O que fazer antes de morrer para facilitar a vida dos que ficam

Margareta Magnusson, a autora. Sua idade? “Entre os 80 e os 100 anos”

Maya Santana, 50emais

O tema é extremamente delicado. Mas, ainda assim, precisa ser enfrentado. À medida que envelhecemos, principalmente se já passamos dos 65, temos que começar a pensar em organizar a nossa vida, de forma que, na hora que a gente se mandar deste mundo, não vai deixar problemas para serem resolvidos pelos que ficarem. Esse é o tema de um livro escrito pela artista sueca Margareta Magnusson. E está dando o que falar, assim como qualquer literatura versando sobre o autêntico tabu que é a morte. A versão em português chega às livrarias brasileiras no início do ano que vem.

Leia o artigo publicado pelo site greenme.com.br:

Um livro que ainda não foi lançado (previsão de lançamento para janeiro de 2018), mas que já está sendo falado nas principais revistas do mundo inteiro.

“Gentle Art of Swedish Death Cleaning” ou a Suave arte sueca da limpeza da morte, em livre tradução. O livro propõe o que seu título macabro sugere, ou seja, orientar e guiar as estratégias que constituem a nossa passagem daqui para uma melhor.

A autora, Margareta Magnusson, é uma artista sueca que viveu e exibiu suas obras em todos os lugares, de Hong Kong a Cingapura.

O livro em inglês

Sua idade, para usar suas palavras, está “entre os 80 e os 100 anos” e ela decidiu escrever este livro – seu primeiro – sobre a questão de organizar tudo antes de partir para o outro mundo para que – quem permanecer e herdar seus bens – encontre tudo arrumado, com a maior parte do trabalho já feito.

“Honestamente, eu não tenho certeza de que sua intenção com o livro, não era a de trazer um pouco de diversão e ironia sobre os livros e as publicações de autoajuda”, disse Shana Lebowitz em sua crítica na revista Business Insider. Quem sabe? Por diversão ou não, porém, Magnusson propõe uma série de passos e sugestões para eliminar a desordem, organizar as coisas e reduzir a incrível quantidade de objetos, documentos e qualquer outra coisa que se tenha em casa: um convite claro para o minimalismo, para o deixar-se ir para o lado de lá leve, sem o monte de bobagens que acumulamos durante a vida.

O livro de 128 páginas vai ao concreto, explicando o que se pode dar ou vender (presentes indesejados, pratos nunca usados, roupas absurdas, enfim); o que pode permanecer como parte da herança – coisas que podem ser preservadas, porque são importantes ou documentam os estágios da vida familiar (fotografias, cartas de amor, talvez alguns desenhos históricos das crianças); e o que é melhor que se dê logo um fim (fotos estranhas ou páginas de diários que seriam constrangedores se alguém, especialmente seus próprios filhos, pudessem vê-los).

Quem vai querer ler este livro? De acordo com a autora, o livro é perfeito para todas as idades: sempre que os armários começam a explodir ou as gavetas ficam cheias, é hora de fazer uma faxina, que inclusive faz bem à alma, mas a “limpeza da morte” pode começar a ser feita por aqueles que se aproximam do 65º aniversário. Clique aqui para ler mais. Clique aqui para ler mais.

12 comentários

  1. Jacinta Maria Correia da Silveira

    Perfeito amei a essa ideia apesar de eu já está mim preparando para esse acontecimento, mesmo antes dos 60 .

  2. Adoraria ter escrito esse livro, pois vem de encontro ao que penso sobre a vida e a morte faz parte da vida…
    Meu perfil é de pessoa organizadora em qualquer situação vivida, ou local onde esteja; organizo minha casa, a casa de familiares, meu computador e de outros também e trabalhei até me aposentar faz poucos anos, ajudando as pessoas a organizar suas cabeças/mentes, pois sou Psicoterapeuta. Tento sempre reduzir tudo que tenho e desde sempre muita facilidade em doar e emprestar principalmente livros, cds, dvds que raramente voltam as minhas mãos e agora na internet “distribuo” tudo de bom e interessante que encontro, através de e-mails que esforço para que sejam caprichados, belos e atraentes para leitura, o que me leva a montar Kits, onde agrego links, imagens, vídeos concentrando em um tema e escolhendo um dos artigos/textos/crônicas para transformar em Word ou Power point e enviar como anexo.
    Nesse tempo de que disponho apos a aposentadoria, revejo livros, papéis, cartas, lembranças e vou enviando para quem possa aproveitar e guardando o mínimo comigo e sempre o pensamento de que o mínimo que deveria fazer é deixar tudo organizado, para quem tiver que tomar decisões sobre o que me pertenceu. A sensação é de que estou passando minha vida a limpo, mas também preparo lembranças para familiares através de “customização” em suas fotos agregadas de poesias, pensamentos e quero ter tempo para fazer isso para muitas pessoas que fazem parte de minha vida familiar, amigos e gente que admiro.
    Mas acho que sempre pensei assim, talvez por ter me interessado por leituras sobre perdas, morte desde muito cedo em minha vida e acompanhado tantas histórias de vida…Lembro-me de uma em especial quando esteve comigo em atendimento no SUS, quando de passagem por BH, um rapaz e familiares que estavam no programa de proteção a testemunhas e ele sequer podia manter consigo o mesmo nome e sempre sendo levado para outras cidades…isso foi a muitos anos e era época de natal…
    Feliz em ter encontrado alguém (mesmo não a conhecendo pessoalmente) com quem me sinto compreendida, acompanhada…bom não estar mais sozinha.
    Genoveva

  3. Uma simples e eficiente solução para deixar somente coisas simples e corretas de sua morte para amigos e parentes. Simplificar o ” pós morte “.

  4. Na Bíblia Sagrada o profeta Isaias fala ao rei Ezequias que estava doente”põe em ordem tua casa que certamente morrerás”. Essa organização começa no espírito e chega até na área de documentos e contas a serem pagas.

  5. Boa tarde, Genoveva! Depois de ler o teu comentário fiquei com vontade de ter o prazer de ler os teus kits. Seria possível? Um grande abraço e muita luz! Lailla

    • Oi Laila,
      Grata pelo seu interesse e contato, mas não sou de rede sociais e adoro os Blogs e emails onde posso imaginar que estou escrevendo cartas e no momento preparo um power point sobre CARTAS OU EMAILS? (Texto do Medico e Escritor Dr Evaldo D’Assumpção) e tenho outros muito interessantes, do mesmo autor, que acompanha minhas criações e as publica em seu Facebook.
      Estou em BH e você? Veja aí meu email:
      genoscoelho@gmail.com
      Afetuosamente,
      Genoveva

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