Preenchimento é indicado para quem deseja remodelar o rosto

O preenchimento recupera o volume do rosto, disfarçando os sinais deixados pelo tempo

Maya Santana, 50emais

Nunca me imaginei me submetendo a uma cirurgia plástica. Não faria, porque acho extremamente invasiva e nem sempre dá para elogiar o resultado. Mas já pensei em fazer preenchimento, para tentar desaparecer com estas marcas do tempo conhecidas como “bigode chinês”. Por isso chamou a minha atenção essa reportagem de Lilian Monteiro, do portal Uai, com muitas explicações sobre preenchimento – entrevistas com médicas especialistas neste tipo de intervenção e esclarecimentos sobre o ácido hialurônico, utilizado na técnica. O que as médicas entrevistadas asseguram é que houve uma grande evolução tanto da técnica como do material usado.

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Ele ameniza os sulcos da boca, remodela as maçãs do rosto, trata cicatrizes deprimidas, rugas, olheiras, melhora a flacidez e a hidratação da pele local e recupera o volume do rosto, disfarçando os sinais de envelhecimento. Tudo isso você pode conquistar se tiver indicação médica para o preenchimento facial com ácido hialurônico, o melhor material para o procedimento por ser maleável e biocompatível, ou seja, molécula feita em laboratório, mas com uma substância que o organismo não reconhece como estranha, porque está presente em nossa pele.

A médica Eveline Bartels, especialista em dermatologia estética, membro da Sociedade Brasileira de Laser e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), revela que o preenchimento facial evoluiu muito, tanto a técnica quanto o material. “Hoje, tem o gel de alto cross-linking (reticulação) que confere estabilidade com maior tempo e duração. Se, antes, durava até seis meses, agora é de um ano a um ano e meio. Mudou a densidade (textura). Antes era uma, agora são cinco, o que facilita ao escolhermos a profundidade e o local anatômico. Outra evolução é que o ácido hialurônico está mais puro e com mais qualidade, o que diminuiu a chance de inchaço e edema. E a aplicação também é menos agressiva. Fazemos com uma cânula com agulha bem fina.” Ela lembra ainda que há três tipos de anestesia local. O próprio gel tem anestésico misturado na fórmula e, por ser um procedimento tranquilo, o paciente pode sair da clínica direto para trabalhar.

A médica Eveline Bartels, especialista em dermatologia estética

Eveline Bartels avisa que a principal contraindicação a considerar é em termos de expectativa, ou seja, o paciente que quer um resultado irreal, incompatível com seu tipo e esquece que cada um tem seu biótipo e a beleza diferentes. Também não se faz em quem tem infecção no local, durante a gravidez e em portadores de doenças autoimunes, como lúpus e reumatismo.

De acordo com a dermatologista, atualmente, o preenchimento facial mais pedido é o contorno da mandíbula, porque retarda a cirurgia plástica, já que faz diminuir muito a sensação de rosto caído. Em alguns casos, pode até desaparecer. A médica lembra que muitos têm medo de engordar a face, mas, na realidade, emagrece o rosto, porque faz as vezes de osso. Imagine o preenchimento com o ácido hialurônico como se fosse uma gelatina, que consegue levantar a pele. Por isso, ele também é reparador, sendo aplicado em cicatrizes de acne e de acidentes, celulite e até no dorso da mão. Eveline Bartels explica que, em casos de paralisia de Bell, por exemplo, se for recente, o botox é mais indicado, porque a consequência da paralisia aparece mais no movimento. No entanto, se tem mais tempo, o preenchimento pode ser a opção.

PRECOCE

Eveline Bartels reforça que, apesar de antiga, o que há de mais atual no preenchimento facial é a técnica, que mudou. “É a harmonização facial por meio do MD Codes, códigos médicos, com uma técnica que foca em pontos da face.” A dermatologista enfatiza que não tem uma idade para fazer o preenchimento. “Em questão de rejuvenescimento, tudo que é precoce é melhor. O ideal é que se faça no primeiro sinal de perda de volume para que a recuperação tenha resultado melhor. Mas toda indicação é individualizada”.

Quanto ao valor, Eveline Bartels conta que tem de todo preço, dependendo da qualidade do produto – há ácido hialurônico manipulado, outros mais simples e modernos -, da técnica, da formação médica, da quantidade de ampolas necessárias e da área a ser preenchida. A média é de R$ 900, R$ 1 mil a R$ 3 mil por ampola.

A médica ressalta o perfil de segurança do preenchimento facial. “Além de ser absorvido pelo organismo, ele é reversível. A enzima hialuronidase dissolve o ácido hialurônico em até 24 horas.” Por outro lado, Eveline Bartels reforça a importância de escolher um profissional médico qualificado. “Há casos de cegueira por erro da técnica aplicada na hora do preenchimento”, alerta. Clique aqui para ler mais.

Um comentário

  1. Adorei a matéria, excelente e esclarecedora.

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