Meditar: receita para realizar integralmente o Ser

Meditação permite ir além das experiências superficiais da mente

Meditação permite ir além das experiências superficiais da mente

Para descobrir e dissolver os véus que escondem o nosso próprio Ser interior, o nosso Self, necessitamos de métodos e de ferramentas. Da mesma forma como, por exemplo, para explorar a nossa biologia, usamos o microscópio e suas versões mais modernas e sofisticadas, como a ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Tais ferramentas permitem-nos penetrar mais fundo, ir mais além das aparências superficiais, possibilitando-nos obter uma compreensão mais detalhada e precisa da nossa ecologia física interna. De modo análogo, quando se estuda a mente, podemos usar a ferramenta conhecida como meditação.

A meditação permite-nos ir mais além das experiências superficiais da mente, para ganhar uma compreensão mais detalhada do seu funcionamento e da sua natureza essencial. Essa compreensão nos permite remover os véus que obscurecem nossa natureza autêntica, revelando as qualidades inerentes ao florescimento humano.

A meditação permite-nos ir mais além das experiências superficiais da mente

É preciso despertar a mente para que alcance o seu pleno potencial

Nos tempos modernos, no entanto, o uso da meditação se afastou muito da sua intenção e uso original: o despertar a mente para que ela alcance o seu pleno potencial. A meditação, hoje, é mais usada para acalmar a mente e aliviar o estresse e angústia. Tais resultados são conseguidos quando se concentra temporariamente a mente em um “objeto”, que pode ser um som, uma palavra, ou a simples respiração. Isso diminui a distração mental e acalma a mente hiperativa – temporariamente! Dessa forma, a meditação tem sido reduzida a uma simples técnica de relaxamento, a um remédio. Tornou-se uma solução rápida para acalmar a mente por alguns momentos. Infelizmente, como um remédio que alivia os sintomas da dor, mas não soluciona as suas causas, seu efeito dura apenas enquanto a usamos. Quando a meditação é usada apenas como uma técnica de relaxamento, ela não consegue chegar à raiz do problema, à fonte geradora de estresse, à angústia, a aflição emocional e a mente hiperativa.

O uso correto da meditação era chamado na tradição ocidental da Grécia Antiga de “incubação”. Nesta acepção, a meditação se torna um instrumento de investigação, deixando de ser apenas um remédio temporário. Ela se torna capaz de cortar a raiz-fonte dos mal-entendidos cognitivos e das aflições mentais que obscurecem o nosso Ser Profundo, o nosso Self natural. A meditação faz isso operando por níveis de penetração da superfície da consciência, indo cada vez mais fundo, observando diretamente e trazendo à consciência os hábitos mentais defeituosos e revelando a não-substancialidade de pensamentos e emoções aflitivas. Dessa forma, as fontes mentais da insatisfação, da angústia e do sofrimento progressivamente são dissipadas, como o orvalho da manhã é dissipado quando sobre ele bate a luz do Sol. Quando isso ocorre, o nosso Ser Profundo e as qualidades de uma consciência em expansão são revelados. Como resultado desse processo, passamos a viver, cada vez mais, uma vida desperta e completa, ao invés de obter apenas relaxamento e pacificação temporários. Leia mais em oasis.com.br

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Um comentário

  1. Jornalista Maria Cavalcanti

    De um erro… milhoes de erros surgiram.

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