que a auto-estima e a alegria de viver em alta contribuem muito mais com a beleza do que estar no peso ideal.Tenho visto homens e mulheres se submeterem cada vez mais a controversos tratamentos para parecerem mais jovens, mais lindos e magros alimentando a idéia errônea de que ser feliz está restrito a rostos congelados cirurgicamente e corpos perfeitos que nunca existiram.Nada contra a nova ordem da perfeição plástica, da tecnologia que prolonga e melhora as condições de vida. Mas um pouco de dignidade, bom senso e discrição não fazem mal a ninguém. Por isso que é importante se permitir e se gostar do jeito que se é, mesmo que os seus atributos estejam fora dos requisitos preestabelecidos pela sociedade. Ser feliz ainda é um estado de espírito e não há nada pior do que viver uma vida de engano, fingida e superficial.

  2. Querida, sua geração, a minha, uma antes e depois, fizeram mudanças incríveis no mundo, o computador, que nos dá acesso às informações de todos os tipos, veja a internet, a globalização, onde se sabe o que acontece em pontos extremos no planeta e o mundo fica sabendo em minutos ou no máximo poucas horas, e hoje quem vive sem o celular? As cirurgias de transplantes, as fertilizações que permite a qualquer mulher ou pelo menos a maioria que deseja ser mãe realizar seu sonho, e as outras podem dizer de cabeça erguida que não querem filhos e tantas outras coisas que melhora ou dá qualidade de vida para as pessoas, descoberta incríveis que mudaram tanto a vida das pessoas, veja como a situação das mulheres mudaram, há 60 anos atrás um pouco + ou – as mulheres que se separavam de péssimos maridos, eram julgadas e condenadas pela “moral social”, hoje podemos dizer de cabeça erguida BASTA para tudo que não queremos, podemos trabalhar no que quisermos, podemos ser o que quisermos até presidente da república, é claro que isso ainda não acontece nos quatro cantos do mundo, mas em grande parte dele. Quanto a fome, guerras, revoluções, corrupções, descaso, abandono, terror, é verdade que temos muita coisa para fazer, mas tem muita gente fazendo trabalhos maravilhosos as vezes quase sozinhos, melhorando a vida das pessoas e dos animais, ainda estamos presos a coisas pequenas, mas faz parte. Sua geração, algumas antes, e depois, fizeram a grande diferença no mundo. E sou muito grata por isso.

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