Mulheres de mais de 50 já são notadas pela indústria da moda

Mulheres mais velhas se sentem esquecidas pelos estilistas

Maya Santana, 50emais

Desde que o 50emais surgiu, em agosto de 2010, uma das queixas mais constantes das mulheres que visitam o blog é que, depois dos 50, foram esquecidos pelos estilistas. Apesar do envelhecimento flagrante do mundo, a moda continua sendo feita para gente mais jovem. Como o número de idosas só aumenta, parece que essa faixa etária está começando a chamar a atenção da indústria da moda. É disso que trata este artigo do site institutomongeralaegon.org, cujo título original é “Mercado de moda se aproxima das mulheres maduras.”

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Entre na loja de um grande varejista de moda. O que você vê primeiro? Muitos vão responder: “peças para pessoas mais jovens”. Boa parte confeccionada com tecidos em cores vibrantes, ajustada ao corpo e com estampas arrojadas – o que nem sempre agrada às mulheres com mais de 50 anos.

O engraçado ´´e que há muitas modelos mais velhas

Em 2014, um estudo feito pelo SPC Brasil e pelo portal de educação financeira Meu Bolso Feliz, com pessoas com mais de 60 anos de idade, mostrou que 20% delas sentiam falta de roupas voltadas à sua faixa etária. Realizado em 27 capitais, revelou ainda que a oferta de peças ou era voltada para os “jovens demais” ou para os “velhinhos demais”.

Beth Djalali que virou referência quando o assunto é moda para maduras

A professora Elizangela Gomes, da Sigbol Fashion, rede de cursos de moda, diz que as marcas já estão olhando mais para a mulher com mais de 40 anos – porque “é um consumidor em potencial”. “Há oferta para essas mulheres, inclusive focando modernidade em estilo e cartela de cor. Não são todas, mas uma parte já foca esse segmento”, considera.

“Elas consomem também e se cuidam – do visual, do cabelo, do corpo. Após os 50 anos, as mulheres buscam mais qualidade e uma modelagem que consegue usar de várias formas.” Na dúvida, ensina Elizangela, basta entrar na internet. “Há peças que podem ser encontradas em qualquer lugar”, sinaliza a especialista. Se tiver dúvidas de como combinar peças que estão na moda, basta fazer uma busca de imagens e verificar como elas se encaixam melhor, ensina.

A atriz inglesa Judi Dench

Segundo ela, esses consumidores buscam uma modelagem mais solta, com peças que não expõem tanto o corpo, mas não abrem mão de tendências e de itens com sensualidade, decotes e transparências, desde que não sejam ousados demais.

“As mulheres nos seus 50, 60 e 70 anos, longe de envelhecerem sem vaidade, querem viver a vida ao máximo”

Para as consultoras Juliana Fish e Mariana Bueno, da Persona Imagem e Estilo, “algumas marcas e até grifes de luxo, aos poucos, percebem o valor em mostrar mulheres mais maduras”.

Toda de cinza, combinando com o cabelo

“Com o passar do tempo, a mulher vai ficando mais confiante e assumindo mais papéis. Ela passa a ter uma imagem pessoal que transmite uma mensagem escolhida por ela, através de um intenso processo de autoconhecimento de quem já viveu mais, se conhece mais e sabe o que funciona ou não”, dizem. “As mulheres nos seus 50, 60 e 70 anos, longe de envelhecerem sem vaidade, querem viver a vida ao máximo, por isso, estão abraçando ainda mais a indústria da moda e da beleza.”

O presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), Fernando Pimentel, explica que as empresas estão dando mais atenção a esse consumidor. “Trabalhar para esse público é interessante porque tem renda boa, com filhos muitas vezes já criados”, diz Pimentel, acrescentando que o setor movimenta R$ 188 bilhões, dos quais R$ 20 bilhões são estimados para quem tem mais de 60 anos de idade.

Um comentário

  1. Adorei essas mulheres liberal queria eu poder conhecer uma dessas com certeza não pelo dinheiro mas sim pele cultura delas

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