Sophia Loren: símbolo dos anos dourados do cinema italiano

A atriz nos tempos em que a estonteante beleza ainda estava intacta

A atriz nos tempos em que a estonteante beleza ainda estava intacta

Nelson Motta, O Globo –

Linda, talentosa e guerreira, Sophia Loren se tornou a mulher-símbolo dos anos dourados do cinema italiano, estrelando dramas e comédias inesquecíveis e comemorando 80 anos não só com uma carreira brilhante, mas como um fenômeno de resistência da beleza.

Sophia Scicolone cresceu no meio da guerra comendo o pão que o diabo amassou, isso quando havia pão. Foi tentar a vida em Roma, fazendo figuração e pequenas participações em filmes históricos. Começou a ser notada na comédia “Ouro de Nápoles” e no filme americano “A Lenda da Estátua Nua”, rodado na Grécia, em que brilhava mais pelo corpão do que pelo talento. Depois, contracenou com Frank Sinatra em “Orgulho e Paixão”, dirigida por Stanley Kramer.

Sophia Loren aos 80 anos, em fotografia de dezembro de 2014

Sophia Loren aos 80 anos, em fotografia de dezembro de 2014

Guerreira, Sophia quebrou resistências e tabus – e um inglês de sotaque carregado – para se tornar a primeira atriz estrangeira a ganhar um Oscar, por sua atuação no pesadíssimo “Duas Mulheres”, de Alberto Lattuada, que fez chorar as platéias mais duras e lhe deu status de grande atriz dramática.

Sophia encontrou em Marcello Mastroiani o seu par perfeito nas telas, provocando suspiros, gemidos e gargalhadas em comédias como “Matrimonio à Italiana”. Em dramas como “Um Dia Muito Especial”, em que Mastroianni faz um vizinho gay no dia em que Mussolini recebia Hitler em Roma. E na clássica comédia “Ontem, Hoje e Amanhã”, em que ela e Mastroianni fazem três casais em três histórias diferentes, dando um show de versatilidade e grande humor – e uma das cenas de sedução mais quentes do cinema.

Veja o espetáculo imperdível chamado Sophia Loren:

Sophia e Mastroianni reencenaram, trinta anos depois, a cena de “Ontem, Hoje e Amanhã” no filme “Pret a Porter”, de Robert Altman, com um final cômico bem diferente do original.

Sophia passou a vida inteira casada com o mesmo homem, se tornou uma grande dama das artes italianas e, em sua biografia “Ontem, Hoje e Amanhã – A Vida Como um Conto de Fadas” conta sua história como uma vingança elegante contra a miséria e o anonimato de sua família.

6 comentários

  1. Quão bela foi Sofia Loren! Quão horrenda, desfigurada aos 80 anos!
    A ditadura da cirurgia plástica dentre a grande maioria das atrizes que envelhecem equivale à ditadura do tingimento dos cabelos brancos da esmagadora maioria das mulheres que também envelhecem. Por meio de ambas as ditaduras, ao invés do anseio, vão, da permanência de um ar de juventde, uma pode desfigurar, e frequentemente o faz, a outra descompassa a cor falsa dos cabelos tingidos com o envelhecimento natural do rosto. Uma grande pena.

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    Abraços
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  3. É tudo no mundo passa… mas devo admitir que mesmo aos 85 anos que ela tem agora, continua belíssima e elegante.

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