Idosos buscam qualidade de vida e independência

Helenita, aos 72 anos, malha cinco vezes por semana (Foto: Tatiane Santos/G1)

Helenita, aos 72 anos, malha cinco vezes por semana (Foto: Tatiane Santos/G1)

O idoso moderno quer qualidade de vida e independência. O número de brasileiros com mais de 60 anos que mora sozinho no país triplicou nos últimos anos. Assim como cresceu enormemente a parcela de pessoas que, como eu, resolveu praticar exercícios, convicta de que sem se movimentar a vida fica muito mais difícil. Costumo dizer que a caminhada que empreendo todas as manhãs é o meu antidepressivo. Depois de caminhar, eu me sinto forte externa e internamente. Fico cheia de ânimo, de disposição. Disse isso para recomendar a leitura desse artigo publicado por O Globo:

Leia:

A ideia de que um idoso é incapaz de viver sozinho ou que não tem saúde está cada vez mais sendo desconstruída. As pessoas com mais de 60 anos têm buscado por qualidade de vida e isso tem se refletido no dia a dia delas. De acordo com estudo publicado no fim de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 1992 e 2012, o número de idosos que moram sozinhos triplicou no país. Passou de 1,1 milhão para 3,7 milhões, um aumento de 215%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNADs). No mesmo período, a população de idosos acima de 60 anos passou de 11,4 milhões para 24,8 milhões, um crescimento de 117%.

Em Itapetininga (SP), muitos idosos também vivem essa busca da independência. Ainda segundo dados do IBGE, na cidade, 10% da população é de idosos, o que corresponde a aproximadamente 16 mil pessoas. Desse total, pelo menos 2,1 mil vivem sozinhos.

Anita mora sozinha desde a morte do marido, há nove anos (Foto: Tatiane Santos/G1)

Anita mora sozinha desde a morte do marido, há nove anos (Foto: Tatiane Santos/G1)

Para o geriatra Ildefonso Cardenas Cardoso, existem hipóteses que tentam explicar o porquê desse crescimento. Uma delas é a expectativa de vida para homens e mulheres. Segundo ele, as mulheres vivem mais. A média é de menos 78 anos. Já para os homens, a expectativa é de 72 anos de idade. “Portanto, é comum os maridos morrerem e as mulheres permaneceram sozinhas. Elas se adaptam mais, tanto que hoje, dos idosos que moravam sozinhos, 65% são mulheres”, explica.

Ainda segundo o especialista, outra explicação é o fato de que hoje existe uma maior dispersão e fragmentação das famílias. Muitos filhos não moram na cidade dos pais, o que faz com que busquem maior autonomia. Outro motivo bastante relevante, de acordo com o médico, é o fato das pessoas hoje se preocuparem mais com a saúde.

Ele explica que atualmente tanto homens, quanto mulheres estão mais conscientes e se mantém em dia com os exames preventivos. Além disso, praticam mais atividades físicas, procuram ter uma alimentação balanceada e possuem uma maior socialização. “Eles estão mais engajados em frequentar clubes, entidades religiosas e aproveitam as atividades oferecidas pela sua cidade”, afirma o especialista. Clique aqui para ler mais.

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