Não negligencie prevenção do câncer de mama. É dos mais letais

Sidinia Elian Zaidan, 58, retirou a mama em 1958. Reconstruiu o órgão e a vida

Maya Santana, 50emais

Perdi uma prima querida, ainda jovem, com câncer de mama. Isso reforçou ainda mais a minha disposição de fazer exames preventivos anuais, porque sei que a doença só avança. Dados oficiais mostram que a cada seis horas, uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama no Brasil. No final deste ano, serão registrados no país quase 600 mil novos casos. Todo cuidado é pouco. E é preciso ficar atenta porque, aos contrário de outros tipos de câncer, o de mama não tem uma causa definida. “Há vários fatores associados (à doença), entre eles, comportamentais, ambientais, hormonais e genéticos. Em função disso, não tem como atuar em uma causa específica”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia/Regional Minas Gerais, Waldeir José de Almeida Júnior.

Leia a reportagem de Júnia Oliveira para o portal Uai:

Neste mês de outubro, o laço rosa entra em cena para expressar união na luta contra o tipo de neoplasia mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma. Responde por cerca de 28% dos novos casos a cada ano e, em Belo Horizonte, tem taxa bruta de incidência de 75,6 a cada 100 mil habitantes. Em Minas, esse número é de 48,19. Diagnósticos com maior eficácia, tratamentos cada vez mais individualizados e medicamentos modernos fazem diminuir o desconforto e elevar a autoestima e as chances de cura de guerreiras para quem só importa vencer a doença e seguir vivendo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), serão registrados no país 596 mil novos casos de câncer em 2017. Entre os homens, são esperados 295,2 mil novos casos, e entre as mulheres, 300,8 mil. Desses, 57.960 serão novos casos de câncer de mama. A expectativa é de que Minas Gerais tenha 8,9% desse total, com 5.160 doentes. Na capital, a estimativa é de 1.030 mulheres acometidas pela enfermidade. Os números são bem superiores ao segundo tipo de câncer mais incidente entre o público feminino – cólon e reto, com 1.530 e 360 novos casos, respectivamente.

Apesar de números alarmantes, a prevenção não é nenhum bicho-papão. Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como atividade física regular, alimentação saudável, peso corporal adequado, evitando-se o consumo de bebidas alcoólicas e a amamentação.
A consultora imobiliária Sidínia Elian Zaidan, de 58 anos, que em 1998 precisou retirar a mama por causa da doença, reconstruiu o órgão e também a vida. Mulheres como ela dão exemplo e servem de inspiração: “Eu não me dou o direito de desistir. Tenho meus traumas, mas não é o câncer de mama que me deixa triste”.

Sem causa definida
Ao contrário de outros tipos de cânceres, o de mama não apresenta origem específica. Há vários fatores associados, entre eles, comportamentais, ambientais, hormonais e genéticos.

A cada seis horas, uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama no Brasil. Por isso, tudo o que se falar sobre a doença ainda é pouco. Também pudera. Esse é o tipo de neoplasia que mais atinge pacientes em todo o mundo e no país. Números alarmantes dão a dimensão da importância de se discutir o assunto em escala superior. Para este ano, são esperados 57.960 novos casos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a incidência tende a crescer progressivamente a partir dos 40 anos. A mortalidade também aumenta progressivamente com a idade. Na população feminina abaixo dessa faixa etária ocorrem menos de 10 óbitos a cada 100 mil mulheres. Já a partir dos 60 anos, o risco é 20 vezes maior.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia/Regional Minas Gerais, Waldeir José de Almeida Júnior, embora com tantas informações e campanhas, o câncer de mama tem números altos por causa de uma particularidade: a maioria dos cânceres tem causa definida, mas esse não. “Há vários fatores associados, entre eles, comportamentais, ambientais, hormonais e genéticos. Em função disso, não tem como atuar em uma causa específica”, afirma o mastologista.

Ele ressalta que o aumento da incidência está relacionado, principalmente, a fatores comportamentais. Sabe-se que o uso de álcool aumenta a incidência. Assim como falta de atividade física, obesidade, uso de hormônios, o fato de a mulher não ter filhos ou tê-los tardiamente (depois de 35 anos), amamentar pouco. “Tudo que não havia no passado agora tem, e muito. Mas vários fatores de risco são modificáveis. Você pode modificar em relação à obesidade, atividade física e ingestão de gorduras saturadas”, destaca.

Outro fator é o aumento do diagnóstico precoce em razão do rastreamento feito por meio da mamografia, preconizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia para ser feita anualmente em mulheres a partir dos 40 anos. No sistema público, no entanto, a realidade é outra. O Inca recomenda que seja feita entre os 50 e os 69 anos, a cada dois anos, deixando, nesse intervalo, milhares de pacientes vulneráveis à doença. “Não concordamos com essa recomendação, pois sabemos que 23% dos cânceres de mama ocorrem em mulheres com menos de 50 anos. A idade é um fator de risco isolado. A pessoa mais velha tem mais chance de ter a doença que uma mais jovem sem doença de base ou comorbidade”, ressalta Waldeir Júnior. Clique aqui para ler mais.

Veja esse depoimento:

Um comentário

  1. Eu sou um rapais de 27 gosto de surf e tratico jiu jitns e gosto de mulheres mais velhas que eu e que ela seja bem safadinha

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