Casa de repouso britânica já usa um robô para cuidar de idosos

Pepper foi criado pelos japoneses e custa algo em torno de 60 mil reais

Maya Santana, 50emais

Quando a gente começa a ler sobre robótica fica assustada, porque essa é uma área da ciência que avança a passos largos. É maravilhoso imaginar que máquinas poderão fazer muito do serviço feito hoje pelo ser humano. Mas é amedrontador imaginar até onde poderão chegar, pois estão cada dia mais sofisticadas. Veja o caso desse robô Pepper. Inventado pelos japoneses, o pimentinha (pepper significa pimenta em inglês) custa em torno de 60 mil reais e é um ótimo cuidador de idosos. Até falar ele fala. Pepper já está sendo usado em uma casa de repouso na Grã-Bretanha, como mostra este artigo do site institutomongeralaegon.org.

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Ele conversa diariamente para saber como o paciente está se sentindo, monitora a saúde emocional e passa informações aos médicos e à equipe de saúde. Apesar de realizar algumas das funções de um cuidador, estamos falando de Pepper, um robô cuidador de idosos de 1,21 metro de altura que oferece alguns tipos de cuidados.

A invenção da empresa japonesa SoftBank Robotics custa 15 mil libras, o equivalente a R$ 57.760, e está em implementação em uma instituição de longa permanência em Southend-on-Sea, na Inglaterra. Lá, o robozinho patrulha a residência com a ajuda de quatro microfones e três câmeras com software de reconhecimento, capaz de identificar tons de voz e expressões faciais.

Os resultados de suas análises ajudam a montar um cenário de como o indivíduo se sente. A partir daí, ele consegue reagir e conversar seguindo sua interpretação sobre o paciente. A ideia inicial, no entanto, não é a de que ele apenas interaja com cada um dos residentes, mas que principalmente seja usado no envolvimento da comunidade e em atividades de memória.

No vídeo abaixo, a companhia explica que o humanoide não foi criado para substituir pessoas – uma das principais preocupações da comunidade em Southend-on-Sea. E que Pepper está em constante desenvolvimento.

Em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, Sharon Houlden, diretora de cuidados sociais para adultos em Southend, diz ter recebido avaliação feita pelos funcionários e reconhece que há um debate em torno do papel do robô cuidador de idosos. Mas, na avaliação dela, Pepper será capaz de liberar a equipe de algumas tarefas, para que seja possível aos humanos fazer um trabalho mais direcionado.

A opinião da diretora inglesa vai ao encontro da opinião da cuidadora brasileira Elizabeth Machado, 45 anos. Para ela, o uso de máquinas pode ser uma boa ideia, mas é preciso separar quais são as funções que eles conseguem realizar daquelas que só um ser humano é capaz. “O idoso precisa do calor humano, e o robô não proporciona isso”, explica. Clique aqui para ler mais

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