Exposição imperdível de Dali chega a São Paulo

A exposição foi aberto no domingo e está atraindo público enorme

A exposição foi aberto no domingo e está atraindo público enorme

Quem estiver em São Paulo não pode deixar de ver a exposição de obras de Salvador Dali, aberta no domingo, dia 19, no Instituto Tomie Ohtake. Com alguns acréscimos interessantes, é a mesma que ficou uma temporada no Rio de Janeiro. Trata-se da maior exposição do mestre catalão no Brasil. E é imperdível.  Só no primeiro dia,  4.300 pessoas compareceram ao Instituto para ver as obras de Dali, quase o dobro – 2.400 – do que os organizadores esperavam. 

Leia o artigo de Elaine Patricia Cruz, da  Agência Brasil:

São 218 obras do pintor, divididas entre 24 pinturas, 135 gravuras e desenhos [muitas delas ilustrações para livros como Alice no País das Maravilhas, Fausto, Dom Quixote e O Velho e o Mar], 15 fotos, 40 documentos, quatro filmes [entre eles o famoso O Cão Andaluz, dirigido com Luis Buñuel] e até uma grande sala retratando a atriz norte-americana Mae West (1893-1980) como um apartamento. A sala atrai curiosos [em filas geralmente longas] em busca de uma foto sentado em poltrona simulando a boca da atriz.

Figuras tombadas na areia, de 1926, está incluído na mostra

Figuras tombadas na areia, de 1926, está incluído na mostra

Dalí foi um dos principais nomes do surrealismo, movimento artístico bastante influenciado pelas teorias do médico neurologista e criador da psicanalise Sigmund Freud (1856-1939) e que enfatiza o inconsciente. Foi pintor, desenhista, ilustrador, cineasta e cenógrafo. Suas pinturas retratam geralmente figuras recorrentes como relógios, muletas e corpos mutilados.

A mostra apresenta, principalmente, a década de 30, o auge do movimento surrealista. Ela já foi apresentada no Rio de Janeiro e chega a São Paulo com algumas novidades, entre elas cinco novas obras da Fundação Gala-Salvador Dalí e outras duas do Museu Reina Sofia, instituições detentoras de 90% dos trabalhos expostos. Uma delas retrata o pequeno óleo sobre madeira O Espectro do Sex-Appeal (1934), em que Dalí mostra o temor pela sexualidade, e O Piano Surrealista (1937), fruto de sua colaboração com os irmãos Marx. A curadoria é de Montse Aguer, diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Dalí. Clique aqui para ler mais.

Máxima velocidade da Madona de Rafael, de 1954

Máxima velocidade da Madona de Rafael, de 1954

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