Tarot da Semana: O exercício da felicidade

A alegria de viver é grande

Não há como ficar alheio ao espirito festivo que reina

Alexandre Moreira, Tarólogo

Mal começa dezembro e já vamos entrando naquele clima das chamadas “festas de fim de ano”. É um tal de almoços e jantares para revelação de “amigo secreto”, de peregrinação por lojas, sempre cheias de gente, em busca daquela lembrancinha que “tem a cara” de fulano ou sicrano, de pesquisar prazos de entrega (“Tem que chegar antes do Natal!”) em sites de vendas na internet, de abrir caixas guardadas no alto dos armários com enfeites natalinos e ficar imaginando como reaproveita-los este ano, de planejar a roupa que vamos usar para as festas a que formos convidados, de não encontrar vaga para estacionar o carro, etc, etc, etc.

Não há como ficar alheio ao espirito festivo que reina, independente ser ele de cunho religioso, espiritual, de tradição ou impulsionado pelo comércio. O Natal e o Ano Novo estão quase aí e a gente acaba, de alguma maneira, se envolvendo com as celebrações.

O tarot, como um grande retrato dos nossos estados de ânimo, do nosso caminho espiritual, dos aspectos práticos do nosso dia a dia, dos personagens que vivemos, assumimos ou encontramos no decorrer de uma existência, não fica alheio quando o assunto é festa. E, se festa é um momento de alegria, de encantamento, de celebração, então estamos nos referindo às nossas emoções, aos nossos sentimentos, e o 3 de Copas é, talvez, a carta que melhor represente essas sensações da nossa alma.

Comemorar festivamente é uma forma de exteriorizarmos sentimentos de prazer, de bem estar, de alegria por alguém, alguma coisa ou uma meta atingida. Se, muitas vezes, criticamos o caráter comercial que algumas festas assumiram com o passar dos anos, ainda assim o simples fato de desejarmos um “feliz natal” ou um “feliz ano novo” a alguém é uma maneira de compartilharmos algo positivo, de um desejo de que tudo seja ainda melhor, que a vida venha a ser cada vez mais plena. Ainda que possa ser, e é, muitas vezes um cumprimento formal, mecânico, aparentemente inócuo em sua polidez, é uma emissão de energia saudável e que faz bem a quem fala e a quem ouve.

Essas comemorações, e tantas outras mais de origem religiosa ou pagãs, nos ajudam a recordar princípios, virtudes e práticas bastante saudáveis (fraternidade, amor incondicional, generosidade, compaixão) que, muitas vezes, ficam meio esquecidas, desbotadas, enferrujadas no nosso próprio cotidiano. Então, por que não aproveitar o espírito da época e externar os agradecimentos por tantos e tantos benefícios que vivemos? Por que não aproveitar para dar aquele telefonema, tantas vezes protelado, àquela amiga distante? Por que não aproveitar para perdoar, desculpar, relevar as pessoas que nos magoaram, pois, afinal, o rancor, a ira, a incapacidade de perdoar e empatizar nos fazem muito mais mal do que o próprio ato que os originou. Por que não aproveitar este domingo para tomar coragem e ir em busca da decoração usada no ano passado, dar uma reciclada geral e deixar a casa mais festiva? Por que não começar a pensar no cardápio das ceias, cheio de opções para agradar a todos os membros da família?

Alegria compartilhada nos faz muito mais feliz. Permita-se viver e colaborar ativamente para que os outros também vivam esse sentimento. Você tem, pelo menos, mais duas semanas para praticar esse exercício, e uma vida inteira para desfrutar dos seus benefícios.

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