Boas surpresas que somente o envelhecimento pode nos trazer

Pessoas com mais de 50 são capazes de explorar melhor seus instintos sociais e emocionais acumulados com a experiência

Maya Santana, 50emais

Esse é um daqueles artigos que a gente que já passou dos 60 gosta de ler, porque nos dá alento, dá combustível para que a gente continue a caminhar na estrada que escolheu para trilhar até o destino final. Envelhecer, não precisa dizer, é difícil. Para muitas pessoas, principalmente aquelas de grande beleza na juventude, pode ser traumático. O que este artigo de Maria da Luz Miranda, do blog Depois dos 50, de O Globo, nos mostra são as vantagens, os benefícios do avançar da idade. Sim, como tudo na vida, a velhice tem seu lado deplorável, mas tem o outro também. Estudo citado por Maria da Luz revela, por exemplo, que nossa capacidade de acumular conhecimento e de resolver problemas é refinada ao longo do tempo.

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Ora é a flacidez da pele, ora é a memória que falha, ora é a lista de médicos e doenças que só cresce, ora as perdas que são tamanhas. O rol de problemas que enfrentamos ao virar a chave dos 60 anos é tão extenso quanto a população mundial nessa faixa etária. São mais de 800 milhões no mundo, esse mesmo, obcecado pela juventude. Há gente demais, satisfação de menos. Mas, acredite, envelhecer pode ter muitos lados bons.

A ciência tem se esforçado em demonstrar que as perdas são fato, mas há lá suas compensações. Prova disso é o número de pessoas que ultrapassaram a barreira dos 100 anos: já são mais de 320 mil espalhadas pelo planeta.

Quem foca nos apsectos positivos, as pesquisas científicas reforçam, pode colher em satisfação os frutos que o tempo amadurece. Veja abaixo alguns exemplos de que a juventude pode ir embora, mas ela não é, necessariamente, a única força que nos move.

Felicidade mais frequente do que aos 30 ou aos 50

Estudos recentes revelam que a felicidade típica dos 15 aos 25 anos pode voltar décadas depois. Mais especificamente depois dos 65 anos. Ou seja, na chamada idade madura, que compreende também o período dos 30 aos 50 anos, os tempos são mais difíceis do que mais adiante. É o que atestam pesquisas de duas universidades, pelo menos, a Universidade de Chicago, nos EUA, e a Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. A explicação está em que pessoas idosas são capazes de explorar melhor seus instintos sociais e emocionais acumulados com a experiência. Alguns cientistas chegaram a afirmar que esperamos ser mais felizes no início dos anos 80 do que nos anos 20.

Mente mais esperta

Inteligência e esperteza são atributos que podem, sim, melhorar com o tempo. Um estudo da Universidade de Illinois, nos EUA, comparou o desempenho de controladores de tráfego aéreo mais velhos com os mais jovens e constatou que a turma mais antiga foi melhor em trabalhos mentalmente difíceis e foi capaz de superar quaisquer fraquezas. Valeu a experiência, ponturam os pesquisadores. Os estereótipos negativos associados ao cérebro e à memória de quem envelhece não são, necessariamente, mais do que meros estereótipos. A pesquisa americana vai de encontro ao que outro estudo, desta vez na Universidade de Tubingen, na Alemanha, põe em xeque: a ciência compreende mal a maneira como o cérebro envelhece, e o número de neurônios nem sempre é um indicador de bom funcionamente cerebral. Para reforçar a tese, uma das pesquisas mais abrangentes já realizadas no mundo, o Estudo Longitudinal de Seattle, que avalia e acompanha as habilidades mentais de 6 mil pessoas desde 1956, comparando os dados a cada sete anos, demostra que apesar das dificuldades recorrentes, nossa capacidade de acumular conhecimento e de resolver problemas é refinada ao longo do tempo. Clique aqui para ler mais.

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