Os 120 anos da Colombo, a confeitaria mais famosa

O salão art nouveau, inaugurado em 1894 e patrimônio artístico do Rio - Pedro Kirilos / Agência O Globo

O salão art nouveau, inaugurado em 1894 e patrimônio artístico do Rio – Pedro Kirilos / Agência O Globo

A lendária confeitaria, no centro do Rio de janeiro, construída no final do século 19, resiste ao tempo. Vai completar 120 anos nesta quarta-feira, dia 17. Tombada como patrimônio histórico e artístico da cidade, a Colombo foi frequentada por todo tipo de gente famosa, músicos, intelectuais, poetas e presidentes da República. Até a rainha Elizabeth II esteve lá. Até hoje, atrai turistas do Brasil inteiro.

Leia o artigo de Renata Monti para o G1:

Os oito espelhos belgas da emblemática Confeitaria Colombo já refletiram a imagem de incontáveis personalidades. O salão, em estilo art nouveau, aberto ao público por Manoel Lebrão em 17 de setembro de 1894, na Rua Gonçalves Dias, no Centro, completa 120 anos na próxima quarta-feira. Para uma comemoração à altura desse símbolo carioca, ponto turístico e patrimônio histórico e artístico do Rio, a casa prepara uma semana recheada de momentos festivos.

A partir desta segunda-feira, a Colombo oferece em seu bufê um menu especial com pérolas do cardápio e lança uma linha de produtos vintage. Outras novidades são o selo “Colombo 120 anos” e a reedição (em versão comemorativa e bilíngue, da Edições de Janeiro) do livro “Confeitaria Colombo – Sabores de uma cidade”, assinado pelo chef Renato Freire e pelo historiador Antônio Rodrigues, com cerca de 200 imagens.

De Olavo Bilac a Juscelino Kubitschek, todo mundo frequentava a confeitaria no centro do Rio

De Olavo Bilac a Juscelino Kubitschek, todo mundo frequentava a confeitaria no centro do Rio

— Uma casa de 120 anos tem que ter algo de especial para conquistar tantas pessoas por tantos anos. Não queremos reformular o cardápio e o salão nem abrir franquias. Apenas queremos manter a tradição — garante o sócio executivo da Colombo, Roberto Souza de Assis, responsável pelo negócio desde 1999, quando o estabelecimento passou das mãos do grupo Arisco para sua família.

Ao longo de mais de um século, a Colombo, representante da Belle Époque carioca, colecionou histórias de clientes ilustres que passaram por lá desde os tempos do Brasil República. Nos registros, nomes como Olavo Bilac, Emílio de Menezes, Lima Barreto, Machado de Assis, Aluísio de Azevedo, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, além do rei Alberto da Bélgica (1920), e a rainha da Inglaterra, Elizabeth II (1968). A passagem do imperador D. Pedro II não tem comprovação, ressalta o historiador Antônio Rodrigues.

— Daquela época, não encontramos nenhum registro. Mas as personalidades em geral entravam pelas portas dos fundos. Nada impede que ele tenha ido, embora, em 1894, o Brasil já fosse uma república e o imperador estivesse na França — esclarece o historiador. Clique aqui para ler mais.

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Um comentário

  1. Hummmm, quando for ao RJ, irei visita-la com certeza. Que showwww. bj

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