Dançar atua como remédio contra envelhecimento do cérebro

Não importa o tipo de dança. O negócio é mexer com o corpo

Maya Santana, 50emais

Que mexer o esqueleto faz bem para a saúde todo mundo sabe. Mas fazer isso de forma ritmada é ainda melhor para seu cérebro do que exercícios convencionais. É isso o que mostra este artigo de Guilherme Eler, para a revista Super Interessante. A coisa é científica: vários estudos já revelaram que a dança pode ser mais benéfica para o corpo e para a alma do que certos exercícios. E não precisa ter um par. Você pode dançar sozinha ou em grupo, como na foto acima. Para quem gosta de dançar – e pra quem não gosta também -,taí a receita.

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Corpo são, mente sã. A ideia de que se manter em movimento é essencial para a saúde física e mental nasceu na Roma antiga e está aí, firme e forte, há quase dois milênios. Não é à toa. Acumulamos, hoje, provas científicas suficientes de que exercícios regulares garantem maior longevidade e melhoram a saúde – mandando para bem longe doenças como a temida Alzheimer.

Foi exatamente isso que um novo estudo, publicado no jornal Frontiers in Human Neuroscience, comprovou: a atividade física funciona como um antídoto para o envelhecimento do cérebro. O que os pesquisadores alemães descobriram, porém, é que a dança pode ser uma forma ainda mais completa de exercício, se comparada a treinamentos mais convencionais como caminhada e bicicleta. Mexer o esqueleto de forma ritmada diminuiu a chance de idosos enfrentarem problemas como perda de memória e demência senil, além de melhorar seu equilíbrio.

Para comprovar essa relação, os cientistas acompanharam um grupo de 62 homens e mulheres, com média de idade na casa dos 68 anos. Para parte deles, a atividade proposta era um curso semanal com duração de 18 meses, criado para ensinar diferentes estilos de dança. O restante dos voluntários participou de um treinamento focado em ampliar a resistência física e flexibilidade. Dentre as atividades, estavam a caminhada ou treinos de bicicleta – que sempre exigiam a repetição dos mesmos movimentos, em sessões de 90 minutos.

A metodologia de treino, porém, era diferente para o grupo dos dançarinos. Diferentemente dos atletas, eles eram frequentemente desafiados a encarar novas tarefas: as coreografias, formações, movimentos e velocidade das danças mudavam a cada duas semanas. Os pesquisadores também foram ecléticos em relação aos estilos, mesclando variedades como jazz, dança de salão e ritmos latinos. Desse grupo, 14 voluntários foram até o final – enquanto só 12 dos que estavam no treinamento físico desde o começo completaram o treinamento.

Depois da última aula, os cientistas voltaram a analisar o cérebro das cobaias. Quem mais mais sentiu a melhora foi a central de memória cerebral, chamada de hipocampo. O volume dessa região aumentou significativamente em todos os idosos testados, graças à prática de exercícios. Sabe-se que perda de memória e demência senil, problemas que tendem em aparecer com o tempo, têm menos chance de acontecer quando o hipocampo continua sendo estimulado.

No entanto só os dançarinos contaram com um benefício importante: a melhora do equilíbrio. Ele reflete em boa parte das funções sensório-motoras, influenciando a mobilidade e informação visual. Problemas nesse mecanismo podem também aumentar o risco de quedas – grandes causadoras de lesões em idosos. Ponto extra para o balancê.

A ideia dos pesquisadores, agora, é aliar os ganhos físicos dos exercícios ao método da dança para melhorar a condição de idosos com demência senil. De acordo com Kathrin Rehfeld, pesquisadora que liderou o estudo, pacientes nessa situação costumam responder bem quando escutam música. Combinar o melhor dos dois mundos, então, poderia também melhorar seu bem-estar – de forma menos óbvia e mais criativa.

“Acredito que todo mundo gostaria de viver uma vida independente e saudável, pelo máximo de tempo possível. A atividade física é um dos aspectos que podem ajudar nisso, diminuindo vários fatores de risco e desacelerando as perdas cerebrais relativas à idade. Acredito que a dança seja uma ferramenta poderosa para desafiar o corpo e a mente, especialmente na terceira idade”, defendeu Rehfeld, em comunicado.

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16 comentários

  1. Maravilhoso!

  2. Poderia indicar quais os tipos de grupos de dança mais indicados? Os bailes de terceira idade geralmente são muito chatos

  3. Lembrando que o TIPO de DANÇA é importante sim! Pois tem muitos bailes ou salões de terceira idade q só tocam forró e eu não gosto! Muito menos samba… prefiro estilo dança de pés descalços em grupo misto ( homens e mulheres)

  4. Maria Isabel, com certeza as Danças Circulares te darão todos esses benefícios. Eu já danço há um bom tempo e vejo que a melhor maneira de trabalhar a mente, o corpo, a alma e o espirito é através das Danças Circulares, indo ao encontro de uma vida mais saudável e feliz. Trabalho as Danças Circulares com bola de Basquete atualmente, desafiando ainda mais as participantes.
    Entre em contato se quiser mais informações.
    sonialima2020@gmail.com

  5. Eu a um ano a dois anos faço aula de zumba e adoro,realmente a dança faz vc ficar menos stressada,e danço qualquer ritmo o importante e nos sentir bem, espiritualmente fisicamente,trabalhar todo o corpo!

  6. Faço semanalmente bolero e tango e tenho adorado as aulas. Sai um pouco da dança de salão comum com forró e seeranejo2.

  7. Creio que independente do tipo de dança, mexer-se, exercitar-se é o caminho para o longevidade saudável!

  8. Maria Olivia de Araujo

    Por gentileza, quero saber se em São Paulo tem essa atividade, próximo ao bairro do Paraiso e avenida Paulista. Preciso me exercitar mas não gosto de academia.
    Aguardo breve retorno

  9. Por isso eu danço! Quer conhecer a Dança Senior? Ti levo para conhecer! Bjos

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