Morar com amigos, tendência que vai crescendo entre idosos

Morar com amigos pode ser também uma resposta inteligente ao alto custo de manter uma casa para uma só pessoa

Maya Santana, 50emais

Há algum tempo, publiquei aqui no 50emais um artigo mostrando que, em muitos casos, com o avançar da idade, os amigos vão se tornando mais importantes do que a própria família. Isso tem muito de verdade. Tanto que é cada vez maior o número de pessoas que vêm se juntando a amigos – escolhidos a dedo – para compartilharem a mesma habitação. Se você está pensando nessa possibilidade, não deixe de ler este artigo escrito por Yolanda Cerqueira Leite para o site fiftyplus.blog.br, no qual ela dá uma série de dicas de como fazer com que a experiência de morar com amigos, com segurança e independência, dê certo.

Leia:

A onda de compartilhamento tem trazido a experiência de morar com amigos da mesma faixa etária. Muito comum entre estudantes, parece que agora é uma possibilidade em qualquer idade.

Depois que os filhos se vão muitas mulheres, já sem companheiros, seja por divórcio ou viuvez, se sentem só e querem companhia para conversar, para fazer coisas juntas e explorar novas possibilidade. Chegar todos os dias em uma casa vazia, é muitas vezes, desanimador. Não se trata de ter alguém para compartilhar tristezas (elas até podem existir) mas de lidar com a frustração de não ter com quem compartilhar alegrias, surpresas, novas descobertas e sentimentos.

Uma forma de tornar a vida mais estimulante seria compartilhar a casa com amigos, com o mesmo nível de energia, cultural e financeiro. Essa pode ser também uma resposta inteligente ao alto custo de manter uma casa para uma só pessoa.

Com quarto e banheiro exclusivos, para cada habitante, que garantam a privacidade, os demais ambientes, podem com alguns cuidados, serem facilmente compartilhados.

Ha que se pensar no momento, mais que no futuro, para contemplar essa possibilidade. Questões como: e se uma cair? e se outra precisar de assistência médica permanente? não deveriam assombrar essa proposta de expandir o presente. Pensando na vida a ser vivida a cada dia, essas questões e outras legais tornariam qualquer projeto inviável. Sempre estamos trocando uma coisa por outra. O que temos a ganhar e o que temos que arriscar? Quais os prós? Quais os contras?
Ha também que se abrir mão de ter fotos e outras memórias espalhadas pela casa, ou não. Tudo isso pode ser combinado.

O empenho do grupo será em fazer a coisa funcionar. No convívio com outras pessoas é que crescemos, aprendemos a ceder, acomodar, nos colocar, negociar. Sozinha, ensimesmada, a tendência é enrijecer.

Muitos descrevem a experiência como positiva, dando a vida mais vitalidade.

Se você se interessou pela idéia, aqui vão algumas dicas:

1) Dedique o tempo necessário para acordar as regras de convivência. Se você se desentende logo nesse início do projeto, pode ser uma clara indicação que viver em grupo não é para você.

2) Conte a várias pessoas o seu plano e considere, com carinho, os vários comentários que receber.

3) Conte a seus filhos, que podem não aprovar, mais porque se preocupam com você e também porque não querem ter que lidar com questões que podem surgir a partir desse cenário.

4) Coloque, por escrito, tudo que for acordado: visitas, festas, som alto, limpeza, divisão das despesas, processo de comunicação entre integrantes do grupo, animais de estimação, privacidade. Como diz o ditado: “O combinado não sai caro.”

5) Riam muito: se não houver bons bocados de risadas ao dia, viver em grupo pode não ser para você.

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Penso muitas vezes na idéia de maximizar o que tenho e ao mesmo tempo na idéia de ter mais amigas cúmplices.

Meu sonho seria morar num prédio com apartamentos menores, e ver as amigas morando no mesmo edifício, cada uma no seu apartamento. Compartilhando o que puder ser compartilhado, convivendo de verdade, uma olhando pela outra, mas mantendo a independência e a privacidade de um lugar só meu.

Esse nicho ainda não foi explorado por construtoras. Enquanto isso, aprendo muito com as pessoas que decidem viver em grupo. E você, estaria aberta a essa idéia?

20 comentários

  1. Lourdes mikami Sahara

    Tenho muita vontade de ir pra uma república de idosos. Ainda sou bastante ativa. As idosas q conheço querem . No meu prédio somos em 7 idosas en um condomínio de 10 andares. A impressão q eu tenho é q são autosuficientes, tímidas e pouco comunicativas. Qdo falo da gente se aproximar mais elas nunca tem tempo. É uma pena. Somos bastante independes, mas uma reunião 2x semanal seria bom. Vivem ocupadas. Assim é difícil.formar vínculo.

  2. Adoraria morar num condomínio na praia com aptos pequenos individuais, compartilhando convivência com pessoas da minha faixa etária, classe social, cultura e tudo o mais que for possível.

  3. Achei uma idéia genial morar c amigas da mesma faixa etária. Eu mesma tenho amigas q tem filhos fora da cidade onde moramos e outras sem filhos e todas lucidas e ativas mas “CARENTES DE CIA” rsrs

  4. Olá, estou procurando pessoas para organizarmos uma republica de meninos com idade por favor, me acesse pois quero fazer isto acontecer muito breve.Obrigada

  5. Agradeço muito as DICAS PRECIOSAS, pois venho pensando em como viabilizar a idéia de compartilhar a minha casa. Tenho três suites disponíveis. A grande questão neste momento é : como encontrar as pessoas certas. Como diz o artigo “amigas escolhidas a dedo”. Pessoas independentes, saudáveis física e emocionalmente e principalmente dispostas a compartilhar e aceitar as diferenças para uma convivência harmoniosa. Um grande desafio realizar este “casamento”. Moro junto à natureza há quinze km de SP. Meu e.mail para quem se interessar florindacampos@bol.com.br Obrigada

    • Bom dia!
      Tenho muita vontade de viver com outras pessoas nesse sistema de república. Tenho 64 anos, moro sozinha em condomínio com academia, piscina mas fica caro manter esses serviços.
      Sou aposentada mas trabalho no que gosto (psicologia) e sou saudável e com autonomia física e mental.

  6. Achei a idéia genial, gostaria de morar com pessoas da minha faixa etária, independente e lúcida… Ou em um condomínio com apartamento pequenos onde cada uma tivesse sua privacidade mas próximas uma das outras. Já morei numa República quando era solteira, foi uma experiência muito boa, ainda tenho amigas daquela época.

    • Achei interessante teu comentário. Moro sozinha e sinto falta de uma companhia. Tenho 64 anos , moro na praia, sou pós graduada. Filhos não moram na minba cidade e visitam e eventualmente. Aposentada e independente financeiramente.

  7. Rosemeri Azevedo Vasques

    Adorei esta ideia! Seria muito bom compartilhar experiências.

  8. Eu e minha filha compramos um ap. em Porto Alegre,, e ficamos no meio do nada e em cidade grande às pessoas não costumam. fazer amizades ate por motivo de segurança, eu perdi minha mãe ano passado que era o único elo entre nossa familia e um relacinamenti de cinco anos. Gostaria mto. de amadurecer esta idéia. Sou indeoendente financeiramente e tenho 63 anos.

  9. Moro em apartamento muito próximo da praia.dois quartos com suites. Vivo sozinha, sou independente financeiramente, sou graduada e pós graduada. Tenho filhos que não moram na mesma cidade e me visitam eventualmente. Sinto falta de uma companhia para uma canastra, comentários literários, pois leio muito. Adoro filmes e seriados. Enfim, sinto falta de conversar com alguém que tenha o mesmo nível financeiro, e interesses afim.

  10. A ideia é boa, mas o português do artigo é péssimo! Cruzes!

    Abs.

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