Para fugir da solidão, idoso pede a uma família para adotá-lo

Han Zicheng, 85, decidiu colocar um bilhete em um ponto de ônibus da cidade de Tianjin anunciando que estava à procura de uma família que o adotasse

Maya Santana, 50emais

Por ser um país com mais de 1,3 bilhão de habitantes – o mais populoso do planeta – a China vive o drama de ver sua população envelhecendo rapidamente. A previsão é que em pouco mais de 30 anos, o gigantesco país asiático terá 330 milhões de habitantes com mais de 60 anos. É quase uma vez e meia a população do Brasil. Como muitos dos velhos não têm quem cuide deles, surge casos como esse de Han Zicheng. Aos 85 anos, com dois filhos que não lhe davam a atenção que precisava, começou a procurar uma família para adotá-lo.

Leia mais detalhes neste artigo do Uol:

A população chinesa está envelhecendo a um ritmo mais acelerado do que o resto do mundo. Com uma taxa de natalidade de 1,7, resultado de 36 anos de política do filho único, e expectativa de vida de 75 anos, a China tem um percentual cada vez maior de idosos na população. Até 2050, 44% dos habitantes do país, cerca de 330 milhões de pessoas, serão aposentados.

O problema é que a previdência social chinesa não consegue dar conta de tantos idosos. Hoje, a China tem mais de 230 milhões de habitantes com mais de 60 anos, o que equivale a 16,7% da população total. E eles já sofrem com a faltade dinheiro e, principalmente, de cuidados. O que é oferecido pelo Estado não é suficiente. E, os filhos, muitas vezes abandonam os pais idosos à própria sorte.

Com medo do total abandono, Han Zicheng, 85, decidiu colocar um bilhete em um ponto de ônibus da cidade de Tianjin anunciando que estava à procura de uma família que o adotasse. A história do chinês foi contada pelo jornal norte-americano “Washington Post”.

“Homem solitário com mais de 80 anos, forte, pode fazer compras, cozinhar e tomar conta de si mesmo. Não possui doenças crônicas. É aposentado do Instituto de Pesquisas Científicas de Tianjin e recebe uma pensão mensal de 6.000 yuan (cerca de R$ 3.350)”, dizia o bilhete.

Zicheng, que sobreviveu à invasão japonesa, à guerra civil e à revolução cultural, não queria terminar seus dias em um asilo. Ele afirmou que era viúvo, tinha dois filhos, mas que um morava no Canadá e o outro mantinha pouco contato com ele.

O anúncio rendeu algumas ligações. Uma jovem estudante de direito e um militar se tornaram amigos do idoso e ligavam para ele com frequência. Mas nenhum deles, de fato, quis adotá-lo. Além disso, alguns canais de TV fizeram reportagens com Zicheng, o que fez surgir ofertas de refeições e de ajuda por parte de alguns moradores de Tianjian, informa a reportagem. Clique aqui para ler mais.

Um comentário

  1. Se eu estivesse morando lá, eu adotaria ele….

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