Exposição de obras de Ron Mueck abre no Rio

Jovem negro ferido  -  "Youth", "Juventude" - é uma das esculturas expostas

Jovem negro ferido – “Youth” – é uma das esculturas expostas

Será aberta ao público nesta quinta-feira, dia 20, no Museu de Arte Moderna do Rio, a exposição de nove obras do australiano radicado na Inglaterra Ron Mueck, algumas delas enormes, bem maiores do que o ser humano. É a primeira vez que o conhecido artista expõe no Brasil e a expectativa do MAM é que a mostra atraia 200 mil pessoas até o início de junho – quando será encerrada -, repetindo o sucesso de Paris e Buenos Aires. Não vou perder. Estarei lá.

Leia o artigo de O Globo:

São apenas nove obras. Mas, para vê-las, mais de 300 mil pessoas enfrentaram grandes filas na Fundação Cartier para a Arte Contemporânea, em Paris, entre abril e outubro de 2013, um recorde de público às vésperas dos 30 anos da instituição. Na Fundação Proa, em Buenos Aires, com espaço mais acanhado e período menor de exibição, foram 168 mil visitantes de novembro de 2013 a fevereiro de 2014, tornando-se a mais frequentada mostra do local e uma das mais vistas da capital argentina em todos os tempos.

Natureza Morta, um de   seus trabalhos mais conhecidos

Natureza Morta, um de seus trabalhos mais conhecidos

É com o lastro desses números que será aberta ao público nesta quinta-feira (quarta-feira para convidados), no Museu de Arte Moderna do Rio, a exposição “Ron Mueck”, com esculturas do artista australiano radicado em Londres que transformou cenas da vida cotidiana, ou de seu imaginário, em peças que extravasam a escala humana, mas que são precisas ao acertar na emoção das pessoas. Aqui, nesta que é a primeira mostra de Mueck na cidade, Bebeto Chateaubriand, presidente do MAM, espera ter 200 mil pessoas circulando pelo segundo andar do museu até 1º de junho.

'Mulher fazendo compra" - a dura carga de trabalho feminina

‘Mulher fazendo compra” – a dura carga de trabalho feminina

As esculturas impressionam pelos detalhes — unhas dos pés, rugas, pequenos arranhões, uma barba mal aparada, a pele pressionada por uma mão que aperta um braço, um olhar atento —, mas, se ele é muito bom em reproduzir o exterior humano, não é isso que faz de melhor, diz a italiana Grazia Quaroni, curadora da mostra junto a Hervé Chandès, presidente da Fundação Cartier. O que mais toca as pessoas, o que cria a emoção, diz ela, “é que você já viu isso antes”. Como, por exemplo, em “Couple under an umbrella” (“Casal sob um guarda-sol”), de 2013, que retrata um casal de idosos, com roupas de praia, ele deitado, com a cabeça no colo da mulher e segurando seu braço, em escala maior do que a humana — a escultura tem 3 metros de altura, com a mulher sentada.

Casal sob guarda-sol: velho deitado no colo da mulher

Casal sob guarda-sol: velho deitado no colo da mulher

— Todos os detalhes dessa obra falam sobre ficar velho, sobre estar junto, sobre ser pequeno. É uma visão de memória. Quando se é criança, as pessoas mais velhas parecem maiores do que são. Ao ver a escultura, recupera-se algo dessa sensação. É grande, mas não se tem a ideia de se estar frente a um monstro. É a confirmação de que você faz parte da Humanidade — avalia ela. Clique aqui para ler mais. Veja outros trabalhos de Ron Mueck expostos em Paris:

 

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