Cultivar o ódio prejudica a saúde e faz envelhecer mais rápido

A raiva só prejudica: pode provocar aumento da pressão arterial e diabetes – Foto: luispellegrini.com.br

Maya Santana, 50emais

Este artigo do Dr. Marcelo Levites para o Estadão não poderia ter sido escrito num momento mais oportuno, quando o Brasil, vítima de suas horrendas mazelas políticas, anda dividido, com as pessoas se desentendendo por qualquer motivo e cultivando sempre um sentimento negativo. De acordo com Dr. Marcelo, “cultivar o ódio pode prejudicar a saúde” e provocar envelhecimento mais rápido, porque a raiva e o estresse fazem com que o nosso organismo libere excesso de cortisol, hormônio que, em grande quantidade, pode provocar aumento de peso, elevação da pressão arterial e dos níveis de açúcar no sangue, levando ao diabetes e até a osteoporose.

Leia:

Todos temos sentimentos bons e ruins ao longo da vida. Expectativas frustradas ou não aceitar alguns acontecimentos podem gerar rancor e ódio. O problema é nutrir estes sentimentos. O poeta inglês George Lord Byron disse uma realidade frustrante: “Os homens amam com pressa, mas odeiam com calma”. Isso significa que as pessoas guardam mais sentimentos ruins do que bons. Assim, ficam amargas, afastando parentes e amigos do convívio, gerando tristeza e dor. Um dado importante: cultivar o ódio pode prejudicar a saúde.

Quando estamos com raiva ou estressados o organismo libera mais cortisol, um hormônio que ajuda nosso organismo a controlar o estresse, reduzir inflamações e contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico. Em excesso, no entanto, o cortisol pode provocar aumento de peso, elevação da pressão arterial e dos níveis de açúcar no sangue, levando ao diabetes e até a osteoporose.

Outro ponto importante é que o aumento do cortisol encurta os telômeros, que são as pontas do DNA responsáveis por transportar os códigos genéticos no núcleo das células. E já falamos aqui que quando estes telômeros encurtam, o corpo envelhece mais rápido, segundo estudos.

Doenças do coração – O estresse prolongado pode elevar os níveis de açúcar no sangue, acelerar a respiração, a frequência cardíaca e a pressão arterial. Ao longo do tempo, a pessoa pode sofrer um infarto ou um derrame – acidente vascular cerebral (AVC).

Variações do humor – Quem tem ódio e rancor fica remoendo as situações a todo momento e este ressentimento pode causar o que chamamos de transtorno do estresse pós-traumático (TEPD). Se não for diagnosticado corretamente, pode provocar variações de humor, ansiedade e até transtorno de personalidade.

Isolamento social – Quando alguém é rancoroso e mal-humorado, as pessoas naturalmente se afastam e os mais próximos como o cônjuge, filhos e irmãos podem sofrer com este afastamento.

Dicas para sair desta

A primeira dica é perdoar. A si mesmo e aos outros. O perdão provoca a redução do cortisol.

Aceite as coisas como são, especialmente aquelas que você não tem controle. O que é possível mudar, mude.

Não deposite nas outras pessoas a culpa pelos seus problemas. As pessoas são falhas e erram, por isso, não crie grandes expectativas em relação ao outro. Seja generoso.

Faça atividades sociais e esportivas que podem ajudar a melhorar o seu humor. É reconhecidamente sabido que a atividade física regular produz endorfina, hormônio responsável pelo prazer e pela satisfação.

Sorria mais. O sorriso contagia e melhora o sistema imunológico.

Cuide-se. Vá ao cabeleireiro, compre uma roupa nova e se arrume. Quem se gosta não tem tempo para guardar rancor e ódio.

Espero que essas dicas o ajude a viver mais e melhor.

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