Sabe qual é o ponto mais frágil da terceira idade?

Desponta agora um campo que ainda quase desconhecido. É o da nutrição geriátrica

Maya Santana, 50emais

Este artigo, do Blog da Lúcia Helena, no Uol, trata de um dos assuntos mais importantes quando se fala em envelhecimento: alimentação. Boa parte das pessoas, à medida que envelhecem, tende a negligenciar a alimentação, com consequências muito ruins para a saúde. Como explica o artigo, muitos dos males associados ao avanço da idade, são na verdade, ocasionados por uma alimentação pobre, sem os nutriente necessários. Diante desse quadro, está surgindo um novo profissional, um especialista em nutrição geriátrica.

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Você levaria uma criança ao geriatra ou um idoso ao pediatra? Sei, a pergunta parece sem pé nem cabeça. Só que, quando pensam em alimentação, as pessoas ainda fazem uma bela mistura. Mas a tendência é isso acabar.

Assim como há o especialista em nutrição esportiva que anda cada vez mais procurado por quem treina e está a fim de montar um cardápio em prol da perfomance e do mesmo modo como existem aqueles profissionais que sabem tudo da complicada dieta infantil, desponta agora um campo que ainda é bem menos conhecido. É o da nutrição geriátrica.

Gente faminta por essa especialidade é o que não falta: 12,5% da população brasileira ja têm mais de 60 anos. Em pouco mais de três décadas, lá por 2050, 30% das bocas a serem alimentadas no Brasil serão de sexagenários, a proporção do Japão atual. E, se existe uma coisa que as pessoas costumam desaprender com o tempo é a comer direito.

Muitos dos males que associamos ao avançar dos anos vêm disso ou se agravam por isso. Não à toa, os estudiosos falam que os idosos vivem em um estado constante de fragilidade nutricional. Esse é o termo. É, as perspetivas já foram mais saborosas…

Fui visitar a nutricionista Lara Natacci, da DietNet, em São Paulo, para entender os pontos frágeis das refeições dos mais velhos, que atrapalham a saúde de senhores e senhoras e que podem surgir até mesmo nas classes sociais com acesso à mesa farta. Educação e condições para fazer um bom supermercado ajudam, é claro. Mas existem outros fatores, desde os emocionais — e envelhecer no país da pseudo-eterna juventude não é bolinho pra ninguém — à inevitável derrocada das papilas gustativas na cavidade oral.

Na boca, a diminuição das células responsáveis por informar ao cérebro o gosto de uma comida é fato inexorável. O olfato também deixa de ser o mesmo do passado e, lembre-se, o que decodificamos como sabor é mais aroma do que qualquer outra sensação. Tanto que, com o nariz entupido, tudo tem gosto de cabo de guarda-chuva, não é o que dizem por aí?

Parte dos problemas nutricionais vem de aspectos fisiológicos como esses. A comida pode perder a graça — e a comida com um perfil nutricional mais equilibrado tende a perder a graça primeiro. Lara Natacci está justamente preparando um e-book para leigos que, entre outras coisas, explicará essas mudanças. Clique aqui para ler mais.

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