Elas não se importam de pagar para ter a companhia de um homem

“A ideia é só me divertir. Não quero namoro sério com ninguém” – Vanessa Cersósimo, 45, empresária

Maya Santana, 50emais

Para muita gente, pode parecer loucura, algo fora dos padrões aceitos pela sociedade. Mas para uma parcela das mulheres mais liberadas, pagar para ter companhia masculina é um ato natural de quem tem dinheiro e o poder que uma boa situação financeira traz. Um total de 1.200 dessas mulheres já se inscreveram no site Meu Patrocínio, através do qual chegam até o parceiro que desejam. Nessa reportagem de Lu Angelo, da revista Marie Claire, você vai conhecer a história de três mulheres, certas de terem batido na porta certa quando se registraram no site que promove os encontros.

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Você entra num site, faz um perfil pessoal, escolhe suas melhores fotos. Diz algo interessante sobre si mesma, tenta parecer atraente. Em uma lista de milhares de homens, seleciona os que mais gosta pela aparência física, dá dois cliques e pronto: vem o crush. Poderia ser o início de uma correspondência pelo Tinder, Happn ou qualquer outra rede de encontros, mas há algo de muito diferente no Meu Patrocínio: uma troca de interesses que vai além de sexo e namoro. Quem escolhe o pretendente precisa pagar por ele. E, apesar disso, não é um site de prostituição, segundo a definição da plataforma. Como o próprio nome diz, quem decide pelo encontro é quem terá de “patrociná-lo” – ou seja, quitar a conta –, mas não só. Os inscritos dividem-se entre os que querem bancar e os que querem ser bancados.

“Por que não ajudar quem me dá alegria? Não dependo de ninguém, somente quero uma boa companhia. Mais jovem, de preferência”, diz a empresária de beleza Hana Mancini, 41, proprietária de quatro salões e com faturamento mensal de até R$ 300 mil. Divorciada há um ano e meio, de um casamento que durou nove, sem filhos, entrou no site há dez meses, em busca de relações leves com homens charmosos. Foi conquistada pela chamada da homepage: “Você é madura, confiante e bem-sucedida. Trabalha muito e tem pouco tempo para você. Quando tem, prefere estar com alguém atraente e agradável. Cansada de ir aos mesmos lugares e não ter quem a acompanhe no que realmente gosta? Aqui você encontra o parceiro ideal!”.

“Por que não ajudar quem me dá alegria? Não dependo de ninguém, somente quero uma boa companhia”
Hana Mancini, 41, empresária

Hana é uma sugar mommie, termo usado para definir mulheres que buscam cuidar financeiramente de garotos mais jovens, os sugar babies, que querem ser “patrocinados” (no site, há também os sugar daddies, que buscam o mesmo com o sexo feminino). A diferença para a prostituição é que não há pagamento por sexo. O casal namora (ou não, se não se sentir atraído), mas com uma regra clara: a de que o mais jovem terá benefícios como presentes, viagens, pagamento de contas e outros mimos dados pelas mais experientes. Cada casal impõe suas regras do que será financiado ou não. “Assim que Fernando*, 32 anos, apareceu na tela do computador, não tive dúvidas de que queria conhecê-lo. Moreno, olhos claros, forte…”, diz Hana. “Jantamos no restaurante Paris 6 [em São Paulo]. Fiquei nervosa porque ele é realmente um gato! Parecia uma adolescente. Paguei a conta, demos alguns beijos, marcamos o encontro seguinte e assim iniciamos um relacionamento.”

Desde então, passaram-se cinco meses. “Nos divertimos muito, o sexo é maravilhoso.” Em junho, ela bancou uma viagem para Fernando passar um tempo em Madri, onde pretende montar uma exposição. Só com a temporada europeia, já gastou mais de R$ 20 mil. “Esse dinheiro não vai me fazer falta. Paguei passagem, hospedagem e mantenho suas despesas por lá. Também dei relógio e celular. Neste mês irei visitá-lo, estou com tudo pronto!”, disse a empresária, que não promete fidelidade, nem espera isso dele.

Gueixa às avessas
Hana faz parte de uma comunidade de 1.200 mulheres inscritas como sugar mommies. Para elas, há uma oferta de 16 mil sugar babies – e o número não para de crescer. É preciso passar por uma série de pré-requisitos para ser aprovada. No cadastro a candidata preenche itens como altura, tipo de corpo, etnia, nível escolar, salário, renda anual, valor do patrimônio total, se tem filhos ou não, estilo de vida, localização e o que espera dos encontros. Para interagir com os garotos, desembolsa-se de R$ 199 a R$ 999 por mês (o pacote inclui até checagem de antecedentes criminais). Já os homens interessados não pagam nada, só precisam ter mais de 18 anos.

“Há quatro anos, fundei o Meu Patrocínio somente com a opção de ter o homem como provedor”, diz a CEO da empresa, Jennifer Lobo, de 29 anos. “Mas comecei a receber muitos e-mails de mulheres pedindo para criar a categoria sugar mommy. Há um ano, finalmente a inaugurei. Foi sucesso instantâneo.” Nesse tipo de sociedade construída pelo dinheiro, Paulo Miguel Velasco, psicanalista e professor do Instituto Brasileiro de Psicanalise Clínica, Ciências Humanas e Sociais (IBRAPCHS), contextualiza o encontro entre mommies e babies. “Elas compram a companhia deles para suprir uma carência afetiva. Mas, a longo prazo, não adianta. Porque não é uma relação baseada no amor, e sim no dinheiro. Geralmente esses casos não vão para frente.” Clique aqui para ler mais.

7 comentários

  1. José Alexandre Ferreira da Silva

    Tenho 41 anos Moreno claro cabelos pretos lisos 188m corpo atlético não fumo bebo socialmente sou de santos meu nome é Alexandre meu zapp 13 997743472 sp

  2. Só quero conhecer pessoas mais velhas e sobre a relação só o dia saberemos do primeira encontro

  3. sou moreno tenho 24 anos sou muito carinhoso e gosto de mulher safada em que vcs n vao searepende whats (65)99322.1092

  4. Sou Ricardo gosto de mulher mais velhas.
    Numero 08192932668

  5. Olá,sou o ramon tenho 35anos,olhos verdes,suo branco,mas já meio moreno por causa do sou,sou compulsivo por sexo,adoro sexo completo e gosto de mulheres safadas.
    Meu zap:(031)986890535
    Sou de Ipatinga MG

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