Arquivos de Tag: déa Januzzi

Ainda dá tempo de viver novos e saborosos momentos

Déa Januzzi – De repente, me vi com 23 anos ao ouvir James Taylor cantando You´ve got a friend. Enviado por um amigo histórico, daqueles cuja amizade está ficando tão velha quanto nós, o vídeo me fez esquecer que tenho 63 anos. Como nos filmes das décadas de 1970, entrei na máquina do tempo ao ouvir James Taylor cantando “Você ... Leia Mais »

Mesmo que o tempo esteja passando depressa demais

Déa Januzzi O vento e as sombras de sexta-feira fazem questão de lembrar-me que o mês de agosto está chegando. Para que ele não dure mais do que 31 dias, vou pedir emprestado a um leitor o seu Oratório de agosto, texto que me enviou para aliviar as incertezas, dissabores e presságios dessa época que parece não ter fim. Para ... Leia Mais »

Cheguei aos 63. Sem pressa

Déa Januzzi – Cheguei, cheguei aos 63 anos! Não tive pressa – nem tenho mais – muito menos quero pódio para o meu 63º aniversário nem mais competir comigo mesma. Nem com os outros. Comemoração só com os cinco ou seis amigos que continuam firmes comigo nessa jornada rumo ao envelhecer da vida. Mas eles são fiéis, mesmo que não ... Leia Mais »

Déa Januzzi: É preciso exorcizar os demônios do meio-dia

A água misturada com detergente, limpa as paredes do banheiro, e a alma de quem esfrega está cada dia mais suja de medo. As manchas custam a sair e a mulher vai atrás de um pano de chão maior, de um desinfetante mais forte, capaz de desintegrar a sujeira acumulada nas gretas do boxe. Ela precisa do banheiro brilhando: por ... Leia Mais »

Conversando com Deus, Déa Januzzi

Conhecer Tânia Regina Leroy Gatte, de 58 anos, é estar perto de Deus. Aposentada pela Cemig, ela dedica a sua vida a cuidar da mãe, de 88 anos, com Alzheimer em estágio avançado – e do marido, de 57, na fase inicial da mesma doença. A mãe, Delorme Marcelos Leroy não anda mais. Está na cama há dois anos, ouve ... Leia Mais »

“Preciso começar a planejar a minha velhice”

Déa Januzzi Fiquei velha de um dia para o outro, mesmo que minha mãe tenha afirmado que a gente vai envelhecendo aos pouquinhos, que dá tempo de se acostumar. Uma ruga ali, outra acolá, o joelho enferrujado um dia, depois o primeiro dedo da mão que entorta por causa do anúncio de uma artrite. Os ossos rangem certas manhãs de ... Leia Mais »

Quando as avós falarem…

Déa Januzzi Você já ouviu falar das Treze Avós Nativas que rezam pelo planeta? São mulheres anciãs, sábias, as “abuelitas” da mitologia, aquelas que sabem acender a fogueira, usam ferramentas mágicas para transformação que não mudam com o passar do tempo: a mesa da cozinha, a luz do lampião, uma única vela, as preces. A música, a intuição. A sopa, ... Leia Mais »

Quando o cabelo afro deixou de ser “cabelo ruim”

Déa Januzzi Cresci ouvindo de minha mãe que eu era a única das filhas que tinha o cabelo ruim. Ah, meu Deus, meu cabelo que nunca fez mal a ninguém sofreu muito. Criança ainda, ele era puxado pra lá e pra cá, partido ao meio e preso com duas fitas de cada lado. Adolescente, me submeti a escovas de todos ... Leia Mais »

Você sabe a idade da pessoa pela caixa de remédios?

Déa Januzzi Você poderia dizer a idade de uma pessoa consultando a sua caixa de remédios? Para ajudá-lo nesta tarefa vou traçar três perfis de mulheres da mesma família. Irmãs, elas já passaram dos 60 e cada uma tem a sua caixa de medicamentos indispensáveis. A primeira toma nove remédios diferentes. Ao acordar todas as manhãs, depois do café, ela ... Leia Mais »

Precisamos fazer a rebelião dos cabelos brancos

Déa Januzzi Acordei de madrugada com vontade de escrever uma carta a mão, com papel de linho e caneta tinteiro. Caprichei na caligrafia, afinal, tenho letra bonita, redonda, igual à de uma professora primária. Será que hoje é ensino fundamental? Não sei mais, mas vou desenhar as letras, bordar palavra por palavra, porque perdi a medida do tempo, confundi noite ... Leia Mais »