Morre Marlene, uma grande estrela brasileira

A cantora, 89, estava internada por causa de uma queda. Morreu de falência múltipla dos órgãos

A cantora, 89, estava internada por causa de uma queda. Morreu de falência múltipla dos órgãos

Marlene, a cantora que morreu nesta sexta-feira, 13 de junho, foi uma artista de primeira grandeza no cenário musical brasileiro. Falando sobre ela, o jornalista Arthur Xexéu, um dos maiores conhecedores da cantora, disse que a Marca de Marlene era a renovação. Estava sempre se renovando e, talvez por isso, tenha sido a única estrela da época de ouro do rádio que fez a transição para a Música Popular Brasileiro com total sucesso. Ela cantou Chico Buarque, Milton Nascimento, João Bosco e tantos outros. “Nenhuma outra conseguiu manter a popularidade depois da decadência do rádio como Marlene”, afirma o jornalista.

Marlene foi um espetáculo. Não deixe de ver esse vídeo:

Leia o artigo publicado por O Globo, logo depois que foi anunciado a sua morte:

A cantora Marlene, grande estrela da era do rádio no Brasil, morreu nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, por volta das 17h15. Marlene, cujo nome verdadeiro era Victória Delfino dos Santos, estava internada há alguns dias no hospital Casa de Portugal por conta de uma queda, e nesta sexta teve falência múltipla dos órgãos. Ela tinha 89 anos.

— Ela era uma artista vigorosa e forte. Trabalhou no teatro, cinema, cantou Chico Buarque… Fez de tudo, e não só rádio — disse o compositor, poeta e produtor musical Hermínio Bello de Carvalho, amigo de Marlene.

Nascida Victoria de Martino Bonaiute, em 22 de novembro de 1924, no estado de São Paulo, a cantora Marlene começou a cantar na adolescência, aos 16 anos, no programa “Hora do Estudante”, da Rádio Bandeirantes. Foi lá que ela adotou o nome artístico que carregaria até o fim da vida — seus colegas de rádio passaram a chamá-la assim, por conta de sua semelhança com a estrela Marlene Dietrich.

Foi contra a vontade da família que Marlene mudou-se para o Rio de Janeiro nos anos 1940 e passou a trabalhar no Cassino Icaraí. Na sequência, tornou-se uma das principais crooners do Cassino da Urca e com a proibição do jogo enveredou por outras boates e locais famosos da noite carioca, como a Boate Casablanca e o Copacabana Palace, que a tornou uma das mais admiradas vozes da elite da cidade.

As ambições de Marlene, no entanto, não se restringiam ao restrito — por mais que requintado — circuito de boates, bares e teatros. Seu sonho era alcançar o grande público na Rádio Nacional, o que aconteceu em 1947. Mas ao vivo, em seus shows, Marlene oferecia mais do que sua bela voz ao público. Sua presença, domínio de palco e magnestismo com o público criou um estilo único. A aposta num repertório eclético, marcado por canções dos mais variados estilos e compositores, além de abordar temas como a pobreza e o cotidiano do povo brasileiro foram, aos poucos, aproximando Marlene das camadas mais populares. Clique aqui para ler mais.

Assista ao documentário sobre a cantora:

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