Vivendo mais, o que as mulheres vão fazer dos 50 aos 100 anos?

Com 50 anos, muitas mulheres sentem vontade de se aprimorarem, querem continuar produtivas e se testarem em novas zonas de risco

Com 50 anos, muitas mulheres sentem vontade de se aprimorarem, querem continuar produtivas e se testarem em novas zonas de risco

Maya Santana, 50emais

Este artigo, assinado por Joyce Moysés, no site do MaturiJobs, levanta uma questão importante, já que as mulheres estão vivendo cada vez mais. Aposentando-se aos 60 anos – e mesmo aos 65, como quer o atual governo -, elas ainda têm um mundo pela frente, em termos de tempo. Quando a aposentadoria chega, começa uma outra etapa da vida, que não tem nada a ver com as anteriores. Às vezes, essa outra etapa inicia-se depois dos 50, antes mesmo da aposentadoria, abrindo caminho para uma experiência profissional totalmente nova, como mostra o artigo.

Leia:

Pesquisas mostram que ganhamos mais longevidade, sendo que as mulheres estão vivendo bem mais que os homens. Por isso, a pergunta acima vai para elas. E começar uma segunda carreira é um dos caminhos nesses tempos mais flexíveis em que vivemos.

A psicóloga Teresa Schiff, especialista em orientação vocacional e profissional, me contou em entrevista que passou a receber no consultório mulheres na faixa dos 50 com esse desejo: “Uma delas fez administração influenciada pelo pai, bastante rígido. Agora, vai estudar História da Arte e pensa em cursar arquitetura”, me disse, quando eu a entrevistei um ano atrás.

Com 50 anos, muitas mulheres sentem vontade de se aprimorarem, querem continuar produtivas e se testarem em novas zonas de risco. Ficar na zona de conforto não é com elas, não.

Há quem dê consultoria sobre a área de trabalho que domina. E o Sebrae mostra um índice crescente de mulheres na faixa dos 50 anos partindo para o empreendedorismo.

Tem ainda aquelas que escolhem fazer pilates, alongamento, dança de salão… E/ou voltam para a faculdade. Os cursos voltados à terceira idade são um convite a manter o cérebro em plena atividade. Mas tenho uma amiga já com filhos grandes que prestou vestibular para Direito pensando só em se testar. Ao passar em várias faculdades, não resistiu e está cursando. Mostra orgulhosa aos filhos (também universitários) suas notas 10.

A consultora organizacional e palestrante Lucia Helena Cordeiro me disse, quando eu a entrevistei certa vez: “Participo de processos de recrutamento e seleção para grandes organizações de ambientes portuários, e estão procurando mesclar a geração Y com profissionais de 40 a 65 anos, mais experientes e ainda dinâmicos”.

Enquanto algumas reavaliam a carreira, para investir em algo que gostem mais, várias desejam desacelerar com dança, espiritualidade, viagens para conhecer outras culturas, empreendedorismo social… Os caminhos de libertação dessas mulheres na faixa dos 50 anos são ilimitados.

Um comentário

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos marcados com asterisco são obrigatórios. *

*