Como explicar gravidez de quadrigêmeos aos 65?

Annegret Raunigk é alemã e já tem outros 13 filhos

Annegret Raunigk é alemã e já tem outros 13 filhos

O mínimo que se pode dizer dessa senhora, no quinto mês de gravidez, é que ela é extremamente corajosa: já possui 13 filhos e está grávida de outros quatro. Annegret Raunigk, professora primária alemã, de 65 anos, diz não ligar para o julgamento das pessoas, pois se a ciência permite que uma mulher na idade dela fique grávida, cabe a cada um decidir o que faz com o próprio corpo. Explicou que decidiu engravidar novamente depois que a filha de nove anos disse a ela que gostaria de ter mais um irmãozinho ou irmazinha. Subbmeteu-se, então, à inseminação artificial. O caso está provocando uma grande debate na Alemanha. Muita gente acha que Annegret é “irresponsável”.

Leia o artigo publicado pelo site da BBC Brasil:

Annegret Raunigk está com 65 anos e prestes a dar à luz quatro bebês. A professora primária alemã, que se submeteu a inseminação artificial, está na 21ª semana de gravidez e diz estar se sentindo bastante ‘saudável’.

Se a gravidez seguir conforme o esperado, Raunigk será considerada a mulher mais velha a dar à luz quadrigêmeos – ela não será, porém, a mulher mais velha a dar à luz, já que esse “recorde” pertence a Maria del Carmen Bousada Lara, que teve gêmeos na Espanha em 2006 aos 66 anos. Alguns ainda dizem que o recorde de ‘mãe mais velha do mundo’ é de Omkari Panwar – acredita-se que ela tinha 70 anos quando deu à luz gêmeos na Índia em 2008.

Mas como essas gravidezes “de 3ª idade” são possíveis? Entenda os fatores que explicam esses casos:

Mulheres que já estão na menopausa não conseguirão mais ficar grávidas sem ajuda médica.

Posando para foto juntos aos 13 filhos e alguns dos netos

A professora primária com os 13 filhos e alguns dos netos

Elas precisarão usar óvulos de uma doadora – ou os próprios óvulos dela congelados – para poderem engravidar. Para mulheres, a fertilidade diminui com a idade, em um ritmo relativamente rápido a partir dos 35 anos – isso varia um pouco de mulher para mulher. Mas tudo depende dos óvulos.

Mulheres já nascem com todos os óvulos que elas terão na vida e, depois do período da puberdade, elas começam a perder um a um, na menstruação.
Quando elas chegam aos 40 anos, a quantidade de óvulos de boa qualidade é cada vez menor.

Antes de receber um óvulo fertilizado de uma doadora, os médicos precisarão confirmar se o útero da mulher está pronto para a tarefa. As mulheres, nesse caso, podem ser submetidas a uma terapia de estrogênio, para engrossar o revestimento do útero e preparar o ambiente para o embrião.

Uma vez que o óvulo fertilizado é colocado no útero, a mulher precisará tomar mais hormônios para sustentar a gravidez – diferente de mulheres mais jovens, que têm os ovários em pleno funcionamento, as mais velhas não conseguem produzir todos os hormônios de que vão precisar.

A especialista em fertilização do Centro de Fertilização da Mulher de Birmingham, Sue Avery, explica que “o processo é o mesmo utilizado para uma mulher mais jovem que, por alguma razão, precisou retirar os ovários.” Clique aqui para ler mais.

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