Arquivos de Tag: poesia

Só com perseverança conquistaremos estágio pleno de felicidade

Morre lentamente quem não persevera

Maya Santana, 50emais O título deste poema é “Quem Morre”, escrito não pelo venerado poeta chileno Pablo Neruda. como, erroneamente, dissemos antes, mas pela jornalista e escritora gaúcha Martha Medeiros. O texto circula na internet como se fosse de Neruda. Um enorme erro, já que o poeta é considerado um dos maiores da língua espanhola. De qualquer forma, vale a ... Leia Mais »

Sou feita de retalhos, pedaços de cada vida que passa pela minha

A doceira-poeta morreu aos quase 96 anos: "

Maya Santana, 50emais Sabendo que amo os escritos de Cora Coralina, a delicada poetisa goiana que tornou-se conhecida dos brasileiros quando já era uma septuagenária – publicou seu primeiro livro aos 75 anos -, minha querida amiga Rachel Mattos me enviou este poema, tão lúcido, verdadeiro e terno quanto a própria autora. Para mim, Cora Coralina é sempre especial: além ... Leia Mais »

Para saudar o Natal, Cantiga dos Pastores, de Adélia Prado

Achamos este Menino
entre Maria e José,
um menino tão formoso, precisa dizer quem é?

50emais Ą meia noite no pasto, guardando nossas vaquinhas, um grande clarão no céu guiou-nos a esta lapinha. Achamos este Menino entre Maria e José, um menino tão formoso, precisa dizer quem é? Seu nome santo é Jesus, Filho de Deus muito amado, em sua caminha de cocho dormia bem sossegado. Adoramos o Menino nascido em tanta pobreza e lhe ... Leia Mais »

Já não se morre de velhice, Cecília Meireles

A frase acima é do escritor gaúcho Érico Veríssimo, mas bem que podia ser de Cecília Meirelles´

50emais Como se morre de velhice ou de acidente ou de doença, morro, Senhor, de indiferença. Da indiferença deste mundo onde o que se sente e se pensa não tem eco, na ausência imensa. Na ausência, areia movediça onde se escreve igual sentença para o que é vencido e o que vença. Salva-me, Senhor, do horizonte sem estímulo ou recompensa ... Leia Mais »

Tempos Depois

Ainda não é meia-noite e já estou perdendo o meu encanto

Lisa Santana Me olho no espelho E não vejo quem desejo Estou a me desmanchar. Não são os mesmos O contorno dos meus olhos Da minha boca Dos meus braços Dos meus seios Do meu corpo Me horrorizo. Meu grito mudo Estilhaça o espelho Em mil pedaços Quase desesperada Penso Ainda não é meia-noite E já estou perdendo meu encanto? ... Leia Mais »

Eduardo Galeano declama sua própria poesia

Foi a minha irmã, Lisa Santana, quem me mandou este vídeo de Eduardo Galeano, o jornalista e escritor uruguaio, autor de “As Veias Abertas da América Latina”, morto no dia 13 de abril, de câncer no pulmão, aos 73 anos de idade. Seu desaparecimento tão cedo deixou seus milhões de admiradores inconsoláveis com a perda. Restou o trabalho de Galeano. ... Leia Mais »

Rifa-se um coração que se recusa a envelhecer

Clarice Lispector Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga. Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário. Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca desiste de ... Leia Mais »

Receita de Ano Novo, Carlos Drummond de Andrade

Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar ... Leia Mais »

Cora Coralina lançou seu 1º livro aos 76 anos

Em 2015, completará 30 anos da morte de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, ser verdadeiro nome

Cora Coralina sempre me atrai. Seu semblante terno, sua tocante semelhança com a minha mãe, a poesia forte, a intensa história de vida, tudo atrai. Por isso estou postando aqui este ótimo artigo de Luciana Morais para a revista Ecológico sobre aquela que Carlos Drummond de Andrade chamou de “diamante goiano brilhando na escuridão”. Leia: Mulher simples e trabalhadora, ela ... Leia Mais »

Passarinhos!… (II)

Lisa Santana Que triste! Meu gato matou a alegria. E eu vi aquilo sem querer. Ao entrar na sala pela manhã Dei com meu gato Quieto em um canto Mas, em atitude suspeita. Ao me aproximar Deparei-me com um beija-flor Inerte entre as suas patas Quase morri de horror! Que dor! Um beija flor entrara por engano Em minha sala ... Leia Mais »