As Novas Velhas – Mirian Goldenberg

Mirian Goldenberg

Envelhecer é também priorizar os próprios desejos e encontrar felicidade, prazer e liberdade
Muitos me perguntam por que resolvi estudar o envelhecimento, assunto que consideram difícil e deprimente.

Interessei-me pelo tema quando li “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir. Nesse livro, decisivo para minhas escolhas profissionais e pessoais, ela diz que “por volta dos 50 anos, a mulher está em plena posse de suas forças, sente-se rica de experiências.

Só lhe ensinaram a dedicar-se e ninguém reclama mais sua dedicação. Inútil, injustificada, contempla os anos sem promessa que lhe restam por viver e murmura: “Ninguém precisa de mim”.

Mais importante ainda foi ler “A Velhice”, também de Beauvoir. É um retrato cruel do envelhecimento. “Já que o destino da mulher é ser, aos olhos do homem, um objeto erótico, ao tornar-se velha e feia, ela perde o lugar que lhe é destinado na sociedade: torna-se um monstro que suscita repulsa e até medo.”

Quando estive na Alemanha para dar conferências sobre “O corpo como capital na cultura brasileira”, fiz muitas entrevistas com mulheres. Percebi que lá, aos 60 anos, elas se sentem no auge da vida, entusiasmadas com projetos profissionais, viagens, programas culturais etc.

Voltando ao Brasil, iniciei uma pesquisa para compreender o significado da velhice na nossa cultura. As mulheres de 40 e 50 anos falaram, principalmente, da decadência do corpo e da falta de homem. Leia mais em www.miriangoldenberg.com.br

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17 comentários

  1. Amei…É isso aí, tenho 52 anos faço hidro pilates , danço zumba, power flex, sou feliz com meu corpo.
    acho mesmo que estou na melhor fase, filhos casados, divorciada bem resolvida, namoro uma pessoa especial que sabe me encantar e mais sou dona do meu nariz faço o que tenho vontade de fazer e quando quero fazer, não quero estipular horas no meu dia a dia
    Macaé – Rj

  2. Vou fazer 50 anos em breve e me sinto muito bem, feliz comigo mesma e com a pessoa que me tornei. A pela já não é mais a mesma, mas faço ginástica, me mantenho em forma e me alimento corretamente. Pretendo ainda viver muito e curtir essa fase. Não troco esse período pela minha vida de 20 e poucos anos.

  3. Muito obrigada Mirian Goldenberg pela matéia! Me sinto cada vêz melhor com o passar dos anos e me sinto cada dia melhor e me AMANDO!!!

  4. Cara Mirian, você só reforça as minhas certezas. Sim, finda todas as obrigações sociais femininas – lê-se crescer, namorar, casar, ter filhos e criá-los… somos mais livres para: amarmos nós mesmas, relacionarmos melhor com o outro, conhecer sem obrigações de ganho ou sucesso, a beleza da vida e uma nova forma de viver. É a grande oportunidade de sermos realmente ricas de nossas experiências e sabedorias.Cada uma de nós só precisa saber disto para mudar um pensamento social arraigado em nossa cultura por um sistema falido e que a gente endossa. Tá na hora de sabermoss coisas mais felizes a respeito do envelhecer.

  5. Sou Teresa tenho 52 anos,,,,tenho muitas coisas pra contar de minha vida,,,,bjs gostei muito da matéria escrita,bjs Teresa

  6. No momento ainda estou tentando me resolver com esta questão de ” envelhecer “

  7. No momento ainda estou tentando me resolver com esta questão de ” envelhecer “

  8. Tenho pensado muito nas diferenças entre homens e mulheres! Não é possível um homem envelhecer achando que a coisa mais importante do mundo é a conquista, desejo e sexo!! Eles não se preocupam em crescer em outros níveis…Descobrir coisas novas, criar laços fortes com os filhos, viajar, dançar… Quero estar de bem comigo…e oque eles pensam de mulheres com mais idade, Rsrsrs nem ligo…

  9. Tenho 53 anos, e ainda escuto ” gata… linda! Nossa não parece… ” isto me diverte, me sinto muito bem, envelhecer não mudou o que sou por dentro, o que sinto… gosto dos mesmo tipos de musicas, roupas… ( com parcimônia ). sou divorciada e nos relacionamentos é difícil encontrar alguém de sua idade que envelheca Junto com você… concordo com o comentário acima da Carla. Bjj

  10. Beatriz Gomes Vieira

    Estou com 57 anos.
    Cursando atualmente à faculdade de psicologia.
    Estou no penúltimo ano, amo o que faço.

  11. Tenho 57 anos e, a seis meses abri uma nova loja de confecção, não me sinto velha, as vezes olho no espelho e me assusto porque la tem uma pessoa que pareçe velha, procuro não olhar muito, embora eu seja uma velha bonita.
    O que mais eu notei neste meu novo empreendimento é que as pessoas não gostam de ser atendidas por uma pessoa velha, é triste, não que eu sinta tristeza por isso, o que eu considero triste é que feliz da pessoa que envelhece, alguns nem chegam a isso. A bagagem de uma pessoa de mais idade é muito boa, temos entendimento de coisas devido as experiências vividas o que nos enrriquece e nos faz tratar a todos com muito mais amor.

    • Penso exatamente como a Nádia. É difícil envelhecer no Brasil. Velhice é vista praticamente como uma doença. É duro. A invisibilidade do velho é um fato. É a questão social define o tratamento que cada um vai receber: se autônomo, independente financeiramente e intelectual, é visto, respeitado e incluído na família e na sociedade; se não estudou, é pobre, adoentado e dependente de parentes e do governo, a situação muda de figura. Para além da autoestima dos velhos classe média, há muito o que ser enfrentado na questão da dignidade do velho no Brasil.

  12. Tenho 62 anos e não me sinto uma velha,uso roupas da moda mas adequando a minha idade,não quis me aposentar ainda,faço academia,viajo e sou super divertida.

  13. ZILDA Oliveira Zolio

    Estou com 60, cursado a faculdade de Serviço Social. Até que enfim posso viver para mim. Me formo o ano wque vem.

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