Cheias de charme, elas provam que toda idade tem sua beleza

“Nada faz uma mulher parecer tão velha quanto tentar desesperadamente parecer jovem”

“Nada faz uma mulher parecer tão velha quanto tentar desesperadamente parecer jovem”

 

 

 

 

 

 

 

 

Mulher de negócios, designer de interiores e ícone da moda, a novaiorquina Iris Apfel, de 93 anos, é símbolo contemporâneo da mulher que sabe envelhecer. Conhecida pelo estilo nada convencional, ela é daquelas pessoas que não permitem que a idade defina seu jeito de vestir, agir e se comportar. Com personalidade e atitude, essa senhora é admirada ao redor do mundo por ser ela mesma, sem se importar com o que os outros vão pensar. Com língua afiada e humor ácido, conhecido por frases memoráveis, ela se define como uma “estrela geriátrica” e diz concordar com a estilista francesa Coco Chanel, uma das personalidades mais importantes do século 20, que declarou: “Nada faz uma mulher parecer tão velha quanto tentar desesperadamente parecer jovem”.

Para Iris, “você pode ser atraente em qualquer idade. Tentar parecer jovenzinha quando você não é te faz parecer ridícula”. Com roupas coloridas, batom vermelho, acessórios e mais acessórios, ela é tão autêntica que virou modelo, atua em campanhas de marcas de moda internacionais, lançou linha de maquiagem com uma gigante do meio, além de assinar coleções de joias, bolsas, óculos e sapatos para grifes conceituadas. É tão fascinante, que foi tema da exposição no Costume Institute do Metropolitan Museum de Nova York, intitulada Rara Avis: Selection from the Iris Barrel Apfel Collection. De tão encantadora, foi parar no cinema. Foi lançado em abril o documentário Iris, que retrata sua vida, dirigido por Albert Maysles, diretor de clássicos como Gimme Shelter e Grey Gardens. Na telona, para confirmar sua autenticidade, ela nos brinda com mais uma de tantas lições: “Sabia que jamais seria bonita, mas tinha um trunfo mais importante: estilo. Basta ter atitude e ser você mesmo”. Sábia, casada com Carl Apfel, de 97, há mais de 60 anos, Iris não abre mão de ser quem é.

"A juventude não é para sempre, por isso temos de valorizar o que é eterno, que é a vida, enquanto estivermos por aqui" - Selene de Morais, 81 anos, professora aposentada

“A juventude não é para sempre, por isso temos de valorizar o que é eterno, que é a vida, enquanto estivermos por aqui” – Selene de Morais, 81 anos, professora aposentada

Ela é uma personagem transgressora por subverter o universo da moda, onde o que tem valor é o jovem e o belo. Ela é, no mínimo, desafiadora. Mas há muitas mulheres por aí que desconcertam as “regras” ao mostrar a beleza madura: Fernanda Montenegro, Natália Timberg, Judi Dench, Betty White, Rosamaria Murtinho, Elke Maravilha, Helen Mirren, Joan Didion, Laura Cardoso… E não precisam ser famosas. Pode ser a sua vizinha, a colega do salão, a avó, uma senhora que passeava pela praça exalando exuberância.

Por impactar, Iris foi escolhida para ser o fio condutor da reportagem que propõe discutir hoje, além de, consequentemente, estimular e reverenciar a beleza da maturidade, que se apresenta de várias maneiras, não só a estética. Selma Peleias Felerico Garrini, doutora em comunicação e semiótica e pós-doutoranda em comunicação pela Universidade de São Paulo (ECA-SP), professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, estudiosa e pesquisadora do corpo feminino, diz que, de acordo com cada década, há uma medida.

Para uma geração, a beleza pode ser a inteligência, para outra o valor muda. “Quem está certo? Não sou Deus e não farei juízo de valor.” Hoje, certamente, o universo da beleza é diferente. A mulher de 50 anos não é avó, mas tem filho adolescente e “você é obrigada a ser jovem, bela, inteligente, rica e bem-sucedida. As 15, você precisa ser magra e bela; aos 30, bem-sucedida e bela e, aos 50, jovem e bela. Infelizmente, a mulher foi criada para esse universo, como o homem para o de ser bem-sucedido. Agora, o culto ao corpo é uma necessidade. Um investimento que não tem fim e que se tornou capital como o carro. Se tem o corpo bonito, é bem-sucedido. Até o cabelo branco virou moda, mas desde que seja na Meryl Streep, no filme O diabo veste Prada, ou em Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI)”.

Para Míriam Fernandes, as mulheres estão envelhecendo cada vez melhor

Para Míriam Fernandes, as mulheres estão envelhecendo cada vez melhor

VIVÊNCIA
Selma Felerico diz que a beleza na maturidade é o momento do “corpo aceito”, aliás, tema de uma de suas pesquisas. “É o momento do fim das privações, de viver o que construiu em sua cabeça. Ir para a Itália e comer massa sem culpa. São pessoas seguras em todas as áreas da vida e pouco influenciáveis. Mulheres fortes diante de um discurso midiático avassalador.” Para a pesquisadora, há um ideal de beleza predominante no imaginário feminino imposto pela mídia. E, de acordo com o padrão eleito pela mulher, surgem novos hábitos sociais e práticas de consumo, e quebrar, encarar, confrontar tais regras é para as tenazes.

Para Selma, a mulher na maturidade é maior, se cuida, se permite e tem mais tempo para olhar para si. “É o momento de se dar ao luxo de ser mais generosa com ela mesma. Ao acumular saberes ao longo da vida, só dá ouvidos ao que interessa e não se preocupa com o que o outro pensa. Sabedoria da idade. Nada como ser você mesma a partir dos 50 anos. É fazer uma tatuagem não para colocar o nome do filho, mas de uma borboleta como símbolo da metamorfose. A mulher na maturidade não tem a beleza exigida por aí como uma prioridade, está no momento do que chamo de vivência da libertação.” Clique aqui para ler mais.

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9 comentários

  1. maria leonor soares coelho

    muito bom esse grupo… fiz 60 anos agora dia 02 … e através de vocês…. comecei a aderir meus brancos… aceitar e curtir … to muito feliz… ainda to no inicio… mas com as dicas de voc~es to chegando a ficar com os cabelos maravilhosos… também a me vestir de acordo com meus 60 anos… parabens

  2. Gostaria que alguém me indicasse um salão de cabeleireiro que cuida de cabelos grisalhos, em SP que fosse um preço acessível. Vou passar meu aniversário ai farei 54 anos, e gostaria de mudar o meu visual. Onde moro no salão que eu vou é difícil de conseguir que eles respeitem a minha vontade de continuar com meus cabelos grisalhos. Obrigado

    • Digenir Chaves Fugazza

      Josi Barbosa. Quando resolvi que não mais iria pintar meus cabelos, ninguém acreditava. Todos os conselhos era para que colocasse um vermelho nos cabelos. A luta e grande, pois até sair toda a tintura não fácil. Você ficar com os cabelos com duas cores. Mais não tem jeito ai você vai cortando até ficar só o cabelo natural. Até meu cardiologista foi contra disse que eu iria entrar em depressão. São mais de 10 anos assim e me sinto ótima.Tem shampoo próprio que não deixam eles ficarem amarelados e você mesmo pode cuidar se não tiver um profissional com o preço acessível.

    • Moro na zona norte e minha amiga e cabeleireira acabou de cortar o meu cabelo bem curtinho. Ainda tem vestígios de tintura mas ela vai me ajudar a ir melhorando a aparência sem usar mais nada de química.

  3. Então, eu entendi que o segredo é ir cortando o cabelo até ele se renovar totalmente? Eu preciso de uma boas dica!

  4. maria jose barreto cavalcanti da silva

    eu gosto muito deste grupo

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