Dráuzio Varella, 72, dá receita de saúde: correr

Dr. Dráuzio é um corredor de maratonas

Dr. Dráuzio é um corredor de maratonas

Dr. Dráuzio Varella acaba de lançar mais um livro. Dessa vez, sobre um dos assuntos que ele mais gosta de falar: correr. Este, na verdade, é o título do livro que ele próprio promove neste vídeo:

A propósito do lançamento de “Correr”, a revista Exame fez entrevista com Dr. Dráuzio, da qual o 50emais publica este trecho.

Leia:

Treino duas vezes por semana no Parque do Ibirapuera e nos fins de semana procuro correr no Minhocão ou no centro da cidade. Aí vario os trajetos: passeio pela praça da Sé, largo de São Bento, Mercado Municipal. Cada treino varia entre 15 e 25 km, depende de quanto tempo tenho.

Também subo os 16 andares do meu prédio duas vezes por semana. Vou pelas escadas e desço pelo elevador, onde aproveito para ir me alongando. Repito isso entre oito e dez vezes. É puxado, mas me dá um fôlego danado e com certeza me ajuda a correr melhor.

Se as pessoas fizessem mais exercício, ficar parado seria menos penoso para o corpo. Quando você é sedentário, você se levanta e logo tem que se sentar de novo — e aquilo não te descansa. Quando você corre bastante e senta, é uma sensação muito boa.

Livro acaba de ser lançado

Livro acaba de ser lançado

Sempre levo meu tênis quando vou viajar. Tem coisa mais gostosa do em um dia de congresso você se levantar cedinho para treinar? Corro 2 horas e depois passo o resto dia sentado, sem culpa, ouvindo as pessoas falarem sobre os assuntos de que eu mais gosto. É uma delícia.

Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações, e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho.

No ano passado, fiz a Maratona de Berlim em 4h12. Depois pensei que se tivesse feito 2 minutos a menos teria me qualificado para Boston. Não quero estabelecer essa meta porque tenho medo de me frustrar, mas, se este ano eu conseguir fazer uma maratona em menos de 4h10, posso comemorar os 70 anos correndo em Boston.

Não tenho nenhum cuidado especial com alimentação. Antes do treino, bebo uma água de coco ou como uma fruta. Depois tomo café com leite e como pão, azeite e tomate. Não estou convencido de que existe um benefício real nesses géis e vitaminas, aminoácidos. Durante a maratona só bebo água, não tomo nem isotônico. Como cortei açúcar da minha alimentação há 34 anos, tenho medo de ficar enjoado e passar mal.

O exercício só é bom quando ele termina. Durante, é sofrimento. Às vezes você até libera uma endorfina no meio e dá uma sensação boa, mas o prazer mesmo vem quando você acaba.

Quem faz atividade física tem um envelhecimento muito mais saudável. Tenho quase 70 e não tomo nenhum remédio, peso 3 kg a mais do que na época da faculdade. As pessoas dizem: “Você é magro, hein? Que sorte!” Não é sorte, tenho que suar a camisa todos os dias. Clique aqui para ler a íntegra da entrevista.

Compartilhe!

Um comentário

  1. Dráuzio, você é ótimo, fiquei imaginando os trajetos que você descreveu. Morei em São Paulo por 18 anos, hoje moro em Florianópolis, não troca isso aqui por nada. Estou com 60 e corro também todos os dias, pois preciso perder 8 kg para ficar com o peso ideal para o meu tamanho, claro que não consigo correr o mesmo tanto que você, mas só o fato de dar a caminhada e a corrida, me dá outro gás para enfrentar o dia. Tenho as mesmas sensações que você descreveu quando corro, não gosto de academia, por isso, corro na rua. Obrigada por compartilhar sua experiência. Um abraço

    Vera Lúcia

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos marcados com asterisco são obrigatórios. *

*

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.