Deprimido, ele começou a correr aos 45 e revolucionou sua vida

O advogado Floriano Rosanky, 77, na noite da formatura da neta

O advogado Floriano Rosanky, 77, na noite da formatura da neta

Depoimento do advogado Floriano Rosanky, 77 anos, à jornalista Ana Maria Cavalcanti:

Meu dia começa bem cedo. Levanto às 6h, faço o lanche do Lucca Pablo, meu neto, depois dou uma carona pra ele até a escola. Sou viúvo, moro com minha filha. Após o café da manhã – geralmente sanduiche, chá, banana, abacate e mamão -, vou ao parque correr, no Ibirapuera. Se não dá para ir de manhã, vou à noite. Tenho 77 anos e comecei a correr aos 45. Foi quando entrei em depressão –tinha surtos de pânico e sensação de morte.

Com o neto adorado

Com o neto adorado

Hoje estou curado, graças a ajuda profissional, remédios e atividade física. Como parte do tratamento, comecei a correr. Eu procurava qualquer coisa que me ajudasse. Aos poucos, tornou-se rotina. Dois anos depois, as crises retornaram mais amenas, até que sumiram para sempre. Sem dúvida a corrida me ajudou a sair do buraco.

Não parei mais de correr e isso me faz um bem enorme. Minha primeira corrida foi a São Silvestre, que fiz em 1h e 33 min. Seguiram-se outras. Onze ao todo. Fiz dezenas de provas de 10 km. E quatro meia maratonas. Na corrida da Tribuna de Santos, ano passado, meu neto correu comigo, pela primeira vez, e ganhou a sua primeira medalha. Eu já ganhei mais de 100.

Sou advogado, trabalho principalmente com Direito Tributário e Imposto de Renda. Meu escritório, no centro de São Paulo, funciona desde que me aposentei do Banespa, como gerente de Divisão na Administração Geral, há 25 anos.

Gosto da minha profissão, ainda mais agora, na era do computador. Faço tudo através dele. Aprendi pesquisando sozinho. No Direito, o computador é essencial. Já não compro livros. Para que, se tenho a legislação toda atualizada na Internet com jurisprudência e doutrina?

A coleção de medalhas conquistas nas inúmeras maratonas das quais partipou

A coleção de medalhas conquistas nas inúmeras maratonas das quais partipou

Meus pais eram poloneses. Chegaram ao Brasil de navio, fugindo da Primeira Guerra Mundial. Eram semi-alfabetizados e não tinham conhecimento da língua. Foram direcionados para o interior do Paraná, onde ganharam um pedaço de terra, um machado e uma enxada. E virem-se! Uma tia estava em um outro navio que foi para os Estados Unidos. Deu-se muito bem. Mas eu jamais trocaria o Brasil por outro País. Já é genético. Brasil: sol, céu, praia, chopp e feijoada. É comigo mesmo.

Correr, se exercitar, é o grande hobby do advogado

Correr, se exercitar, é o grande hobby do advogado

Caminhando para os 80 anos, me alimento muito bem, tenho boa saúde, trabalho e corro 120 km por mês. Antes eram 200. Passo menos tempo no escritório para me dedicar mais ao esporte. E me voltar, principalmente, para meus filhos e meus netos, por quem meu amor é incondicional e infinito.

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3 comentários

  1. Boa Noite!
    Agradeço pelo seu depoimento, Floriano. Andamos precisando de estímulos positivos.
    Parabéns!

  2. Que incentivo pra mim que tenho 65 anos e não faço exercício, mesmo morando próximo ao Parque.
    Parabéns!

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