Cientista enumera 11 passos para manter memória saudável

A leitura está entre as atividades que ajudam a preservar a memória

Maya Santana, 50emais

Tenho falado bastante no 50emais sobre maneiras de manter a memória em dia, por que essa questão dos esquecimentos – os pequenos e os grandes – é a que mais me preocupa nessa altura da vida. Com a idade, não há dúvida que a minha memória piorou. Já contei que sou de uma família conhecida pelos esquecimentos. Voltei a praticar francês, pois sei que estudar línguas é uma das melhores medidas para preservar a memória. Visitando o site da BBC Brasil, encontrei este artigo da excelente Márcia Carmo, colaboradora da emissora britânica em Buenos Aires. Márcia entrevista um renomado cientista argentino e ele relaciona os 11 estímulos que podem ajudar uma pessoa a manter a memória, evitando a deterioração tão comum com a chegada da idade.

Leia:

Treze especialistas se reuniram recentemente, em Washington para discutir a evidência científica das atividades cognitivas ou intelectuais que podem ser realizadas para manter o cérebro saudável durante o envelhecimento.

Os estudiosos de Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Espanha, Suécia, Hong Kong e Argentina foram convocados pelas fundações Age UK, do Reino Unido, e AARP, dos Estados Unido.

Eles chegaram a uma série de conclusões a partir de evidências científicas sobre como estimular o cérebro e viver melhor, publicadas no Global Council on Brain Health, um conselho internacional de cientistas, profissionais de de saúde, acadêmicos e especialistas em políticas públicas.

Único latino-americano a participar do encontro, o neurocientista argentino Facundo Manes, doutor em ciências pela Universidade de Cambridge e reitor da Universidade Favarolo, de Buenos Aires, disse à BBC Brasil que “nosso cérebro muda constantemente” e que é “preciso estimulá-lo para mantê-lo vivo” – caso contrário, ele “morrerá cedo”.

Quanto antes forem iniciados os estímulos, melhor será para o cérebro na vida adulta e na idade avançada.

Autor do livro Usar o cérebro – aprenda a usar a máquina mais complexa do universo, há mais de três anos na lista dos mais vendidos na Argentina e traduzido para outros países, entre eles o Brasil, Manes costuma realizar palestras gratuitas para os argentinos, enfatizando a importância da educação para que o cérebro e a memória sejam estimulados.

O cientista argentino diz ainda que o estilo de vida tem forte impacto no nosso cérebro, que está em constante mudança.

A seguir, Manes lista sugestões para estimular o cérebro, em qualquer idade:

1) Propor a si mesmo metas e desafios intelectuais: Metas pessoais ou profissionais e trabalhos voluntários fazem bem ao cérebro. Além disso, ler, escrever ou aprender coisas novas melhoram as conexões cerebrais – o aprendizado de um novo idioma, por exemplo, é desafiador e estimulante para o cérebro. Aprender artes e pesquisar sobre a própria genealogia também são atividades cognitivas. A atividade intelectual deve ser mentalmente estimulante e ao mesmo tempo agradável.

2) Valorizar a vida social: O ser humano é um ser social. Precisamos estar em contato com outros seres humanos, assim como nosso cérebro. Geralmente, as pessoas isoladas morrem antes.

3) Cultivar relacionamentos: Ter vínculos profundos com outras pessoas nos dá mais sensação de bem-estar do que ter fama, por exemplo.

4) Reconhecer seus sentimentos, como chorar na hora da tristeza ou da dor porque não é possível “se forçar” a ser feliz quando o momento não corresponde. A emoção facilita a consolidação da memória. Na vida nos esquecemos de quase tudo, mas lembramos do que nos emociona, sejam emoções positivas ou negativas. Por exemplo, a maioria das pessoas lembra o que estava fazendo no dia do atentado ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, mas não o que fizeram um dia antes ou depois. Clique aqui para ler mais.

2 comentários

  1. Eu busco sempre ativar minha memória, tenho 53 anos, gosto de ler, assistir filmes, ouvir música e fazer caminhada.

  2. Tenho 66 anos. Traduzo inglês/francês/espanhol/italiano para o português. Escrevo sempre, como agora. Leio muito mas, às vezes, a memória falha. Geralmente quando estou conversando com alguém, é que me falta uma palavra mais adequada. Pato é me esforço para lembrar. Sou budista (tibetano) há quase 20 anos e tenho certeza absoluta que a meditação diária é um santo remédio!

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