Lançamento do livro “Fala, Galvão” será hoje no Rio

Ingo Ostrovsky, Rubem Barrichello, Washington Olivetto e Galvão Bueno

Ingo Ostrovsky, Rubem Barrichello, Washington Olivetto e Galvão Bueno, no lançamento em São Paulo

Ana Maria Cavalcanti

O lançamento de “Fala Galvão”, livro escrito por Galvão Bueno, 65, e pelo jornalista Ingo Ostrovsky,67, nesta quinta, na Livraria da Travessa, no shopping Leblon, no Rio, deve repetir o sucesso do lançamento em São Paulo, na terça: centenas de pessoas, filas enormes, câmeras de televisão por todos os lados, celebridades. Lá, os autores chegaram às 18h30m à Livraria Cultura e só conseguiram sair a 1h da manhã. Ficaram com a mão cansada de assinar dedicatórias para os muitos amigos que compareceram, e também para os admiradores anônimos, que foram conhecer de perto um dos mais conhecidos, respeitados – e polêmicos – comentaristas esportivos do Brasil.

Galvão Bueno conta no livro que sempre adorou e praticou esportes e fez disso profissão. Antes, no primeiro emprego, trabalhou como vendedor de plásticos. Depois, foi vender emoções, narrando jogos e competições dentro e fora do Brasil.

A entrada dele no mundo dos esportes se deu meio por acaso, quando foi inscrito por um amigo em um concurso para locutor na TV Gazeta. Relutou por um momento, porque nunca tinha passado pela cabeça dele exercer tal profissão. Galvão foi o escolhido entre os três mil candidatos. Nunca mais largou o microfone.

O livro conta muitas histórias de bastidores, ocorridas ao longo de seus 40 anos de carreira. Aos 23 anos, Galvão narrou a primeira Copa do Mundo. Depois, todas as outras. Criou expressões, cometeu erros e gafes ao vivo e em cores, conheceu e conviveu – e convive – com os maiores astros do esporte: Pelé, Ronaldo, Casa Grande, Ayrton Senna, para citar só alguns.

De Ayrton Senna, se lembra com carinho quando em 1982 foi procurado por ele: “O senhor é o seu Galvão? Vou chegar a Formula 1 e o senhor ainda vai transmitir muita corrida minha”. Galvão não só transmitiu as agora lendárias corridas de Ayrton Senna, como se tornou amigo do piloto e da família.

Adorado por uns, criticado por outros, o fato é que Galvão, que também é um empresário de sucesso, criou um estilo próprio de narrar e comentar. Com uma trajetória de sucessos, aos 65 anos, está com a bola toda. Continua narrando os acontecimentos esportivos nacionais e internacionais mais importantes e comanda semanalmente o programa de esportes “Bem, Amigos”, no SporTV.

O editor chefe do programa é Ingo Ostrovsky, co-autor de “Fala Galvão”. Ingo também tem uma bem sucedida carreira profissional. Começou a trabalhar como jornalista na TV Cultura de SP, em 1972, depois foi para a BBC, em Londres, e, mais tarde, para a Rede Globo. Este é o terceiro livro do jornalista. Os dois primeiros fazem parte da coleção “Fala Campeão”, sobre o técnico Vandelei Luxemburgo, campeão nacional em 2003 com o Cruzeiro, e em 20014, com o Santos. Um novo livro está em andamento, mas isso é assunto para um outro artigo.

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