Aos 85 anos, Odete Lara morre de enfarto no Rio

[tribulant_slideshow gallery_id=”59″] Catorze imagens da “musa do Cinema Novo”. A atriz atuou em 32 filmes

Foi um infarto que matou Odete Lara, uma das mulheres mais bonitas e ousadas do cinema brasileiro, neste 4 de fevereiro. Ela atuou em 32 filmes e ganhou o título de musa do Cinema Novo, nos anos 60 e 70. Em 1978, depois de fazer o filme O Princípio do Prazer, de Luiz Carlos Lacerda, a atriz abandonou a carreira cinematográfica.Converteu-se ao budismo e passou a levar uma vida reclusa no Rio de Janeiro.

Leia o artigo publicado por O Globo:

Morreu nesta quarta-feira, Odete Lara aos 85 anos. A atriz e cantora sofreu um infarto por volta das 7h15m, em uma clínica de repouso onde morava no Rio de Janeiro desde que sofreu uma queda que resultou em uma fratura do fêmur. O velório acontece no Parque Lage, nesta quarta, às 16h30m. Depois, seu corpo será levado para Nova Friburgo, onde será cremado nesta quinta, segundo a amiga Letícia Fontoura confirmou ao GLOBO.

A paulista tem no currículo mais de 40 filmes, como “Bonitinha, mas ordinária” (1963) e “Vai trabalhar, vagabundo” (1973). O primeiro filme de sua carreira foi “O gato de madame”, em 1956, ao lado de Mazzaropi, a convite do autor Abílio Pereira de Almeida.

— Odete foi musa do nosso cinema, desde a Vera Cruz, da Bossa Nova (lembro de um inesquecível show com Tom Jobim e Vinícius de Moraes), do Cinema Novo, da contracultura e estrela do do antológico “Noite vazia”, de Walther Hugo Khouri — conta o cineasta Luiz Carlos Lacerda, que a dirigiu em “O princípio do prazer” (1978). — Ela também foi amiga dos tempos de resistência à ditadura, nas passeatas, nas assembleias e nos espetáculos do Grupo Opinião. Tive o privilégio de dirigi-la em seu último longa-metragem. Odete deixa como legado o seu profissionalismo, sua beleza e sua angustiante procura da felicidade, finalmente encontrada no seu refúgio espiritual da serra de Nova Friburgo.

Sua carreira musical foi perpetuada através de dois LPs: “Vinicius e Odete” (1963), resultado das apresentações com o poeta no espetáculo Skindô, e “Contrastes” (1966), que traz composições de Vinicius de Moraes e Tom Jobim. A atriz também trabalhou com grandes nomes da música, como Sergio Mendes, na faixa “Eles e ela”, e Chico Buarque, na canção “Meu refrão”. Clique aqui para ler mais.

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