Pesquisa revela como os brasileiros encaram o envelhecimento

A fotógrafa Vanda Ribeiro, de 60, vive intensamente. É adepta de uma alimentação saudável, da prática de atividades físicas e parou de fumar (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Maya Santana, 50emais

Esta reportagem de Joana Gontijo, do portal Uai trata da pesquisa, com gente de todo o país, mostrando como o brasileiro vê o envelhecimento – assunto fundamental, já que envelhecemos a passos largos. O levantamento, feito pelo Instituto QualiBest, foi incluído na campanha que o laboratório farmacêutico Pfizer desde 2015 com o título “Envelhecer sem vergonha – Qualidade de vida não tem idade”. Essa campanha tem como objetivo promover uma discussão mais ampla no país sobre o envelhecimento. Como parte da iniciativa foi produzida uma mini-série de três episódios, veiculada numa página do Facebook, incentivando os brasileiros a se prepararem para a chegada da idade, praticando exercícios físicos e fazendo outras atividades.

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Chegar à velhice com autonomia, saúde e qualidade de vida é o que muita gente procura. De acordo com estatísticas oficiais, entre a maioria dos brasileiros, o desejo é alcançar os 85 anos de idade, mais que a expectativa média de 75,5 anos. O problema é que a maior parcela das pessoas não incorpora um estilo de rotina que ajude nessa finalidade, como atividades físicas regulares, hábitos alimentares equilibrados e cuidados preventivos. Ao mesmo tempo, uma parte grande da população está ciente de que mudar o dia a dia considerando esses conceitos poderia auxiliar a ter uma maturidade sadia. Essas são algumas das constatações da pesquisa Como os brasileiros encaram o envelhecimento, levantamento realizado pelo Instituto QualiBest com representantes de todas as regiões do país.

Os entrevistados foram distribuídos de maneira uniforme, em quatro faixas etárias (18 a 25 anos, 26 a 35 anos, 36 a 50 anos, 51 anos ou mais), e em percentuais variados seguindo as divisões nacionais (26% no Nordeste, 26% no Sudeste, 25% no Sul e 23% no Centro-Oeste e Norte). Participaram 703 adultos do estudo, que é incluído na campanha Envelhecer sem vergonha – Qualidade de vida não tem idade, iniciativa encabeçada pela empresa farmacêutica Pfizer desde 2015, com o intuito de convidar a sociedade para uma discussão sincera e descontraída acerca da temática.

Na terceira edição, alguns assuntos foram somados ao trabalho, como o impacto das mídias sociais para as diferentes gerações. A ideia, desta vez, é apresentar como a população de idades específicas experimentam uma situação marcante pela primeira vez – é o mote da websérie Viver não tem idade, composta por três episódios quem já podem ser visualizados pela página do projeto no Facebook (www.facebook.com/envelhecersemvergonha). Um dos vídeos retrata a emoção de uma dupla ao conhecer o mar, o outro acompanha o salto de paraquedas de uma jovem e um senhor, e o terceiro capta as reações diante do nascimento de um bebê.

“Não gosto de espelhos. Dentro de mim, tenho no máximo 45 anos” – Nísia Maletta, de 74 anos, que toma duas taças de vinho ao dia, há 25 anos (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Experiências
Ao fincar o pé na certeza de que não há limites cronológicos para experienciar novas situações e sensações, a campanha estimula a reflexão sobre alguns paradigmas relacionados à maturidade, como a noção errônea de que o idoso é, necessariamente, mais resistente a novidades que o jovem. “Estamos tratando sobre a alegria de viver, sobre como se preparar para o futuro, considerando a situação financeira, os momentos de lazer E os bons relacionamentos. Contemplando questões de saúde e comportamento, a intenção é reconhecer que não tem época certa para novas experiências. O brasileiro está vivendo cada vez mais e a idade não pode ser algo que bloqueie as pessoas. É preciso quebrar estereótipos”, indica a gerente sênior de comunicação da Pfizer, Cristiane Santos.

Analista de sistemas aposentado, Félix Nabor Martins menciona que sempre foi corajoso e sonhador. “Quem não sonha, não realiza, não produz a sua própria felicidade. Viver e curtir a vida é uma questão de atitude. O importante é fazer diferente”, enfatiza, ele que continua trabalhando, agora com impressão de fotos grandes. Aos 75 anos, Félix participou de uma experiência que atesta que, para aproveitar coisas novas, não tem idade. Há pouco tempo, saltou de paraquedas pela primeira vez. “Quando recebi a proposta, não titubeei. Foi melhor do que eu esperava, um acontecimento para mim. Não senti medo, mas sim um enorme prazer. Percebi que a aventura é algo que está no meu sangue. Não imaginava que ia ser tanta emoção e que eu ia ficar tão satisfeito e alegre. Na hora não conseguia nem falar”, descreve.

O Brasil passa por um acelerado processo de envelhecimento. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sinalizam que, entre 1960 e 2000, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais passou de 4,7% para 8,5%. Em 2010, o censo demográfico já demonstrava que os indivíduos nessa faixa representavam 10,8% da população, o mesmo que 20,5 milhões de brasileiros. Já estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam que, em 2025, o país será o 6º no mundo em número de idosos, que devem ser 32 milhões. Desta maneira, em 2030, é esperada uma inversão total no perfil populacional, com o número de representantes da terceira idade ultrapassando a totalidade dos menores de 14 anos. Até 2050, o conjunto dos mais velhos deve chegar a 66,5 milhões, abrangendo 29,3% da população, ainda conforme o IBGE. Clique aqui para ler mais.

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