Perto dos 70, Richard Gere é pai. Há riscos na paternidade tardia?

A mulher, Alejandra Silva, espanhola, 34 anos mais jovem do que ele

Maya Santana, 50emais

Desde que o ator Richard Gere tornou-se paí pela segunda vez aos 69 anos – completará 70 em agosto -, na semana passada, começou-se a falar de um assunto muito pouco discutido: a paternidade tardia. No caso das mulheres, a gente sabe que chega uma hora que a idade não deixa mais que sejam mãe. Mas e o homem? O que acontece com ele à medida em que vai envelhecendo? Neste artigo de Aline Reis para a revista Crescer, ela afirma que “embora existam vários casos de mulheres que engravidam depois dos 50, a medicina recomenda que isso aconteça até os 40 ou 45 anos. Para os homens, não há uma orientação oficial. Teoricamente, eles podem ser pais até o fim da vida”, escreve ela. Mas pesquisas já mostram a ocorrência de certos problemas, inclusive doenças, relacionados à paternidade tardia.

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Apesar de ser cada vez mais comum as mulheres deixarem a maternidade para mais tarde, a fertilidade feminina tem um ciclo mais curto. Elas costumam estar mais seguras, inclusive financeiramente, mas as gestações depois dos 40 anos trazem alguns riscos. As chances de o bebê ter síndrome de Down ou de a mãe ter diabetes gestacional ou hipertensão, por exemplo, aumentam comprovadamente nessa faixa etária. Mas será que os mesmos problemas acontecem quando o pai tem uma idade mais avançada? E não estamos nem falando dos 40… O ator Richard Gere, prestes a completar 70 anos, acaba de ser tornar pai pela segunda vez. Será que a paternidade tardia também tem consequências?

Com o envelhecimento da mulher, a quantidade e a qualidade dos óvulos diminui, aumentando o risco de diferenças cromossômicas, como a síndrome de Down. Já nos homens, a idade avançada aumenta a incidência de doenças autossômicas, relacionadas aos genes. “São relatos bem mais discretos do que aqueles que existem em relação à idade das mulheres”, diz o Chefe do Setor de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas de Ribeirao Preto, Rui Ferriani.

As doenças autossômicas só se manifestam em casos muito específicos: tanto o pai e a mãe precisam ter os genes da doença, e, além disso, a criança precisa herdar a cópia do gene infectado de ambos (uma cópia do pai e uma cópia da mãe). Acondroplasia, fibrose cística e anemia das células falciformes são alguns dos exemplos de doenças autossomícas, que se manifestam raramente.

Embora existam vários casos de mulheres que engravidam depois dos 50, a medicina recomenda que isso aconteça até os 40 ou 45 anos. Para os homens, não há uma orientação oficial. Teoricamente, eles podem ser pais até o fim da vida. Com a idade, entretanto, a qualidade dos espermatozoídes também diminui, o que gera uma queda na fertilidade masculina e pode dificultar a concepção.

Embora a paternidade tardia ainda seja pouco discutida, algumas pesquisas já relacionaram a idade avançada do pai a problemas como parto prematuro e diabetes gestacional, mas ainda não há um consenso oficial.

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