Cate Blanchett, a mulher que, chegando aos 50, é quase perfeita

Atriz e mãe de família numerosa, se destacou por sua participação no debate feminista que agita Hollywood

Maya Santana, 50emais

A australiana Cate Banchett, 49 anos completados em maio, é das mulheres mais bonitas e fortes do cinema. Respeitada como atriz e como defensora intransigente dos direitos da mulher, Cate é celebrada, onde quer que vá. Junto com as atrizes Natalie Portman e Meryl Streep criou, no dia primeiro de janeiro de 2018, a fundação Time’s Up (algo como basta, chega) que reúne recursos para ajudar homens e mulheres vítimas de assédio sexual. Casada, ela mora na Inglaterra e tem quatro filhos – três meninos do casamento com o diretor Andrew Upton e uma menina adotada. Seu filme mais recente, Manifesto, estreou há pouco.

Leia o artigo de Álex Vicente para o El País:

Para onde quer que se olhe lá está Cate Blanchett. Há algum tempo a atriz australiana se tornou onipresente. Acaba de exercer o cargo de presidenta do júri no Festival de Cannes, onde conquistou o impossível ao anunciar uma premiação aplaudida até pelos críticos mais difíceis de se contentar. Incluía até mesmo um prêmio especial a Jean-Luc Godard, algo inédito nos 71 anos de história do evento, de modo que precisou “infringir o protocolo”, como confessou, e que lhe custou várias brigas com os responsáveis pelo festival.

Seus gostos cinéfilos são ecléticos, como mostram suas escolhas na telona. Acaba de estrear Manifesto, um filme experimental inspirado nos ismos do século XX, às ordens do artista Julian Rosefeldt, e está prestes a lançar Oito Mulheres e um Segredo, o spin-off feminino da saga de ladrões de colarinho branco, que chegará aos cinemas brasileiros em junho.

Como se não bastasse, tem quatro filmes em pós-produção, incluindo o novo de Richard Linklater e a última adaptação de O Livro da Selva, onde dá voz à serpente Kaa. Além disso, acaba de assinar como nova porta-voz dos produtos de beleza Armani, após ser imagem de dois de seus perfumes desde 2013, e tem quatro filhos com o diretor teatral Andrew Upton, com quem vive em uma mansão do condado britânico de Sussex desde 2016. A primeira coisa que costumam perguntar a ela nas entrevistas é como consegue. “Não consigo, mas tento, como tantas mulheres…”, respondeu à revista Madame Figaro no começo de maio. “Não sei fazer pausas. Sou hiperativa que sempre pensa: O que tenho para amanhã?”. Em outra entrevista à revista Variety, se definiu como “intensamente curiosa”. “Estou constantemente interessada em abrir portas invisíveis que antes não havia visto”, acrescentou.

Nos últimos meses, Blanchett se destacou por sua participação no debate feminista que agita Hollywood (e o mundo). Pouco antes do festival, revelou que também foi vítima do produtor Harvey Weinstein, com quem trabalhou em diversos filmes. “Atacava principalmente os vulneráveis, como a maioria dos predadores”, disse Blanchett. A atriz afirmou que Weinstein costumava lembrá-la que “não eram amigos” por ela não fazer “o que ele pedia”.

Manifesto
Durante sua passagem por Cannes, Blanchett também liderou o grupo de 82 mulheres da indústria cinematográfica que desfilaram pelo carpete vermelho exigindo uma igualdade real e perceptível antes de 2020. Leu um manifesto, como esses que seu último filme reivindica, que talvez voltem a ser necessários nesses tempos revoltos.

Veja o trailer de Manifesto:

“Nós mulheres não somos uma minoria no mundo, mas o estado atual da indústria parece indicá-lo”, disse Blanchett na escadaria do carpete vermelho. Em sua entrevista à Madame Figaro já havia se referido ao mesmo tema: “A sub-representação é flagrante. Mas uma mudança profunda está ocorrendo: as mulheres já não se calam tanto. Já não esperam que alguém venha salvá-las”. Ao ganhar o Oscar por Blue Jasmine – há cinco anos, quanto estava muito menos na moda pronunciar a palavra “empoderamento” –, Blanchett também encontrou a ocasião para falar sobre o tema, dedicando a estatueta aos “que acreditam que os filmes com mulheres como protagonistas são nichos de mercado”. “Não são. As pessoas querem vê-los e conseguem arrecadar dinheiro”, denunciou no palco. Clique aqui para ler mais.

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