O grande ganho do envelhecer é a liberdade para ser quem somos

Cindy Joseph, exemplo de mulher livre aos 68: ela é modelo de sucesso

Maya Santana, 50emais

O Sesc/Bertioga pediu que o 50emais produzisse um vídeo curto sobre envelhecimento e longevidade, para ser exibido durante um evento voltado para uma platéia composta de pessoas com mais de 60 anos. Procurei ser o mais sucinta possível. Os temas são muito amplos e cada vez mais debatidos, porque os países, inclusive o Brasil, estão envelhecendo. Para mim, como digo no vídeo, o maior ganho que a idade traz é a liberdade para, talvez pela primeira vez na vida, sermos verdadeiramente quem somos. Outro ponto que destaco é o tempo longo que as pessoas estão tendo depois da aposentadoria. O grande desafio dessa fase da vida é saber o que fazer com o nosso tempo quando ele é todo nosso.

Veja o vídeo:

Compartilhe!

2 comentários

  1. Boa abordagem da questão “envelhecimento”. Uma visão do assunto pra gente meditar, discutir e – se possível, ou melhor, quando possível, achar uma saída. O que fazer do nosso tempo, quando ele passa a ser nosso e nossa experiência, nosso ritmo de trabalho, nossos conceitos e preconceitos nos gritam que precisamos fazer algo para que não sejamos engolidas/os. Não ser engolida/do é não deixar que esta grande novidade que é o envelhecimento não seja desperdiçada em doenças, qualidade de vida ruim e conceitos toralmente ultrapassasos e, portanto, errôneos. Esta é a grander questão. Nossa geração, bem como as anteriores, fomos educados para ter, imaginar e viver a vida com uma profissão , um emprego, um trabalho, com horário de entrar e sair, carteira assinada e tudo o que isto significa de bom e de ruim. Mas não fomos educados para viver tanto tempo como atualmente. E a grande maioria quando se aposenta, não apenas ainda tem algumas décadas de vida pela frente, como ainda tem muita disposição, energia, experiência e não quer ser alijada do processo produtivo, dos prazeres, da convivência social, do respeito e da dignidade que todo ser humano merece.
    A gente tem que se reinventer. Só ainda não sabemos exatamente como. Onrigada por fazer esta abordagem de uma questão cada vez mais premente pra todas/os nós.

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos marcados com asterisco são obrigatórios. *

*