Eliane Brum: um caso de amor na internet que serve de alerta

O amor chegou para ela, que já passava dos 60, pelo facebook

O amor chegou para ela, psiquiatra e escritora, pelo facebook

Esta é uma linda história de amor, contada com todos os detalhes pela sensível jornalista e escritora Eliane Brum nesse longo artigo publicado pelo jornal El País. Não deixe de ler porque essa história, protagonizada por uma mulher de mais de 60 anos, poderia acontecer com qualquer uma de nós.

Leia:

Um homem se apresenta no Facebook dela, psicanalista e escritora. Ele mora nos Estados Unidos, mas é irlandês com mãe brasileira. É viúvo, tem dois filhos, um adotado, já adulto, de 25 anos, e uma adolescente de 13. Trabalha com geologia e faz negócios com petróleo. Tem 60 anos, sente-se sozinho, faz seis anos que se tornou viúvo e busca um amor para dividir a vida. Por inspiração da mãe, começou a buscar perfis de brasileiras no Facebook. Chegou até ela, explica, pelo sorriso da foto. Eles conversam em inglês. O inglês dele é melhor do que o dela, ele a corrige com carinho, a ensina. O inglês dela melhora a cada dia.

Tornam-se presentes um para o outro, apesar da distância. Pelo Facebook e, cada vez mais, pelo viber. Ele acompanha o dia dela, ela acompanha o dele. Ele quer saber o que tem para o jantar, como foi o dia de trabalho, como ela dormiu, qual é a crocância do pão no café da manhã, o que a deixa triste ou feliz, do que ela tem medo. Ela, viúva também, com mais de 60 anos, filhos adultos com suas próprias famílias, descobre que se sentia só antes dele. Que, apesar de gostar do seu trabalho, de conviver com vários bons amigos, de ter uma vida rica de sentidos, faltava algo da ordem do essencial.

Antes dele, ela tinha aceitado com demasiada facilidade que o amor e o sexo estavam encerrados para ela. Antes dele, tinha sido obediente demais ao sujeitar-se ao padrão social que impõe o envelhecimento da mulher como o fim do desejo – ou como a impossibilidade de despertar paixão. Percebe que lhe faz falta compartilhar o que chama de “o comum da vida”. E agora, a cada noite, ela diz: “Me acolhe nos seus braços”. E ele a acolhe. Ela dorme entre braços imaginários, mas tão reais. E a cada manhã, ele divide com ela o pão com manteiga, o croissant, a geleia de pêssego.

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Divide também as dúvidas, os sonhos dele de se aposentar em breve para viver outro tipo de vida, o passeio ao zoológico que ele faz com a filha, as demandas da bela casa em que ele vive e que ela já conhece por fotos. Conversas comezinhas, conversas tão importantes. Em determinado momento, ele faz um comentário picante. Gostaria de vê-la preparando o jantar de calcinha. Ela dá uma resposta seca. Ele recua, nunca mais faz nenhuma alusão. É um homem sensível, às vezes é possessivo, ela gosta. É como se ele a conhecesse por dentro, como se a tivesse conhecido desde sempre, porque a compreende. Mas não é um galã.

As fotos que ele envia para ela, muitas, são fotos de gente comum, nem tão bem enquadradas, nem tão bem focadas, sempre posadas, como são as fotos de gente comum. Ele é um homem da sua idade, sem barriga tanquinho, sem músculos jovens, com as marcas do tempo, os cabelos brancos, entradas que anunciam a calvície. Como ela, que é bela, mas carrega todas as suas marcas. Ela surpreende-se consigo mesma. Não imaginava apaixonar-se por alguém tão “real” assim. Alguém que envelhece como um homem comum, sem nenhuma excepcionalidade, exceto a de estar presente, de compreendê-la tão bem, de querer estar com ela.

E ele quer. Pergunta se ela estaria disposta a mudar-se para os Estados Unidos para tentar uma vida com ele, se seria capaz de ajudá-lo a terminar de criar a filha adolescente. Como ele poderia adivinhar que ela sempre quisera uma filha, mãe de meninos que era? Ela busca algo físico nele, encontra as mãos. Acha as mãos dele lindas, fortes. Mãos de homem. Quer as mãos dele sobre o corpo dela. Agora é mais sério. Ele virá ao Brasil só para vê-la, para descobrirem se o romance virtual realiza-se no concreto dos dias, se a pele responde ao toque, se é possível sonhar com uma vida juntos sem a mediação da tecnologia.

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Ela conversa com a filha dele pelo telefone. A menina diz: “Eu amo você porque você ama o meu pai”. Ela vai para Paris visitar um dos próprios filhos, e ele já conversa com a sua nora pelo celular. O filho dela está preocupado, questiona, duvida, aponta as incongruências da história. Ela não quer escutar. Cobre os buracos do roteiro com seu desejo de continuar vivendo um romance. Pesquisa hotéis no Brasil, peregrina com as amigas por lojas de lingerie. Ela sabe que a pele já não tem a elasticidade da juventude, que os músculos são flácidos, mas sente-se linda. Abre o provador mal coberta por rendas, sem pudor – onde foi parar o pudor? Pergunta: “Como eu estou?”. Ela sabe como está. Linda.

Emagrece quase 10 quilos, já não sai na rua de qualquer jeito, sente-se desejada quando passa. As pessoas já não acreditam que ela esteja na fila certa quando se posta junto aos idosos no banco. Ela está ansiosa. Muito. Antes de vir ao Brasil, porém, ele fará uma viagem rápida à Nigéria, junto com o filho. Vão tratar de negócios de petróleo. Em seguida, virá vê-la. Ela prepara-se para a chegada dele. Imagina várias vezes por dia o momento em que ele emergirá da sala de desembarque do aeroporto. Se ele vai dar um sorriso quando a enxergar. Se arrancará sua calcinha, acertará o fecho do sutiã. Imagina o sexo. Não lembra quando foi tão feliz, tão inteira. No dia da viagem para a Nigéria, ele manda fotos dele de terno, roupas de viagem, uma pasta elegante de trabalho. Envia fotos de vários momentos, ela o acompanha quase em tempo real.

De repente, ele passa horas em silêncio. Ela preocupa-se, pede notícias. Quando ele finalmente responde, está arrasado. Foram assaltados no país africano. Os ladrões levaram cartões de crédito, dinheiro, documentos, tudo. O filho reagiu e está em coma num hospital. Ao final da mensagem, ele pergunta se ela poderia lhe emprestar dinheiro. Só 775 dólares para pagar o hospital e o transporte até o aeroporto. Ela então desconfia. Por que ele não procura a embaixada americana, por que não conversa com seus parceiros de negócios? Ela começa a achar a história mirabolante demais. Ele já tem o nome e uma conta de alguém que o ajuda, explica como ela pode fazer uma remessa de dinheiro do Brasil. Ela percebe que o tom dele mudou. Titubeia. Ele a pressiona, ela não gosta. Quanto mais ele pressiona, mais ela recua. A filha dele manda uma mensagem pedindo notícias do pai, preocupada com a falta de informações. Ela fica ainda mais desconfiada. Não dará o dinheiro, mesmo que isso signifique perdê-lo. O romance acaba. Ao voltar aos Estados Unidos, ele ainda diz para ela. Sua primeira crueldade explícita: “Você não respondeu para a minha filha. Você não tem condições de ser mãe”. Logo depois, o perfil dele desaparece do Facebook.

Ela faz o que poderia ter feito muito antes. Se quisesse. Se realmente quisesse. Pesquisa as fraudes do gênero na Internet. Descobre os blogs e sites brasileiros e internacionais sobre as quadrilhas que atuam no golpe cada vez mais comum. Vê supostas fotos dos criminosos. Vários homens amontoados num cubículo com seus lap tops no colo conversando com mulheres como ela. Mulheres como ela significando mulheres mais velhas e sozinhas, mulheres carentes e por isso mais frágeis, mais dispostas a acreditar no inacreditável. Mulheres já desacostumadas a serem desejadas. Enviando a elas fotos de outros homens, que possivelmente não saibam que são usados para seduzir. Imagens capturadas nas redes sociais, podem ser de qualquer um. Um golpe bem planejado, a vítima em potencial é contatada só depois de uma pesquisa na Internet. Inclusive de suas condições para manter um romance em inglês, o que no Brasil é um indício de pertencer pelo menos à classe média e, portanto, ter algum dinheiro guardado ou acesso à crédito. Para cada uma delas um perfil de homem, em imagens e história de vida, uma proposta que já sabem esperada por aquela mulher tão meticulosamente analisada. Para cada mulher uma abordagem, uma forma de se comportar, um rosto e uma personalidade correspondentes às fantasias dela, um enredo adequado àquela que expõe – pode ser mais ou menos, mas expõe – um pouco de si a cada dia nas redes sociais.

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Ao seu redor, amigos e familiares não acreditam como ela, uma mulher tão inteligente, tão vivida, tão bem sucedida, tão conectada ao mundo, pode ter caído num golpe. Um golpe assim era para outras, não para alguém com seu perfil. Ela lê depoimentos de mulheres como ela que foram muito além dela, mulheres que perderam milhares de dólares que haviam economizado ou mulheres que se endividaram para manter o roteiro amoroso vivo. Lê entrevistas com supostos criminosos que contam como o esquema funciona. Naquela noite vê fotos dos quadrilheiros, que assume como reais – podem não ser, como as do amante não eram, mas ela acredita que sejam. Se antes acreditou no romance, agora acredita na fraude. Fica mal. Bem mal.

É a sua noite de vítima. “Eu os identifiquei com ratos. Parecia que ratos andavam sobre o meu corpo. Eu expus tanto a minha intimidade, e era para aqueles homens das fotos na Internet ou outros como eles. Um ao lado do outro, sentados no chão, falando com mulheres como eu. Me expus não com fotos da minha nudez, porque não faria isso, mas de forma muito mais profunda do que isso. Passei a noite encolhida, com os ratos sobre o meu corpo.”

É o segundo capítulo da vítima. A enorme vergonha de ter caído numa história como essa, que agora para todos aparece claramente como uma fraude desde sempre. E o discurso que corre por baixo, o discurso social. Nem sempre pronunciado, mas presente: “Então você achou que, aos 50, aos 60, um homem iria se apaixonar perdidamente por você?”. Agora é oficial, você não só é uma vítima, mais pobre e mais endividada depois do golpe, mas “uma mulher velha e burra”. E como espernear contra esse encaixotamento imposto às mulheres, depois de ter se entregado a um homem que jamais existiu? Depois de estar se sentindo uma “mulher velha e burra”? De intuir que se sentirá uma “mulher velha e burra” para sempre? É a aniquilação final.

Não necessariamente, porém. Pode ser. Ou não.

Essa é a parte mais interessante. Quando nos encontramos, ela queria denunciar o golpe sem se identificar. O desejo que me anuncia é o de que outras mulheres sejam alertadas para a fraude. É um desejo comum, eu o escutei muitas vezes. Há as vítimas que se calam por vergonha (ou por medo, no caso das que são violadas e espancadas). Essas ficam presas no lugar de vítima, precisam de ajuda para romper com o silêncio de algum modo e sair do lugar que as condena à imobilidade. Ou permanecem para sempre como estátuas aprisionadas num gesto que estanca a vida. Mesmo quando o ato que as vitima cessa, elas continuam vítimas, porque não conseguem dar sentido ao vivido e se inventar de outro jeito. Acreditam que só sabem ser vítimas, que vítima é tudo o que são. Agarram-se a essa identidade como se fosse a própria pele porque, por mais incômoda que seja, estão lidando com o conhecido.

E há aquelas que rompem com o lugar da vítima denunciando, seja à polícia, seja a outras mulheres, à imprensa, ao mundo inteiro. Criam um blog ou uma ONG, algumas passam a perseguidoras de seus algozes, outras ajudam mulheres que passam por experiências semelhantes a sair da paralisia. Essas deslocam sua posição no jogo. De certo modo, continuam identificadas com o vivido, que determina suas escolhas dali em diante, mas pelo avesso e de forma ativa. A pele de vítima já não as veste.

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Conversamos por duas horas e meia. Conheço o seu nome e o seu trabalho, mas é nosso primeiro encontro ao vivo. Ao escutá-la, percebo que ela teve o seu momento de vítima, a noite dos ratos. Era necessário que assim se reconhecesse, porque foi efetivamente enganada. Era um fato. E não se nega os fatos. Mas, em seguida, é necessário dar sentido a eles. Sem isso, o lugar de vítima se cristaliza. Em vez de uma mulher complexa, com suas perdas e seus anseios, haverá apenas um arremedo dessa mulher, o da vítima que jamais supera sua condição. Sem criar sentidos que permitam seguir adiante, seria preciso acreditar na versão de quem tentou extorqui-la, a de que é uma “mulher velha e burra” que acredita em qualquer coisa, inclusive que pode ser amada e sexualmente desejada, apesar de não ser jovem nem ter um corpo de passarela.

Aceitar essa versão como a única verdadeira tem roubado algo muito mais importante do que dinheiro das mulheres que caem nessa fraude. Aceitar essa versão é cimentar o olhar social que permite que fraudes como essa aconteçam. É deixar-se enquadrar numa cultura que oprime as mulheres com o mito contemporâneo da eterna juventude. É acatar a ideia de que marcas e beleza não são compatíveis, de que desejo, paixão e sexo são prerrogativas limitadas pela idade.

Ela, não. Ela desfere um contragolpe.

Já não estou diante de uma vítima. Pergunto a ela: “Se você soubesse o que sabe agora, que esse romance é uma fraude, preferia não tê-lo vivido?”. Ela não hesita: “Preferia ter vivido tudo o que vivi. E ter parado exatamente onde parei. Ele me deu muito”.

Não é uma ilusão. Por paradoxal que pareça, ela ganhou muito. Enquanto viveu o romance, ele era real. O homem, que hoje sabemos que não existe, era real. Essa realidade a resgatou, dia a dia, de uma vida menos viva. “Eu precisava do olhar do outro. De um homem que não corresse quando eu dissesse a minha idade, que me lembrasse de que sou desejável, que me lembrasse principalmente de que quero compartilhar não o extraordinário, mas o comum da vida. Quero ter alguém comigo dividindo o café da manhã, compartilhando as experiências do cotidiano e também arrancando a minha calcinha. Estou aberta para isso e antes não estava. Ele me devolveu algo que estava anestesiado em mim. Às vezes era tão forte essa percepção que sentia como se tivesse voltado a ovular. De certo modo voltei, não biologicamente, mas de uma maneira mais profunda. Antes eu me sentia só um corpo mais flácido do que na juventude, um rosto marcado pela idade. O olhar dele foi o espelho onde eu pude me enxergar muito além disso, pude me enxergar como uma mulher, na inteireza do que é ser uma mulher. Ele não existe? Talvez seja um coletivo de pessoas conversando comigo para me extorquir depois? Mais um golpe sórdido? Não importa. Porque esse olhar sobre mim mesma ninguém pode me tirar, esse olhar agora é meu. Seja lá quem for, me despertou, me ajudou a resgatar a minha integridade como mulher, como pessoa, o muito mais que eu sou para além de um corpo que envelhece. Nesse sentido, sou muito grata.”

Para ela, talvez o conselho a outras mulheres seja: “Caia no golpe, acredite, mas não pague”. Mesmo os 700 dólares, que seria só o início da extorsão, seria um preço baixo a pagar pelo que recebeu, caso tudo se resumisse a uma troca de mercado. É uma brincadeira, claro. Para que ela possa manter a realidade do que viveu, mesmo depois de saber que se tratava de uma fraude, era preciso que fosse real em algum momento. O amor que viveu, mesmo depois de comprovado o golpe, é real no que nela produziu de realidade. Sob esse olhar, o maior lesado foi o golpista, que não viveu nem o amor, nem recebeu o dinheiro.

Se o golpe só funciona porque a sociedade ocidental determinou que mulheres deixam de ser desejáveis ao envelhecer, a maior perda seria não financeira, mas acreditar nessa construção social como uma verdade totalizante. Talvez essa seja a fraude maior, aquela que arranca dessas mulheres, dia após dia, algo muito mais caro do que dinheiro. Arranca-lhes uma dimensão da vida. Para esse crime não há polícia, não há quadrilha, não há materialidade. Para esse crime só existe a resistência, a não capitulação de cada uma.

Para esse crime há o que ela fez: o contragolpe. Ela mostra as fotos do homem que para ela agora é um ex-namorado, de uma história de amor que deu certo por algum tempo e acabou por razões bastante heterodoxas. Ela ainda está se despedindo dele, por isso as fotos continuam no celular. “Olha essas mãos, olha esse peito”, comenta. Eu não vejo nada que despertaria meu desejo, aquele homem não diz nada para mim. De certo modo, não é assim o amor? Uma verdade apenas para aquele que o vive, que vê no objeto do amor o que ninguém mais vê? O outro não é, em certa medida, uma construção, uma realidade particular daquele que ama, como mostra Ela, o brilhante filme de Spike Jonze?

Ela me parece bem. E uma mulher tão bonita.

Entre as mudanças que o romance produziu nela, está a de se descobrir capaz de se apaixonar por um homem possível. Não um padrão de beleza, não um cara mais jovem, um homem da sua idade, com sua bagagem particular de derrotas, perdas, desejos e sonhos. Passado, mas também presente. De novo o paradoxo: o homem que era uma fantasia a ensinou a acolher o homem real.

A cada vez que ela sai de casa, agora, arruma-se pensando que pode encontrar esse companheiro possível. Sem esquecer, jamais, que amar é um risco. Não só o da fraude, que ela acabou de viver, mas um risco ainda maior, que é o de não ser uma fraude. O de se arriscar ao outro, a ser alcançada por um outro. Um risco fascinante, que agora ela voltou a achar que vale a pena.

Quando nos despedimos, ela se preparava para pegar um avião para passar o dia com um velho amigo, um com o qual sabe que não viverá uma história cotidiana, mas que poderia abraçá-la naquele momento. Enquanto aquele, que ela ainda não conhece, estava atrasado para o café da manhã, depois de tanta expectativa ela achava que poderia ser bom ter um homem que simplesmente lhe arrancasse a calcinha. Ele havia lhe dito: “Venha, os ipês floresceram”.

Há alguns dias, recebi uma mensagem dela: “Os ipês, exatamente, não vi… Mas voltei florescida”.

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20 comentários

  1. Realmente a mulher carente pode ser a próxima vítima, apesar da história triste porque mexe com os sentimentos, também muito boa para servir de alerta a outras mulheres.

  2. Que sirva para outras mulheres se protegerem deste tipo de assédio.

  3. Eu vivi uma fraude desta com alguem q se dizia Cel no Afeganistão.
    Com frases feitas como minha esposa e juras de amor qs q no primeiro contato.
    Em uma semana ele me disse q o filho viajaria de Londres onde vivia com uma baba e iria em ferias para outro pais numa excursão.
    Dias depois ele me pedio U$ 700 para socorrer os mesmos q tinha sido roubados no trem!
    Eu disse mande eles a embaixada do seu pais! ele inventou uma resposta qq e nunca mais me enviou emails.

  4. Maria da Conceição Machado

    Essa história deve ser conhecida por muitas . O sonho é só um sonho. Mas o golpe é real. Fiquem atentas!

  5. Vivi uma história bem parecida,e também desconfiei do golpe e rsrsrsrsr disse ao golpista que meu ex marido era policial e que gostaria muito de conhece-lo e que iríamos juntos busca-lo no aeroporto assim que ele chegasse ao Brasil. Claro que ele nunca mais me ligou ou enviou outro e-mail,mas também não me arrependo de ter tido um envolvimento tão carinhoso,cheio de palavras que qualquer mulher gostaria de ouvir,foi bom sim,eu estava saindo de um relacionamento antigo,havia perdido minha mãe,e ele foi a ancora que me deu vida durante os quatro meses de rsrsrsrsrsr namoro,mas não sou tola, sabia que ali havia algo não real…
    Ele continua com perfil no Face,Lindiken, e só mulheres em suas páginas( um item que chamou minha atenção) mas ainda creio em um relacionamento sério,não quero terminar minha vida sozinha,isto eles acabam devolvendo para nós,a auto estima,não acho que cai em um golpe,apenas não foi o que tinha que ser,tantas pessoas se conhecem e se casam pela internet,minha filha mesmo,está casada há 16 anos e conheceu o marido pela internet e um mês depois estavam juntos e hoje casados e felizes saíram até em uma pesquisa feita sobre os relacionamento que deram certo pela internet. e assim quem sabe??????????

  6. O que me tocou neste texto foi a maneira que ela saiu deste golpe, não como uma vítima mas soube ver o lado positivo se reinventando, se redescobrindo como mulher merecedora de sonhos reais.

  7. Como leio o restante do texto? Não clica….Quero saber o final da historia…

  8. Andreia Aparecida Vianna Guimarães

    Vivi um caso semelhante, mas em momento algum eu me iludi com as palavras desse tal de James.
    Como você pode cair numa lábia de alguém que dizia que te amava pelo simples perfil de um facebook? Pior que ele tinha dois perfis e simultaneamente ele me manipulava pelos dois perfis como se eu não percebesse. Eu como não sou boba nem nada fui dando trela…Ele me enviando fotos, emails, watsap e eu fui xerocando tudo. Ele me mandava escrito em inglês e eu logo de início percebi que era fraude apesar de não ser fluente nesta lingua. Também criou um filho que me escreveu, mandou mensagem falada e já de início me chamando de mãe…Bom o final não poderia ser diferente: criou uma historia de “piratas” em alto mar que sequestraram seu navio e que precisava de dinheiro. Nem me lembro quanto exatamente, mas era em torno de 7 mil reais. Depois pediu meu endereço para me enviar jóias, objetos e documentos para eu guardar para ele e que eu desse o numero da minha conta bancária para depois me devolver o valor…Aí eu dei uma de desentendida e pedi para ele procurar a embaixada a polícia…e ele insistindo…insistindo, até que ele cansou do meu pouco caso e desistiu, excluiu o perfil do face, mas tenho tudo xerocado. Pensei em denunciar, mas como não houve fraude, deixei como está. Mas, fico indignada como mulheres caem numa lábia dessas e até vão às últimas consequências. Não é questão de idade, ser quase sessentona. Isso pode acontecer e acontece com mulheres de qualquer idade, como também existem casos ao contrário: mulheres desfalcando homens…Pois é, infelizmente a maldade está nos 4 cantos do nosso planeta e vejam até que ponto chega a imaginação das pessoas. Por tanto, eu não caio numa dessas de forma alguma e se dei prosseguimento, não foi por carência efetiva ou por ter acreditado…só prolonguei por querer saber até onde iria e nem por um momento me expus, mencionei nomes de meus familiares e enviei fotos comprometedoras. Se fiquei abalada, nada disso!!!

  9. Lucilene Gonçalves de Melo

    Eu sou viúva a muitos anos tenho 57 anos, e por solidão e carente costumo entra em alguns sites de relacionamento em busca de alguém , que assim como eu senti necessidade de ter alguém. Um dia desses recebi uma mensagem com telefone e começamos conversar e trocar mensagens.Certo dia me surpreende como uma notícia que ele estaria vindo em breve para o Brasil p me conhecer fiquei muito surpresa e achei formidável, pois eu estava gostando dessa situação.Derepente ele me chamou e disse iria embaraçar num navio pra Venezuela onde ele iria fazer um trabalho naquele País. Depois de 3 dias ele me mandou uma mensagem dizendo que o navio estava passando por uma tempestade de muito vento , e que o motor havia parado e eles estavam com muito medo prá mim rezar por eles . Passado umas duas horas me mandou mensagem dizendo que um barco estavam indo em contra_los pra trazer pra o Brasil aos meus cuidados , detalhe eu teria que fazer um depósito de 1.500.dolares para receber os tais documentos.com isso já desconfie que seria golpe.Fiquei com muita vergonha da minha filha que estava sabendo dessa situação .

    • Lucilene, não se envergonhe do que passou com esse embusteiro. Há muitos deles por aí. Temos que ficar atentas. São capazes de tudo por dinheiro. Obrigada por ter contato a sua experiência aqui no 50emais. Serve de alerta para outras mulheres. Forte abraço e tudo de melhor pra você.

  10. Otimo texto,.sempre alertos….

  11. Esse golpe é tão antigo, existe desde o falido Orkut ! Sem essa de ” depois ela sentiu-se melhor” do que essas mulheres sofrem é baixa autoestima, complexo de inferioridade e falta de bom senso…pode até ser ‘ complexo de Cinderela ‘ ! Bobas e tolas demais.

  12. Já fui abordada por vários homens no Facebook com propostas de namoro, mas nenhum me convenceu. Agradeço por você compartilhar sua experiência. Você foi vítima por ser uma pessoa boa e de bom caráter e não existe motivo para se envergonhar. Eu fui casada 3 vezes e vivi em New York 28 anos, e isso me fez mais experiente e mais desacreditada nos homens. Tenho 58 anos, e não espero ser amada ou desejada por nenhum homem, mas isso é muito chato porque tenho muito para oferecer. A sociedade nos condena por envelhecer.

  13. Quando comecei a ler, reconheci a história da filha de uma vizinha, quatro anos atrás, quando morava em Curitiba. A diferença é que ela tinha uns 40 anos, era separada, tinha dois filhos, é um deles estava fazendo um mestrado em segurança da informação.Ele era envolvido com petróleo, também foi para a Nigéria, teve um acidente com o filho, e começou a extorsão. Antes ligava para a vítima 24 horas, não a deixava dormir, o que ajudava a fragilizar seu emocional e raciocínio. Quando começou a extorsão, já com intensão de casamento, comprar casa no Brasil, trazer o filho etc, ele já estava tentando seduzir a filha dela também… Foi quando ela contou ao filho o que estava acontecendo, e ele acionou a polícia federal, que começou a rastrear, enquanto ela mantinha o contato. Através de contato bancária foi identificado, é uma rede internacional, que passa também por São Paulo.

  14. Ivone Pereira Portela

    Então, o grande problema de algumas mulheres é a carência afetiva. Estão tão carentes que se apegam a qualquer coisa, basta o homem chamar de meu bem, meu amor que já se sentem amadas. Aconteceu comigo algo parecido, porém como não estava fragilizada ou carente não me atingiu e pude perceber imediatamente se tratar de um golpe. Alguém me adicionou com um perfil de um homem muito bonito e viúvo com uma criança, conversamos e depois de uns dias ele falou que viria ao Brasil passear e aproveitava para me conhecer, falei que seria uma boa e que era sempre bom fazer novos amigos. Então ele inventa que foi assaltado e tal e pede uma ajuda, grana para enviar para ele. Achei muito estranho e falei que não tinha, ele foi até ameaçador dizendo que eu tinha de ajuda-ló, falei que não tinha nenhuma obrigação com ele e não sabia nem que ele era. Imediatamente bloqueie o mesmo no face e fui percebendo outros perfis semelhantes. Homens bonitos, bem sucedidos, geralmente viúvos e muitas mulheres divorciadas e viúvas como amigas. Logo depois saiu uma reportagem sobre esse golpe que alguns africanos estavam dando em mulheres. Enfim, eu não estava carente e muito menos buscando alguém na net, então para mim foi muito fácil perceber que era um golpe.

  15. Tive a felicidade de, aos 60 anos, conhecer o homem de minha vida. Ele era catorze (14) anos mais velho. Foi meu companheiro por 17 anos, tendo me apresentado o melhor que a vida pode dar. Viajamos muito, e o melhor, riamos muito. Muitas vezes nos paravam na rua perguntando o que tanto falávamos e riamos. Há dois anos, foi-se com um suspiro, apenas. Hoje, sinto sua falta, sou carente, mas acho que ninguém o substituirá, então, não me envolvo. Tenho pena de mulheres interessantes, bonitas, que sentem falta de uma companhia. É incrível com nos são negadas tantas coisas com a chegada da idade. Acredito que o sexo seja o interesse secundário, nesta altura da vida. Para mim, o principal sempre foi a cabeça boa e andar de mãos dadas. Desculpem, mas sou de outro século.

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