Atriz Glória Menezes: “Aposentadoria para quê?

Ela será a primeira das 23 atrizes que participam da série Damas da TV

Aos 78 anos, ela será a 1ª das 23 atrizes que participam da série Damas da TV

Glória Menezes será a primeira das 23 atrizes que participam da série Damas da TV, que o Canal Viva exibe a partir do dia 28. “É muito bacana o trabalho de resgate deste canal. Outro dia me vi em Rainha da Sucata e morri de rir”, afirma. Cada episódio trará uma longa entrevista com nomes como Marília Pêra, Fernanda Montenegro e Regina Duarte, que vão rever suas carreiras para celebrar os 50 anos da telenovela diária no Brasil. “Será uma homenagem muito bonita. A cada entrevista somos instigadas a lembrar casos e curiosidades e é impossível não se deixar levar pelas lembranças”, diz.

Como foi mexer no baú das suas memórias para o programa?  
Foi emocionante. Em 22 de julho de 1963 eu e Tarcísio estreamos 2.5499-Ocupado, a primeira telenovela diária da televisão brasileira, que aliás acabou de completar 50 anos. Parece que foi ontem…quando disse em casa que queria ser atriz, todos tomaram um susto e foram contra. Tive um irmão que até deixou de falar comigo. Tive sorte que logo fiz O Pagador de Promessas e calei a boca da minha família com a Palma de Ouro que o filme ganhou em Cannes.

Que curiosidades contou no programa?
Em 2-5499 Ocupado a gente gravava quando a TV Excelsior saía do ar, à meia-noite. Trabalhávamos até às sete, oito horas da manhã. As gravações aconteciam toda a noite, porque precisávamos usar as câmeras e o espaço da emissora. Hoje em dia isso é impensável para os jovens. Nunca imaginei que a tecnologia virasse algo tão presente na TV e vivo me espantando com as novidades.

http://youtu.be/QqiQ7-aqb3M

Hoje fama e talento nem sempre andam juntos. Como vê o mercado?
Na nossa profissão, talento só não basta. Tem que ter certa dose de sorte, conheço muita gente talentosa que não chegou lá. Nesse sentido, me sinto uma privilegiada. Agora temos a celebridade…mas não tem jeito: quem é talentoso fica. Quem não é, passa. Também tem que ter força de vontade, porque não é fácil: somos expostos e julgados o tempo todo.

Pensa em se aposentar?
Aposentadoria para quê? Para ficar em casa olhando para o teto? Tenho saúde e quero trabalhar muito ainda. Agora estou tirando umas férias, vou para a fazenda e depois quero viajar para fora. Mas, assim que voltar, já começo a pensar nos projetos para o ano que vem.

Como foi contracenar com o Tarcísio em tantos trabalhos?
As pessoas criaram esse mito, mas fizemos muito mais trabalhos separados do que juntos. Ele fez mais cinema, eu fiz mais teatro. Mas ele sempre foi um companheiro de cena exemplar, dedicado e estudioso.   (Fonte: Bruno Astuto, revista Época)

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