Tarot da Semana: Não se deixe dominar pelo medo

O medo nos impede de ver as coisas como elas realmente são

O medo nos impede de ver as coisas como elas realmente são

Alexandre Moreira, Tarólogo

Então chegam, saído das sombras, os pesadelos. Não, não aqueles com que sonhamos e acordamos aliviados pois eram apenas sonhos, mas os outros, aquelas imagens e ideias que nos afligem, que nos torturam, que nos fazem perder inclusive o sono. A angústia, o medo que tomam conta do nosso corpo e mente, que nos impedem de ver as coisas às claras, que não nos permitem deixar de lado as preocupações, ainda que sabendo que grande parte delas são meras fantasias. Chega, então, junto com os piores pensamentos, tudo aquilo que o 9 de Espadas, uma das cartas do tarot, simboliza.

O medo de que a aposentadoria não irá ser suficiente para cobrir as despesas médicas caso fique doente; a sufocante angústia da espera pelo filho que saiu para uma festa há algumas horas e ainda não voltou; a enorme decepção com a possibilidade de o projeto que lhe custou tanto esforço e tempo não for do agrado do cliente; a alucinante preocupação que aconteça algo de grave durante os longos meses de gravidez; o apavorante fato de ter que encarar uma grande plateia quando se é incorrigivelmente tímido; a terrível possibilidade do banco não lhe conceder aquele empréstimo por não aceitar suas garantias; o desespero com a possibilidade em ver seu maior segredo ser revelado… Isso, e todos os nossos medos grandes ou pequenos, reais ou imaginários, fazem parte daquilo que o 9 de Espadas sugere ao sair numa jogada de tarot.

Na grande maioria das vezes essa carta nos fala de um medo infundado, num exagero, num surto psicótico, numa neurose, em uma ideia fixa ou fantasia à qual nos apegamos de maneira puramente masoquista. Numa situação que inconscientemente exageramos, ampliando até um ponto em que qualquer pensamento a respeito é insuportavelmente mórbido.

Temores, todos os temos, mas é importante não perdermos contato com a realidade, não nos deixarmos levar pela auto piedade, pela baixa autoestima, pelo simples e puro pessimismo. Perceber os limites que separam a fantasia dos fatos da vida real é fundamental para mantermos o equilíbrio, a paz. A meditação, as atividades criativas e até mesmo sair para dançar ou praticar esportes (que ajudam a melhorar o humor pela produção de serotonina) ajudam, e muito, a restabelecer esse equilíbrio tão necessário ao bem viver. Mas, acredito, que o principal é não ter medo de sentir medo. É não ter medo de olhar de frente ou de comentar tudo aquilo que nos angustia, pois as fantasias mórbidas não resistem à luz da verdade, da razão, da lógica e do amor.

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Um comentário

  1. Alexandre,

    Boa noite!
    Perfeita dica. Já me ajudou muito nesse começo de semana!! Aliás, descobri o seu site por um mero acaso.
    Valeu mesmo!!

    Abração

    Alexandre

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