Atividade sexual: adiando a aposentadoria

Interesse no sexo permanece durante a velhice, mas apresenta desafios

Interesse no sexo permanece durante a velhice, mas apresenta desafios

Sempre que vejo um artigo da Dra. Carmita Abdo eu leio. Ela é uma das maiores autoridades brasileiras em sexualidade. Tem sempre algo interessante para dizer. Nesse artigo, publicado no Estadão, a especialista fala de um estudo com mais de três mil pessoas cuja conclusão é a seguinte:”Apesar de o interesse em sexo ser menor entre os mais velhos, quase 60% ainda lhe atribuem importância, sendo 41,2% dos homens e 11,4% das mulheres, entre 75 e 85 anos:”

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A qualidade das pesquisas sobre o interesse sexual da população idosa não é satisfatória, pois tanto a metodologia de entrevistas face a face como aquela que utiliza autorrespostas apresentam problemas, além de serem baixos os índices dos questionários respondidos e postados.

Dentre aqueles com amostra ampla e cujas entrevistas foram presenciais, um estudo americano(3.005 adultos, 75% de respostas) confirmou que, apesar de o interesse em sexo ser menor entre os mais velhos, quase 60% ainda lhe atribuem importância, sendo 41,2% dos homens e 11,4% das mulheres, entre 75 e 85 anos. Este mesmo estudo destacou que o interesse sexual cresceu entre os homens idosos na última década, provavelmente com o advento dos remédios que facilitam a ereção.

No Brasil, coordenamos uma pesquisa que avaliou cerca de 10 mil pessoas com mais de 40 anos. Entre aquelas acima dos 60, 92,7% dos homens e 50,9% das mulheres referiram ter vida sexual. Chama a atenção o menor índice feminino. A perda do parceiro, sendo mais comum para as mulheres, explica essa interrupção para boa parte delas.

Mudanças físicas associadas ao processo de envelhecimento interferem na resposta sexual (desejo, excitação, orgasmo) e, mais que isso, repercutem negativamente sobre o corpo e o psiquismo.

Já se sabe que as doenças podem prejudicar a função sexual de pessoas de todas as idades, mas o conhecimento do quanto elas impactam essa atividade na velhice é escasso. Interessante é que as dificuldades sexuais podem anteceder e prever os prejuízos ligados a uma doença subjacente, tais como diabetes, cardiopatias, infecção do trato urinário ou câncer.

Alterações próprias do processo de envelhecimento influenciam a função sexual. Na pós-menopausa podem causar desconforto nessa atividade, por menor lubrificação devido à interrupção da produção de hormônio feminino (estrógeno). A libido pode diminuir, com o decréscimo de testosterona (que elas também produzem); há redução do fluxo sanguíneo na região genital; a vagina encurta e se estreita, e sua mucosa se atrofia; mais preliminares são necessárias para a excitação; as contrações vaginais diminuem no orgasmo. Clique aqui para ler mais.

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2 comentários

  1. maria andrade da silva oliveira

    tenho 61 ano e levo minha vida normal

  2. Ele tem um mérito, que mais de 75 anos ainda estão em forma e ansioso. Isso é um sinal de que eles estão vivos e também o exercício físico é bom para a saúde.
    Dr. Abdo é um magnífico profissional.

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