Segredos da professora de ioga mais velha do mundo: 98 anos

Täo Porchon-Lynch pratica ioga há 90 anos. Começou quando tinha apenas oito

Täo Porchon-Lynch pratica ioga há 90 anos. Começou quando tinha apenas oito

Maya Santana, 50emais

Uma história dessas que fazem a gente ficar de boca aberta. Täo Porchon-Lynch, nascida na Índia e há muito morando em Nova York, 98 anos, é um exemplo acabado de velhice ativa. Faltando dois anos para completar seu centenário de vida, ela continua cheia de energia e com muito entusiasmo pelo viver. Começou a praticar Ioga, que tornou-se parte de sua rotina, ainda bem pequena, em seu país natal. Mas só se entregou de vez à prática depois da morte do marido, em 1982. “Quando você está em contato com seu eu interior, você se conecta com o seu sopro de vida, não dá para evitar. A primeira coisa que você tem que aprender é respirar e se mover com sua respiração. Tem que vir de seu corpo,” receita a quase centenária, considerada a professora de ioga mais velha em atividade. Um de seus segredos? “Pensar positivo.”

Leia a reportagem da BBC Brasil:

Aos 98 anos, Täo Porchon-Lynch é a professora de ioga mais idosa do mundo, segundo o “Guinness World Records”, o “Livro dos Recordes”. Para seus alunos, porém, é bem mais do que isso: trata-se de um exemplo de vida.

Apaixonada por um bom vinho, ela tem fala suave e usa sapatos de salto e brincos grandes. E garante ser uma pessoa afortunada.

Entre os segredos para viver bem e continuar ensinando com quase cem anos de idade, Porchon-Lynch destaca o pensamento positivo.

“Nada é impossível, é como quando você acorda e diz: ‘esse vai ser o melhor dia da minha vida’. E assim será”, disse ela à BBC.

“Se você coloca seu pensamento em algo positivo, isso pode se materializar. Não pense em coisas ruins – isso tem me ajudado muito.” Além da paixão pelo vinho, ela conta também ter uma queda por chá, mas confessa: nunca bebe água.

A professora se exercitando em frente ao Taj Mahal, na Índia

A professora se exercitando em frente ao Taj Mahal, na Índia

Trajetória digna de filme
Nascida na Índia em 1918, Porchon-Lynch tem uma história de vida digna de ser contada no cinema. Ela descobriu a ioga aos oito anos, quando viu algumas crianças contorcendo o corpo na praia para alcançar as posturas mais estranhas.

“Fui até minha tia e perguntei a ela: eles me deixariam fazer isso? E ela me respondeu: ‘isso não é um jogo, é ioga, e não é para crianças’. Foi assim que comecei a praticar”, disse ela ao jornal americano The New York Times.

Além de dedicar a vida à prática milenar da ioga, Porchon-Lynch também participa de aulas de dança de salão ao lado de colegas geralmente 70 anos mais novas do que ela.

Quando não está percorrendo o mundo em viagens, ela mora em Nova York. Já viveu também em Londres, onde fez parte de um grupo de bailarinas que fazia apresentações para entreter soldados durante a Segunda Guerra Mundial.Mas foi enquanto morava em Hollywood que começou a ensinar ioga.

Porchon-Lynch chegou a conviver com personalidades como Mahatma Gandhi e do dramaturgo Nöel Coward. Em 1963, se casou com o corretor de seguros Bill Lynch, que compartilhava sua paixão pelo vinho – os dois são os fundadores da Sociedade Americana do Vinho.
‘Sopro de vida’

Depois da morte de Lynch em um acidente de moto, em 1982, ela decidiu dedicar a vida à ioga.

“Quando você está em contato com seu eu interior, você se conecta com o seu sopro de vida, não dá para evitar. A primeira coisa que você tem que aprender é respirar e se mover com sua respiração. Tem que vir de seu corpo”, afirmou.

Praticando dança de salão outra de suas diversões

Praticando dança de salão outra de suas diversões

Apesar da longa trajetória na ioga, Porchon-Lynch se tornou conhecida apenas em 2012, quando foi reconhecida oficialmente como a professora ativa de ioga mais idosa do mundo.

Na época, foi personagem de uma série de imagens sobre a prática, clicada pelo fotógrafo Robert Sturman. As fotos acabaram viralizando nas redes sociais, tornando a professora em uma celebridade.

Para ela, porém, o mais importante continua acontecendo na intimidade de seu estúdio.

“Lembro-me de um rapaz que veio a uma de minhas aulas em Baltimore. Estava com lágrimas nos olhos por causa da dor. Contou-me que havia consultado vários médicos e tomava todo tipo de remédio, mas nada adiantava”, disse.

“Mas quando o ensinei algumas coisas, como se colocar de cabeça para baixo apoiado na parede, ele me disse que era a primeira vez em que não se sentia doente e com dores em muito tempo”, completou.

“Para mim, o melhor de tudo é ver alguém que estou ensinando dizer que não consegue fazer isso ou não pode fazer aquilo. E, de repente, começa a aparecer um sorriso no rosto ao perceberem que sim, podem fazer isso. Essa é a maior satisfação que tenho.”

Ela também põe em prática os próprios ensinamentos. “Fiz três artroplastias no quadril e os médicos me disseram que eu não seria capaz de fazer uma série de coisas. E provei que poderia fazer e continuo fazendo. Talvez não da mesma forma que fazia quando era mais jovem, mas é só respirar fundo que já faço com que seja possível.”

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2 comentários

  1. Amei, obrigada! Namaste….

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