Martinho da Vila, 79, volta a estudar e faz curso em Universidade

O cantor e compositor estuda Relações Internacionais em uma faculdade do Rio

O cantor e compositor estuda Relações Internacionais em uma faculdade do Rio

Maya Santana, 50emais

“Conhecimento nunca é demais”. É essa frase que serve de motor para Martinho da Vila, o adorável sambista que, perto de tornar-se um octogenário, voltou a estudar. Matriculou-se em uma faculdade particular do Rio de Janeiro para fazer um curso que nada tem a ver com seu trabalho musical. Martinho estuda Relações Internacionais. É um aluno dedicado, nunca falta às aulas. E, como ele mesmo conta neste artigo do jornal Extra, por já estar chegando aos 80 anos, vem servindo de exemplo para muita gente que já passou da meia idade e sonhava voltar aos bancos da escola. Palmas para esse grande artista-universitário.

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Devagar, devagarinho, Martinho da Vila vai chegando lá. Cantor, compositor, poeta e escritor, o músico de 79 anos mostra que nunca é tarde para aprender e voltou às salas de aula. Ele é aluno do 5º período do curso de Relações Internacionais de uma universidade particular na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Bastante aplicado, Martinho se destaca nas aulas por ser extremamente inteligente e dedicado. Esse é o primeiro curso universitário do cantor, que é autor de 14 livros com temas que variam sobre Brasil, política, samba e escravidão.

Procurado pelo EXTRA, o sambista contou que escolheu o curso de RI por causa do seu trabalho como embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Já pratico relações internacionais há muito tempo, mas eu queria pegar um pouco de conhecimento mais teórico”, explica. “Na faculdade, eu sou um aluno de conhecimento, um ouvinte. Faço os trabalhos que todos fazem, cumpro uma carga horário, mantenho a frequência nas aulas, mas não preciso fazer prova”.

Ele releva ainda que sua atitude de voltar a estudar tem servido de exemplo para muita gente retornar às salas de aula.

“Várias pessoas de uma certa idade, até de 50 anos, que tinham vontade de fazer um curso superior, mas que não tinham muita coragem, chegam e falam que foram incentivados por mim a estudar. E isso é bacana. Conhecimento nunca é demais”.

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