A africana que encantou Alexandre Herchcovitch

 A sul-africana Esther Mahlangu tem 78 anos e fama internacional

A sul-africana Esther Mahlangu tem 78 anos e fama internacional

É fantástica a história de Esther Mahlangu, artista de 78 anos que inspirou a coleção primavera/verão 2007 do estilista Alexandre Herchcovitch e agora faz pinturas especiais para o festival Back2Black, no próximo fim de semana, na Cidade das Artes, no Rio. Ela vive no vilarejo de Ndebele, a 40km de Pretoria, uma das capitais da África do Sul. É lá que a artista continua a fazer seu trabalho, hoje, mundialmente conhecido. Esther foi a primeira mulher da tribo a mostrar a arte de seu povo fora de seu país: a convite de franceses, participou de uma exposição em Paris, em 1986. O sucesso da exposição foi imediato e todas as portas do mundo se abriram.

Leia o artigo publicado por O Globo:

Para conseguir um contato com Esther Mahlangu é preciso pegar uma estrada de  terra no meio da pálida savana da África do Sul e só parar quando encontrar a  placa colorida que diz “Esther está aqui”. Ela vive no vilarejo Ndebele, em  Kwamalanga, a 40km a oeste de Pretoria, conhecido pelos muros pintados com  desenhos geométricos e por abrigar a primeira mulher da tribo a atravessar o  oceano para mostrar a arte do seu povo.

Modelo desfila traje de Alexandre Herchcovitch

Herchcovitch absorveu a influência de Esther

Nascida em 1935, Esther foi descoberta na década de 80 quando, durante o  apartheid, resolveu pintar todas as casas da tribo com a técnica que aprendeu  aos 10 anos com a avó, para mostrar que ali moravam pessoas tão vivas quanto as  cores, e tentando, com isso, que ninguém fosse desalojado. Em 1986,  pesquisadores franceses que viajavam em busca de movimentos artísticos  tradicionais chegaram em Kwamalanga e se impressionaram com o trabalho de  Esther. Três anos depois, ela, que não conhecia nada fora dos limites de sua  tribo, estava abrindo uma exposição coletiva em Paris, no centro Pompidou.

— A fama mudou um monte de coisas na província. Com a minha fundação, fui  capaz de proporcionar estudo para muitos jovens — conta Esther. — A pintura  também mudou. Antigamente, usávamos penas de galinha como pincel. Hoje, só  usamos as penas quando vamos ensinar como nossos antepassados faziam.

A arte de Esther está por toda parte em sua aldeia, na África do Sul

A arte de Esther está por toda parte em sua aldeia, na África do Sul

E Esther faz questão de ensinar. Ela dá muita importância à herança, ao  conhecimento de quem já viveu muito. — A cultura ndebele depende do que é passado de geração em geração para  existir. A minha herança é a técnica da minha arte — garante ela, uma das poucas  da tribo que usa diariamente os trajes típicos. As mulheres que trabalham fora  da vila vestem os trajes apenas nos fins de semana. — Sou eu mesma que faço e  não tiro nunca. Clique aqui para ler mais.

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2 comentários

  1. Nossa, que fantástico!! Eu quero ir na exposição dela.

  2. ADOREI,ADOREI,ADOREI

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