Idosos estão no grupo dos mais vulneráveis ao Coronavírus

Em meio a todas as perturbações que o mundo vai vivendo, surge mais uma: o temido coronavírus, originário da China e já com casos suspeitos no Brasil. A doença, segundo a BBC Brasil, já matou pelo menos 132 pessoas desde dezembro, e infectou quase 6 mil em 17 países. Centenas de cidadãos estrangeiros foram retirados de Wuhan, onde começou o surto de coronavírus na China.

A cidade chinesa está há uma semana sob quarentena: ninguém entra, ninguém sai. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou que já investiga quatro casos de suspeita de coronavírus no país. Pessoas mais velhas e gente com problemas respiratórios estão entre o grupo de mais vulneráveis a esse novo vírus.

Leia o artigo do jornal O Globo:

Para especialistas, o coronavírus deve mesmo chegar ao Brasil. E, quando isso ocorrer, o alerta será, principalmente, para idosos, portadores de doenças pulmonares crônicas e outros grupos mais vulneráveis, como pessoas com obesidade severa e que tenham problemas respiratórios, pacientes de outras doenças crônicas e aqueles que tomam medicações imunossupressoras (como pacientes que foram submetidos a transplantes).

— É praticamente impossível impedir a circulação de um vírus que está bem adaptado à transmissão entre humanos, com as facilidades de locomoção internacional que existem hoje. Realmente, vai chegar ao Brasil — afirma o coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Rivaldo Venâncio, para quem a circulação do vírus deve aumentar mais a partir de abril, com a chegada de temperaturas mais amenas — de forma semelhante ao que acontece com a gripe, do vírus influenza.

Os serviços de saúde seguirão, então, um protocolo de manejo clínico que está sendo elaborado, revisado e adaptado pelo Ministério da Saúde, com base nas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Leia também: Vacinas que as pessoas acima dos 50 devem tomar, além da vacina contra a gripe

Mas, como não há antiviral específico nem vacina, o tratamento deve ser focado em tratar os sintomas, diz Venâncio: repouso, hidratação e ventilação para os que tiverem complicações respiratórias.

— A maioria das pessoas não vai precisar ir para o hospital, como acontece com todas as viroses respiratórias e com outros coronavírus. Mas outro grupo vai desenvolver formas clínicas que merecem ser atendidas no ambiente hospitalar.

Atualmente, o coronavírus tem taxa de letalidade estimada entre 2% e 5%. Para Venâncio, esse número pode ser revisto para baixo.

— Há uma gama muito grande de pessoas, que não sabemos quantas são, que não foram submetidas a exames porque não precisaram procurar os serviços de saúde. Estamos focando apenas nos casos com diagnóstico laboratorial. Nossa expectativa é que, nos próximos dias, surja informação nova que faça rever essa taxa, que mostra alta letalidade, mas que não é o que está sendo visto.

Quer saber mais? Leia: Surto de coronavírus | Perguntas e respostas

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