Apesar de saudável, tapioca deve ser consumida com atenção

O recheio deve ser leve. “Nada de leite condensado com coco, catupiri, calabresa, chocolate, Nutella e bacon. Senão, coitada da tapioca”, diz nutricionista

O recheio deve ser leve. “Nada de leite condensado com coco, catupiri, calabresa, chocolate, Nutella e bacon. Senão, coitada da tapioca”, diz nutricionista

Cuidado com a tapioca. É o alerta dos especialistas, porque o alimento típico do nordeste tem muitos prós, mas tem contras também. Um deles é o fato de a tapioca transformar-se logo em açúcar no organismo, o que faz com que não seja recomendada para diabéticos, para pessoas com intolerância a glicose e para quem está fazendo dieta de emagrecimento.

Leia o artigo de Zulmira Furbino, publicado no Estado de Minas:

Desde que a tapioca saiu do Norte e do Nordeste, espalhando-se para o resto do Brasil, o mundo fitness já não é o mesmo. Junto com a onda detox, a fécula de mandioca, alimento de origem indígena e de preparo simples, livre de glúten, sal e gordura hidrogenada, virou queridinha de 10 entre 10 pessoas que querem levar uma vida mais saudável. Como um verdadeiro ícone, a goma do produto pode ser encontrada em praticamente todos os supermercados e padarias. Além disso, entrar numa lanchonete e pedir uma tapioca prontinha, com várias opções de recheio, virou a coisa mais fácil do mundo. Mas, afinal, a tapioca é mesmo a panaceia para todos os malefícios do pão francês e dos pães industrializados? E, pergunta que não quer se calar: tapioca emagrece ou engorda?

Depende! De acordo com Paula Zauli, nutricionista funcional, o produto virou queridinho pela ausência de glúten e cai como uma luva na vida de pessoas celíacas, alérgicas a essa proteína, e também na de pessoas com intolerância a ela, como é o caso dos que sofrem de artrite, artroses, fibromialgia. O problema é que, embora seja um produto natural, a tapioca tem índice glicêmico muito elevado. Isso quer dizer que quando você come uma delícia como essa, ela se transforma rapidamente em açúcar no sangue. Por isso, a tapioca não é indicada para diabéticos, pessoas com intolerância a glicose ou para quem está fazendo dieta de emagrecimento. “A tapioca não tem gordura e é um bom carboidrato, mas deve ser usada com cuidado. A dieta deve ser balanceada, para evitar alterações de glicose ou aumento do peso e gordura abdominal”, avisa a nutricionista.

Além de ser transformada rapidamente em açúcar no sangue, a tapioca carrega outros problemas como a quantidade de farinha que se usa para fazer uma porção – e o recheio, é claro. Para a nutricionista da academia Bodytech Lucília Oliveira, esse subproduto da mandioca virou um ícone por causa da moda de tirar o glúten da dieta. “O que pesa na tapioca é o recheio e a quantidade de farinha que se usa. Um pãozinho francês ou o pão integral já vêm em porções. Já com a tapioca, a generosidade da colher vai de acordo com o humor de cada um”, observa. Para ela, a dose recomendada são duas colheres de sopa, o equivalente à quantidade de calorias de um pãozinho ou duas fatias de pão integral. Além disso, os recheios devem ser mais leves. “Nada de leite condensado com coco, catupiri, calabresa, chocolate, Nutella e bacon. Senão, coitada da tapioca”, alerta. Clique aqui para ler mais.

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