Transmitida via sexo, a sífilis, doença silenciosa e grave, voltou

Todo cuidado é pouco na hora da relação sexual

Maya Santana, 50emais

O novo avanço da sífilis no mundo e no Brasil. Este é o título da reportagem da BBC Brasil que o 50emais reproduz abaixo, a propósito do ressurgimento de uma doença antiga, que muita gente acreditava não existir mais. Não só existe, como de está de volta, ganhando mais e mais força. O maior problema da Sífilis é o fato de ser uma doença silenciosa. Ela é assintomática, ou seja, no início, você não percebe que está com a doença, transmitida através de relações sexuais, inclusive e principalmente, sexo oral. Com os idosos cada vez mais ativos, o índice da doença também tem aumentado nessa faixa etária. No Brasil, a sífilis adquirida (ou seja, em adultos) teve aumento de 27,9% entre 2015 e 2016 (dados mais recentes disponíveis), como mostra a reportagem.

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“Eu pensei que a sífilis era algo da Idade Média, que havia desaparecido e que não era algo que poderia ocorrer nos tempos modernos.”

Quem diz isso é Gavin, jovem britânico que descobriu ter a doença ao realizar um teste caseiro para detectar infecções sexualmente transmissíveis (DSTs).

Sem apresentar nenhum sintoma da doença, ele teve sorte ao identificá-la antes de sofrer consequências que poderiam ser muito graves.

“Descobri a infecção na etapa secundária (da doença), um ano depois do contágio. Depois dessa etapa, a doença pode causar loucura, cegueira e até mesmo a morte.”

O caso de Gavin serve de alerta para um aumento dos casos notificados de sífilis em diversos países do mundo, incluindo o Brasil.

Na Inglaterra, por exemplo, o número de casos da doença chegou ao maior nível desde 1949; nos EUA, dados de 2017 apontam que a sífilis avançou em todas as regiões e na maioria dos grupos etários. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, 5,6 milhões de pessoas contraem sífilis no mundo.

E é uma infecção que se propaga mais facilmente que outras DSTs, como gonorreia e clamídia.

No Brasil, a sífilis adquirida (ou seja, em adultos) teve aumento de 27,9% entre 2015 e 2016 (dados mais recentes disponíveis), segundo o Ministério da Saúde. Em 2016, foram registrados 87.593 mil casos em adultos. As infecções por sífilis congênita em bebês, passada de mãe para filho na gestação, cresceu 4,7%.

O ministério disse em 2017 que esses números são resultado de um desabastecimento da penicilina (medicamento mais efetivo contra a sífilis), mas também do aumento nos diagnósticos, por conta da distribuição de testes na rede pública de saúde.

Sintomas (ou ausência deles)
Em alguns casos, os sintomas da sífilis em adultos são:

– úlceras genitais

– erupções generalizadas na pele, ou na palma das mãos e plantas dos pés

– cansaço e dor de cabeça

– febre e dor nas articulações

O problema é que, diferentemente do que acontece com outras DSTs, uma pessoa pode estar infectada com sífilis e não apresentar nenhum sintoma. E, dessa forma, acaba contagiando outras pessoas inadvertidamente.

Foi o caso de Gavin, que descobriu a doença justamente na fase chamada sífilis secundária, que é a etapa mais contagiosa da doença.

“Eu não tinha nenhum sintoma. Não sabia que estava infectado, porque a doença fica oculta. E você acaba passando ela adiante sem sequer saber”, diz à BBC. Clique aqui para ler mais.

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